domingo, 14 de fevereiro de 2016

Herança e Legado políticos





Herança e Legado políticos
Por Gleidistone Antunes

Estive a fazendo uma análise dos políticos de nossa cidade e percebi, desde há muito tempo, que os termos Herança e Legado podem muito bem ser aplicados a maioria deles, pelo menos a muitos dos que já passaram e a alguns que ainda (infelizmente) permanecem lá (na Câmara) há décadas.

Vejamos:

Embora sejam sinônimos, Herança representa todo bem móvel ou imóvel que recebemos de alguém, quer seja por testamento ou por direito no ato de sua morte.

Legado representa (neste contexto em que analiso) todo ideal de princípios morais e éticos que recebemos desse alguém. Ou seja, Herança pode ser a casa, o dinheiro, o carro, joias e etc … já o Legado é aquilo que lhe foi passado como ideais, valores morais, princípios éticos e etc.

Na política de nossa cidade (e deste país), os nobres políticos, sejam vereadores ou prefeitos, recebem, ao final de cada mandato, uma herança. Embora não tenha sido herdada por morte, mas por força do cargo político que exerce, uma bela quantia que se configura em dinheiro (muito dinheiro), carros, terrenos, favores políticos e empresariais, etc..

E de legado? Bom, este último receberam da Lei de Gerson (lembram, a de levar vantagem em tudo? A de comer-comer para poder crescer).

Mas, e o que deixam como herança para o povo?

Como herança, deixam muitas dívidas para o município, calotes nos contratados, pagamentos a serem feitos aos fornecedores, etc.. Até dívidas em motéis alguns deles deixaram! É mole, ou quer mais?!

Como legado, deixam um rosário de decepções, a alto-estima dos eleitores no chão. Um monte de gente rogando praga do tipo:

- É bom que essa desgraça de vereador (ou de prefeito) não ganhe mais nunca mais!

O parada destas pragas é às vezes dá certo, querem um exemplo?

Certa vez ouvi uma conversa entre um candidato e uma leitora:

- Amiga, meu amô vim aqui pedir (de novo) o seu voto, a sua ajuda. Posso contar com o teu voto?

A resposta da eleitora, espumando pelo canto da boca, foi um tiro:

- Olhe vereador, da primeira vez eu lhe prometi votar em você, mas quando tu foi eleito, virasse a casaca. No palanque tu era a favor do 25, mas depois que ganhou, ficou defendendo o usineiro. Eu não gosto de gente traíra. E se depender de mim, tu vai perder até por um voto, que faz a diferença, visse?!

O vereador, candidato a reeleição, saiu da porta da eleitora todo "muxo" feito um maracujá de gaveta.

E adivinhem o resultado da eleição?

Toda a cidade sabe, quem pode dar a resposta?!