domingo, 12 de março de 2017

BIBLIOTECÁRIO – Uma missão de amor à informação compartilhada! (por Gleidistone Antunes)

  BIBLIOTECÁRIO – Uma missão de amor à informação compartilhada!

O Dia do Bibliotecário é comemorado em 12 de março em homenagem à data do nascimento do bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre. O Decreto 84.631, de 09/04/1980, foi assinado pelo então presidente da República João Figueiredo.


Manuel Bastos Tigre nasceu no dia 12 de março de 1882. Em 1906, depois de finalizar seu curso de Engenharia, foi fazer um aperfeiçoamento em eletricidade, nos Estados Unidos. Lá, conheceu o bibliotecário Melvil Dewey, que o deixou interessado pela profissão. Aos 33 anos, Manuel foi trabalhar com biblioteconomia. Ficou em primeiro lugar no concurso para bibliotecário do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Entre 1945 e 1947, trabalhou na Biblioteca Nacional e depois assumiu a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil.

O Bibliotecário, além de facilitador da informação, tem plena consciência do seu papel social, fornecendo informações adequadas aos leitores observando suas necessidades, respeitando e as individualidades, afinal, esses profissionais têm como missão levar o conhecimento às pessoas, e não há missão mais louvável que essa!

Neste dia 12 de março, parabéns a todos os BIBLIOTECÁRIOS!
 

sábado, 11 de março de 2017

ALMÉRIO, UM SHOWMAN PERNAMBUCANO DE PRIMEIRA GRANDEZA (por Gleidistone Antunes)


ALMÉRIO, UM SHOWMAN PERNAMBUCANO DE
PRIMEIRA GRANDEZA
Gleidistone Antunes

Estou extremamente emocionado com o talento e a musicalidade de um pernambucano que acabo de conhecer, nascido no Agreste.

Sua musicalidade, que mescla elementos da Cultura do nosso estado, demonstra um requintado conhecimento e certeza do que faz artisticamente.

Performático
 Maracatu, ciranda, frevo e baião são os motes-raizes do seu trabalho musical. Também, o cara nasceu em Altinho, imaginem as influências que o jovem rapaz recebeu!

Seu nome é: Almério

Vencedor do edital Natura Musical 2015 por meio do voto popular, Almério é um verdadeiro Showman da nova geração de primeira grandeza, deste nosso Pernambuco.

Com timbre vocal único e performance provocante. Iniciou sua carreira cantando em bares de Caruaru e atuando em peças teatrais da cidade, o que contribuiu para o seu perfil de artista performático.

Almério no abraço de Alceu
Cada música há uma melodia de peso rítmico, que abala as estruturas cerebrais dos amantes da verdadeira Cultura de raiz com nova roupagem, sem o mitiê de ser piegas.

O Brasil, o Nordeste, Pernambuco e Altinho estão de parabéns por este “Grande Artista”, que muitíssimo bem representa a nossa cultura.

Abaixo, deixo os links que os meus leitores podem acessar e se esbaldar com música de qualidade melódica, letra e expressão do grande Almério!

Para baixar: https://www.palcomp3.com/almerio/
Para interagir: Facebook: https://www.facebook.com/almerioficial

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

OS PERIGOS POR TRÁS DA ESPRESSÃO: SEJA HOMEM!”



OS PERIGOS POR TRÁS DA ESPRESSÃO: SEJA HOMEM!”



Na abertura do documentário "The Mask You Live In" (A Máscara em que você vive), um treinador e ex-jogador da NFL (a liga de futebol americano) decreta: “As palavras mais destruidoras que todo homem escuta quando garoto é quando lhe dizem: seja homem!”.



A declaração é acompanhada por professores, psicólogos, sociólogos e outros profissionais que acompanham a formação dos meninos. Muitos deles, desde cedo, são submetidos a uma educação que desestimula a exteriorização de sentimentos, cobrados de um ideal de masculinidade ligado à força e a agressividade, com frases como "homem não chora", "não seja covarde", "não leve desaforo pra casa", "resolva as coisas como homem" e tantas outras que insinuam que, para serem reconhecidos, jamais poderão demonstrar fraqueza ou vulnerabilidade.



A cultura da masculinidade está comumente ligada à violência, rivalidade e competitividade. Necessidades universais como acolhimento, carinho e comunicação são consideradas femininas e instantaneamente rejeitadas por meninos, especialmente na adolescência, quando essas características geram humilhação e exclusão nos grupos dessa faixa etária.



Isso talvez ajude a explicar o porquê de a maioria dos crimes ser cometido por homens, sendo eles responsáveis por 95% dos homicídios em todo o mundo. Também são eles a maioria das vítimas por morte violenta. A pressão para demonstrar masculinidade faz também dos homens as maiores vítimas de suicídio, pois é comum não se sentirem livres para dividir dores e angústias com os amigos e pedir ajuda, como acontece com as mulheres. Há a necessidade de se mostrar sempre inabalável.



O sofrimento, inerente a todos os seres humanos, deveria ser acolhido e compreendido pela sociedade, contribuindo para o crescimento emocional dos meninos, mas, como não consegue ser comunicado de forma saudável, acaba por se transformar em raiva, agressividade e violência.



Todas as pessoas, independente do gênero, desejam a proximidade e a intimidade com as outras, que lhes permitam serem verdadeiras e não terem que usar máscaras para serem aceitas. Negar isso aos meninos pode condená-los à carência afetiva que desencadeia muitos problemas emocionais, como a depressão, ideação suicida, síndrome do pânico etc. Uma sociedade mais fraterna e menos violenta começa pela construção do ideal de um novo modelo de masculinidade, em que homens também sejam livres para dar e receber afeto e cuidados.


FONTE: http://cvv141.blogspot.com.br/2016/11/os-perigos-por-tras-do-seja-homem.html
                http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37730441
VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=LS8bwOesLjA&app=desktop




domingo, 12 de fevereiro de 2017

QUANTO A POESIA ABSOLUTA DE VITAL CORRÊA DE ARAÚJO Por Gleidisotne Antunes



QUANTO A POESIA ABSOLUTA DE VITAL CORRÊA DE ARAÚJO 
Por Gleidisotne Antunes



Embora algumas pessoas ainda não entendam, e por isto não aceitem, os nossos Absolutos, é preciso que se lembrem: O NOVO SEMPRE VEM. 
 

A poética Absoluta é a poesia do futuro, pois ela hiper-metaforiza, assim como num trabalho de raciocínio lógico, o poder do uso das palavras.

Drummond já disse: "A dificuldade de escrever algo é que faz do poeta um artista único, porque as palavras, por mais inúmeras que sejam, vêm, vai e não voltam".

A confecção textual de um Poema Absoluto é árdua, deliradamente apaixonante. 

O poema que sai é fruto de uma luta, como técnica de raciocínio lógico que, travestido de ilogicidade, arrasta consigo o leitor desperto a um mundo de prazer que nenhum leitor preguiçoso poderá desfrutar. 
 

A coisa fácil, o amor banal, tantas vezes dito de maneira "melada" e "rimada", não satisfaz ao leitor sedento por novas maneiras de dizer, ou seja, "pelo novo dito". 
 

Para que se entenda a Poesia Absoluta, é preciso que se trabalhe no seu encalço, que empreenda uma busca incessante, incansável e desperta, para se ter um significado, a fim de tentar entendê-la. Ainda assim, todo esse esforço pode não dar em nada. Mas é desse nada que se haverá de se tirar tudo!

Esta é a Poesia Absoluta do Papa Vital Corrêa de Araújo, meu guru da poética Neo-pós-Modernista.


UMA CANÇÃO INTOCÁVEL
UM ABADE CORCUNDA EM PÂNICO
COM CRISTO MALTRAPILHO NO OMBRO
UM MARECHAL DE ADORNO
ORNAMENTANDO UM DINOSSAURO
E UM POLÍTICO AINDA NÃO CORRUPTO
INUNDADOS POR LUZ CHAGOSA
LUZ DE PEDRA ASTECA.
CUJAS ÁGUAS
O VENTO E ÁGUA ESCULPIRAM DE DOR.
BRANCAS OU NEBULOSAS SERPENTES
ONDAS ULTRAPASSANDO ARRECIFES
AO LONGO DA PRAIA DE BOA VIAGEM.
NA DOMINICAL PRAIA EXUBERÂNCIA DE NUDEZ
EXTREMA

VCA


FONTE: https://www.facebook.com/USINAVCA/

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO? Por Gleidistone Antunes



O título indagativo acima é um provérbio popular bastante conhecido. Ele tem por função explicar o mau comportamento das pessoas, mormente se não há ninguém para criticar os seus atos. A expressão é típica para testar a honestidade dos seres humanos que se aproveitam da situação para levar vantagem (roubar).
Muitas delas se acham corretas e justas, pensando que dar prejuízos de pequena monta não representa falta de caráter. Todavia, elas se esquecem de que não existe o meio-termo em matéria de honestidade, (ladrão é ladrão seja em qualquer monta).


Saques praticados por mulheres,homens e crianças

Quem gosta de levar vantagens prejudicando as pessoas em “pequenos delitos”, acumula ações dessa natureza por achar que pela impunidade possa no futuro, praticar outras infrações de maior envergadura.
Esse é o pensamento favorito dos estelionatários (falsificadores de documentos) e dos corruptos que desviam dinheiro público, prejudicando centenas de milhares de pessoas. As leis são brandas e nem sempre ocorre a devida punição.

Pessoas sendo assaltadas e outras guardando no carro, os produtos dos roubos

Isso estimula outros (ladrões de ocasião) ao mesmo comportamento. A história abaixo reflete em escala menor, uma conduta reprovável por qualquer cidadão que se diz verdadeiramente honesto:

"Encostado no balcão de uma loja de prestação de serviços, Roberto olhou para a rua e viu que um motorista manobrava seu carro para sair. Observou que por falta de perícia, ele fez uma manobra mal calculada e riscou o para-choque do veículo estacionado ao lado.
Embora o dano material tivesse sido pequeno, deixou uma marca visível a certa distância e, também uma desagradável surpresa para o dono, que mais tarde ficaria se perguntando se foi ele mesmo que riscou o carro ou alguém para quem o emprestou.
Enquanto esperava, Roberto notou que uma das balconistas também reparou no incidente. Ambos chegaram a fazer uma aposta em relação à conduta do motorista:

Pessoas até então de reputação ilibada, aproveitando-se da oportunidade, para também, saquearem

  • Aposto que ele vai ficar no carro esperando o proprietário chegar para comentar o ocorrido e talvez ressarcir algum prejuízo, ou irá procurá-lo para ver a extensão do dano.
  • - Duvido, disse Beatriz, a moça no balcão de atendimento. A maioria das pessoas não assume a responsabilidade quando sabe que não há ninguém para pressioná-las e reprová-las pelo deslize de conduta, finalizou ela.
Roberto perdeu a aposta, pois o motorista não querendo ser pego saindo rapidinho, ficou fazendo manobras tipo entra e sai e dando um tempo para ver se o dono aparecia, mas acabou indo embora sem dar qualquer explicação."
Internauta sensibilizado com por conta do caos no Espírito Santo

Moral da história: existem pessoas para quem a consciência não dói quando fazem coisas erradas. Elas acham que é normal serem imorais, sem ética, corruptas e ladras, desde que ninguém fique sabendo.

O caos que acontece no Espírito Santo, também já ocorreu em Pernambuco e acontece em todos os países do mundo, alguns em maior ou em menor grau. Isto não é normal.

Na falta de atuação das polícias Militar e Civil, em agir contra a bandidagem, gera uma ocasião para que pais de famílias, vendo-se encurralados em suas próprias casas, atuem como justiceiros.

Daí vem a pergunta: Neste caso, a ocasião faz os pistoleiros justiceiros? Sim, ou não?


Texto adaptado por Gleidistone Antunes a partir do texto de Richard Zajaczkowski, bacharel em Direito, Oficial de Justiça Avaliador e acadêmico de Jornalismo e membro do Centro de Letras de Francisco Beltrão

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ALGUMAS CERVEJAS BRASILEIRAS SÃO VENENOSAS PARA A SUA SAÚDE!!!


ALGUMAS CERVEJAS BRASILEIRAS 
SÃO VENENOS PARA A SUA SAÚDE!!!

É UM RECADO MUITO IMPORTANTE PARA QUEM BEBE AS PRINCIPAIS MARCAS CERVEJA BRASILEIRAS:

SKOL, BRAHAMA, ANTARTICA, ITAIPAVA
KAISER E SKIN

Brasileiro bebe cerveja com até 45% de milho transgênico! Isto é um veneno
para a sua saúde!


Uma das bebidas mais adoradas pelos brasileiros, a cerveja, geralmente é produzida de malte feito de cevada. Mas algumas receitas permitem o uso de outros cereais. A cerveja brasileira por exemplo na verdade é quase uma bebida alcoólica de milho. Isso mesmo. Uma pesquisa da USP e da Unicamp mostra que cervejas Brasileira possuem 45% de milho em sua composição, percentual máximo permitido pelo Governo. E a para piorar, eles querem que o governo aprove que seja permitido que esse percentual suba para 50%.
Ou seja eles querem que uma cerveja possa ter em sua composição até 50% de milho ou arroz, que são bem mais baratos que a cevada.
Pois é amiguinho, se você bebe Bohemia, Brahma, Skol, Antarctica ou Nova Schin, você bebe uma mistura de refresco de milho com cevada, bem parecida com a cerveja.
A Ambev, fabricante das marcas Caracu, Antarctica, Brahma, Bohemia e Skol, jura que falsificar a cerveja com milho é: “controlar a quantidade de malte de cevada é necessário para obter cerveja com características adaptadas ao paladar do consumidor brasileiro: leve, refrescante e de corpo suave“.
Ok, mas a grande verdade que essa ladainha toda dita pela Ambev é apenas uma desculpa para ter uma alternativa mais barata a cevada. Quase todo o malte é importado, como eles mesmo dizem: “A Ambev leva aos seus milhões de consumidores receitas seculares produzidas com os melhores insumos disponíveis em todo o mundo“.
Infelizmente, a legislação não exige que as empresas declarem nos rótulos a composição exata das cervejas que produzem. Somente proíbem que os outros cereais não passem de 45%… por enquanto.
Mas nem tudo está perdido… Ainda existem algumas cervejas Nacionais que possuem alto teor de cevada, ou seja, cervejas que são mais cervejas.
Transparência é tudo. Se a indústria tem o direito a colocar milho ou arroz na cerveja, deveria também informar ao consumidor a quantidade utilizada. Não se pode esquecer que tem locais em determinados locais que cobram mais de R$ 8,00 por uma garrafa de cerveja, como os botequins da Zona Sul Carioca.
Acredite, a Industria da Cerveja está longe de ser uma industria que passa por dificuldades, pelo contrário… De cada R$ 100 vendidos pela cervejeira, R$ 49,80 é lucro, mas andam chorando porque SÓ lucraram 1,8 bilhão no trimestre passado.
 Ok, vamos entender que mesmo sendo feito de milho a cerveja brasileira ainda é cerveja, mas Porque a Industria não assume que vende cerveja de milho…
A razão dos fabricantes esconderem quantidade de milho utilizado é porque, apesar da propaganda das empresas e autoridades da saúde, existem inúmeros estudos que mostram que os transgênicos causam os mais diversos problemas genéticos, de infertilidade e até mesmo câncer. Outra questão muito relevante é o fato destas cervejas com 45%-50% de milho não apresentarem o símbolo (/T\) de transgênicos, que é obrigatório sempre que for utilizado mais de 1% de transgênicos em sua composição. Como hoje em dia a produção de milho transgênico equivale a mais de 89% do total de milho produzido pelo pais. Muito importante também lembrar que existe uma campanha maciça pelo lobby dos transgênicos para acabar com a rotulagem obrigatória.
Deixamos abaixo alguns artigos onde você pode se aprofundar na questão dos problemas causados pelos transgênicos:




Composição da cerveja inclui mais que cevada, lúpulo e água, aponta Cena


Cevada, lúpulo e água são conhecidos pela maioria das pessoas como as matérias-primas principais para a fabricação da cerveja. Porém, o que poucos sabem é que o milho é um importante ingrediente da bebida nacional e que pode estar presente em, aproximadamente, até metade de sua composição. Para chegar a esta comprovação, uma pesquisa promovida pelo Laboratório de Ecologia Isotópica no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, analisou 77 marcas do produto, incluindo 49 produzidas no Brasil e 28 importadas, fabricadas na Europa, Américas do Sul e do Norte e na China.
A legislação brasileira estabelece que parte da cevada pode ser substituída por adjuntos como milho, arroz, trigo, centeio, aveia e sorgo. Porém, a substituição da cevada não deve ultrapassar 50%. Caso outro cereal seja utilizado em maior proporção que a cevada, o produto deve ser chamado com o nome do vegetal predominante, como a cerveja de trigo, por exemplo.
Os suplementos mais utilizados são o xarope e sêmola de milho e arroz. “As cervejarias não são obrigadas a descrever detalhadamente todos os ingredientes existentes na cerveja e, normalmente, usam o termo genérico cereais não maltados, ao invés da especificação de cada produto que a constitui”, afirma Sílvia Fernanda Mardegan, coordenadora do estudo.
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A constatação se deu por conta de uma análise realizada na disciplina Aplicações de isótopos estáveis e suas variações naturais em estudos ambientais, pertencente à grade curricular do doutorado de Sílvia na instituição, quando foi atestado que muitos fabricantes utilizam milho em substituição aos ingredientes originais da cerveja (instituídos na Alemanha, em 1516, quando se promulgou a Lei de Pureza da Baviera, criando um padrão ao fermentado de cevada).
O uso de isótopos estáveis do carbono possibilitou determinar a composição das marcas pesquisadas, uma vez que a análise isotópica é uma ferramenta importante na determinação da composição de origem de alimentos e bebidas. “Por meio dessa ferramenta, pudemos constatar que o milho é um importante componente das cervejas brasileiras”, explica Silvia.
Isso se deve ao fato de que diferenças no tipo de fotossíntese das plantas refletem em variações na composição isotópica do carbono. Plantas como a cevada, principal constituintes da cerveja, apresentam ciclo do tipo C3, enquanto que o milho é uma planta tipo C4, o qual é utilizado como adjunto em certas bebidas alcoólicas, uma vez que aceleram o processo de fermentação e reduzem os custos de produção. “Com base nesses dados, descobrimos que, do total de cervejas pesquisadas, apenas 21 utilizam somente cevada. Por outro lado, os valores isotópicos de 16 cervejas brasileiras indicam a presença de aproximadamente 50% de milho em sua composição”, conta Sílvia.
A partir dessa metodologia, a pesquisa desvendou uma substancial diferença entre as cervejas comerciais (produzidas em grande escala) e as estrangeiras ou artesanais. “O estudo concluiu que as marcas convencionais são compostas de uma mistura de milho e cevada, enquanto a maioria das pequenas cervejarias, que fabricam de maneira artesanal e têm uma produção limitada, parecem visar à produção de bebidas utilizando exclusivamente a cevada”, completa.


Cerveja: o transgênico que você bebe!





Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.
Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.
E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.
Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.
Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.
Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.
Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por Monsanto, Syngenta, Basf, Bayer, Dow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.
Tudo bem, mas e daí? E daí que ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendos surgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.
Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo).
Enquanto isso as cervejarias vão “adequando seu produto ao paladar do brasileiro” pedindo para bebermos a cerveja somente quando um desenho impresso na latinha estiver colorido, disfarçando a baixa qualidade que, segundo elas, nós exigimos. O que seria isso se não adaptar o nosso paladar à presença crescente do milho?
Da próxima vez que você tomar uma cervejinha e passar o dia seguinte reinando no banheiro, já tem mais uma justificativa: “foi o milho”.
Dá um frio na barriga, não? Pois então tente a questionar Ambev, quem sabe eles não estão usando os 10,1% de milho não transgênico? O atendimento do SAC pode ser mais atencioso do que a informação do rótulo, que se resume a dizer: “ingredientes: água, cereais não maltados, lúpulo e antioxidante INS 316.”
Vai uma, bem gelada?

Fontes: 
http://www.jornadaagroecologia.com.br/?p=1627 



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

ANÁLISE DO POEMA “CANÇÃO”, DE JUAREIZ CORREYA Por Gleidstone Antunes


 ANÁLISE DO POEMA “CANÇÃO”,

DE JUAREIZ CORREYA
Por Gleidstone Antunes
   

O palmarense Juareiz Correya, Poeta de marca maior, traz para o universo da poética uma obra bastante extensa. Escritor virginiano boa pinta e boa praça, emplaca no seu currículo livros em prosa e verso. Além de Poeta e Contista, há anos organiza trabalhos literários de outros tantos escritores, de sua terra e de outras paragens.
O presente texto visa analisar, sinteticamente, uma de suas produções literárias, sob a ótica de um dito Poeta Absoluto, este que vos escreve.

Escolhi este Poema "Canção"(1973), porque ele nos oferece múltiplas possibilidades imagéticas, em que as palavras, aparentemente desconexas e sem algumas amarrações, dá um sacolejo na mente do leitor dorminhoco, entregando-o, apenas, o que chamamos de significante, chamando-o à responsabilidade do significado contextual, por sua conta e risco, como no poemagem abaixo:


A estilística da obra vai além da poética Clássica, Moderna ou mesmo Pós-moderna e entra no hall dos grandes poetas Neopós-modernistas, haja vista que Juareiz faz usos extremos da hipermetaforização vocabular, observemos:


 
Esse trecho do poema dá uma dimensão maior à semântica de cada verso que, pela disposição textual dentro da obra, quase prosaica, surge como um Poema Absoluto, estilo poético cujo Papa desse Movimento (único no Brasil, diga-se de passagem, na Mata Sul de Pernambuco) é um dos maiores Poetas vivos deste país, nos dias de hoje - Vital Corrêa de Araújo, o Poeta de alma seca, que tem como parceiro e replicador dessa poética o Professor de Teoria da Literatura da FAMASUL - Poeta Admmauro Gommes, que arrastou consigo outros discípulos, como este que finda o presente texto com prazer e satisfação por falar desse grande representante da Poesia pernambucana e palmarina!

Saudações Absolutas ao Grande Poeta Palmarense, Juareiz Correya!

FONTE: http://americantoamerica.blogspot.com.br/2017/01/poetas-de-palmares-1973-cancao-de.html