quarta-feira, 4 de março de 2026

Entendendo o Conflito entre Israel e Palestina: História, Causas, Impactos e Possíveis Caminhos para a Paz (ANTUNES, Gleidistone)

 


Entendendo o Conflito entre Israel e Palestina:

História, Causas, Impactos e Possíveis Caminhos para a Paz

ANTUNES, Gleidistone

1. Introdução


O conflito entre Israel e os palestinos é um dos mais duradouros e complexos do mundo moderno. Suas raízes estão ligadas a disputas sobre território, identidade nacional, soberania e segurança — envolvendo milhões de pessoas que vivem em uma das regiões mais sensíveis geopolítica e religiosamente do planeta. Segundo especialistas, a disputa começou a se cristalizar no século XX e continua até hoje com graves consequências para civis de ambos os lados.


2. Breve Histórico Político - Origem e criação do Estado de Israel


Até o início do século XX, a região conhecida como Palestina estava sob administração do Império Otomano. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha passou a controlar a área sob mandato internacional; época em que cresceu o movimento sionista — que defendia um lar nacional para o povo judeu na Palestina — e também movimentos árabes palestinos.

Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs um plano de partilha do território em dois Estados — um judeu e um árabe — com Jerusalém sob administração internacional. Os líderes judaicos aceitaram a proposta, mas os líderes árabes e palestinos rejeitaram, alegando que ela dividia injustamente a terra sem consentimento pleno dos habitantes locais.

Em 14 de maio de 1948, Israel declarou sua independência, desencadeando a Primeira Guerra Árabe-Israelense e uma série de confrontos posteriores. Muitos palestinos foram deslocados ou se tornaram refugiados no processo que os palestinos chamam de Nakba (“catástrofe”).


Ocupação e territórios disputados


Em 1967, durante a chamada Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza — territórios que os palestinos reivindicam como parte de seu futuro Estado.

Nas décadas seguintes, ocorreram negociações, confrontos e tentativas de acordo, como os Acordos de Oslo (1993) que visavam estabelecer um processo de paz negociante e autonomia palestina em partes da Cisjordânia e de Gaza, mas sem resolver as questões centrais de fronteiras, refugiados ou Jerusalém de forma final.


3. Dimensões Social e Econômica - Vida cotidiana e desigualdades


A desigualdade econômica entre israelenses e palestinos é profunda. Relatórios apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Israel é muito maior do que o da Cisjordânia e de Gaza — reflexo de décadas de acesso desigual a recursos, infraestruturas e mercados.

No caso palestino, bloqueios, restrições de circulação, conflito constante e falta de um Estado plenamente funcional agravam as condições de vida. Isso tem impacto direto no acesso a serviços essenciais como saúde, educação e emprego.


4. Entendendo a Perspectiva dos Palestinos e dos Israelenses - Narrativas e percepções


Para muitos palestinos, a criação de Israel e a subsequente ocupação são vistas como injustiça histórica e violação de direitos nacionais e humanos. Líderes e estudiosos palestinos expressam que sua luta é por autodeterminação e fim da ocupação.

Por outro lado, muitos israelenses citam a necessidade de segurança diante de ameaças militares, grupos armados e histórico de ataques contra civis como justificativa para políticas de controle territorial e militar. Esta visão é frequentemente enfatizada em debates políticos internos de Israel e nas narrativas oficiais. (Veja seções de notícias recentes sobre política israelense.)


5. Por Que o Conflito Persiste?


Alguns fatores que dificultam a resolução incluem:


  • Questões territoriais não resolvidas, como a soberania sobre Jerusalém Oriental e fronteiras definitivas.

  • Refugiados palestinos e o direito de retorno.

  • Assentamentos israelenses na Cisjordânia considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.

  • Desconfiança histórica e memória de violência entre as partes.


Especialistas apontam que o prolongamento do conflito alimenta um ciclo de hostilidade que torna qualquer solução difícil sem compromissos significativos de ambos os lados.


6. Caminhos e Soluções Propostas - Solução de dois Estados


A proposta internacional mais discutida é a solução de dois Estados: um Estado palestino independente coexistindo pacificamente com Israel, com fronteiras negociadas baseadas em 1967, segurança garantida para ambos e resolução das questões de refugiados.

Essa ideia foi a base dos Acordos de Oslo e de negociações posteriores, mas enfrenta desafios práticos e políticos, especialmente com expansão de assentamentos e posições divergentes dentro de cada sociedade.


Abordagens alternativas


Alguns analistas discutem modelos diferentes, como a chamada solução de três Estados (onde partes palestinas seriam integradas parcialmente a países vizinhos ou teriam características administrativas distintas), embora tal proposta não seja amplamente apoiada.

Outros estudos acadêmicos exploram métodos para facilitar diálogo entre comunidades israelenses e palestinas, incluindo abordagens baseadas em mediação civil e tecnologia de comunicação para reduzir polarizações sociais.


7. Conclusão


O conflito entre Israel e Palestina é um tema complexo que envolve história, identidade, política, economia e memória coletiva. A violência, deslocamentos e desigualdades vividas por civis tanto em Israel quanto nos territórios palestinos mostram que soluções duradouras exigirão compromisso, diálogo e reconhecimento mútuo de direitos e sofrimentos. Entender múltiplas perspectivas e se basear em análises históricas e acadêmicas é essencial para qualquer discussão séria sobre paz.


Referências e Bibliografia (para aprofundar o estudo) - Fontes citadas


  • “Entenda as raízes históricas do conflito Israel x Palestina”, Capricho — resumo histórico sobre a criação do Estado de Israel e o contexto de 1948.

  • Acordos de Oslo — descrição do processo de negociações de paz entre Israel e líderes palestinos.

  • Artigo Reuters sobre a solução de dois Estados e desafios atuais na Cisjordânia.

  • Discussão acadêmica sobre abordagem de paz e diálogo entre comunidades israelenses e palestinas.

  • Relatório sobre desigualdade econômica entre Israel e territórios palestinos.

  • “Solução dos Três Estados” como alternativa teórica ao conflito.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ARGENTINA À BEIRA DA ESCRAVIDÃO PROFESSOR GLEIDISTONE ANTUNES


 ARGENTINA À BEIRA DA ESCRAVIDÃO

PROFESSOR GLEIDISTONE ANTUNES


Os parlamentares argentinos, supostamente comparados pela bagatela de milhões, como acontece no Brasil, aprovaram a nova reforma trabalhista impulsionada pelo governo ultradireitista de Javier Milei. Entre as mudanças discutidas estão a ampliação da flexibilidade de jornada trabalhista de 8h para 12h, alteração nas regras de horas extras e sem remuneração, ajustes em indenizações e o fim de direitos trabalhistas históricos. Para os defensores da medida, trata-se de modernização da economia e tentativa de atrair investimentos num país que vive há décadas sob inflação crônica, dívida elevada e estagnação da produtividade. Para os críticos, é o fim dos direitos dos trabalhadores e acelerada transferência de risco do empregador para o lombo do trabalhador.

O discurso do governo é claro: menos direitos aos trabalhadores mais mercado, mais competitividade. A lógica é que direitos trabalhistas considerados “custos elevados” afastam empresas, travam contratações e sufocam crescimento. O problema é que essa visão ignora o impacto social imediato. Quando se amplia jornada de trabalho, aumentam-se as compensações dos patrões e reduzem-se as garantias do povo trabalhador, e o peso recai diretamente sobre as costas de quem depende do salário para sobreviver.

Há dois campos visíveis na Argentina neste momento. De um lado, o setor financeiro e parte do empresariado, que veem na reforma a chance de demissão em massa e de se reduzir custos e aumentar margem de lucro. De outro, trabalhadores e sindicatos que enxergam erosão de proteção social num país já fragilizado economicamente. O conflito não é apenas econômico. É ideológico. É sobre qual modelo de Estado deve prevalecer.

Mas existe uma questão central que não pode ser ignorada: Javier Milei foi eleito. E seu partido consolidou apoio legislativo. O programa liberal radical que vai contra o povo nunca foi escondido. A promessa sempre foi demitir e cortar gastos, acabar com as estatais e flexibilizar regras para o patronato. O choque não está na coerência do governo. Está no impacto real quando a teoria vira prática.

A Argentina está vivendo um experimento econômico profundo. Pode gerar crescimento no médio prazo? Possivelmente não. Pode ampliar desigualdade no curto prazo? Já está gerando. Reformas estruturais quase nunca são indolores e quem senta as dores é o povo. A pergunta que fica é: qual será o custo social dessa transição e quem vai suportar o peso maior? Com toda a certeza, o povo é que vai pagar.

Para o Brasil, a lição não é copiar mas a de demonizar automaticamente o posicionamento do governo argentino. A lição é entender que cada escolha eleitoral carrega consequências concretas e prejudiciais ao povo. Modelos econômicos diferentes produzem resultados diferentes — e também impactos sociais diferentes. O debate precisa ser de informações racionais, não emocional. Porque no fim das contas, o que está em jogo não é apenas política. É a vida cotidiana de milhões de pessoas inocentes que apenas terem seus direitos garantidos, o que não ocorre mais na Argentina, e viver dignamente.


Tenho dito, senhoras e senhores!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A LÍNGUA PORTUGUESA: ENTRE A HISTÓRIA, O PODER E A POESIA Professor Gleidistone Antunes

 


A LÍNGUA PORTUGUESA: ENTRE A HISTÓRIA, 

O PODER E A POESIA

Professor Gleidistone Antunes


O português não é uma pedra antiga cravada no tempo. É rio. Corre entre séculos, atravessa corpos, aprende novos nomes para aquilo que antes não sabia nomear. Carrega na corrente as vozes de quem chegou, de quem foi silenciado, de quem insiste em permanecer. Uma língua vive porque respira na boca do povo e porque se move com o mundo.

Houve um tempo em que esse idioma chegou como maré imposta, cobrindo terras, calando cantos originários, desfazendo sons que pertenciam à floresta e ao vento. Muitas palavras ficaram soterradas, muitas gramáticas nasceram sem registro. Ainda assim, sob a superfície do português que se ensinou como oficial, persistem ecos indígenas, africanos, mestiços, sobrevivendo na música, na fé, na oralidade que se recusa a desaparecer.

Nenhuma língua viva aceita ser museu. As palavras envelhecem quando se recusam a escutar. O português permanece jovem porque muda. Porque se dobra às urgências de quem fala, porque se abre às identidades que se revelam. É no encontro entre a norma e a vida que o idioma se reinventa, não como ruptura, mas como continuidade em movimento.

Hoje, novas formas de nomear surgem como quem acende luz em territórios antes invisíveis. Há pessoas que não cabem no binário antigo das palavras e buscam abrigo na linguagem. Procuram pronomes que não as aprisionem, flexões que não as excluam, vocábulos que reconheçam sua existência inteira. Não pedem permissão ao tempo, apenas caminham com ele.

Alguns temem que a língua se perca. Esquecem que perder seria deixar de escutar. O português não se desfaz quando acolhe, ele se expande. Cada inovação é uma respiração a mais, cada adaptação é um gesto de sobrevivência. Uma língua que não muda se fossiliza. Uma língua que se permite sentir continua pulsando.

Assim, o português contemporâneo segue como corpo vivo, tecido de história e de futuro. Em suas sílabas cabem memórias e possibilidades. Em suas transformações, a certeza de que falar é existir e de que existir exige, sempre, novas palavras.

Portanto, língua não é apenas um instrumento de comunicação; é também território simbólico, campo de disputas ideológicas e espaço de construção da identidade. Ao analisarmos criticamente a Língua Portuguesa sob as perspectivas da linguística, da história, da filosofia e da literatura, percebemos que ela se constitui como organismo vivo, em permanente transformação, atravessado por tensões sociais, políticas e estéticas.


A LÍNGUA COMO PROCESSO HISTÓRICO


A história do português remonta ao latim vulgar trazido pelos romanos à Península Ibérica, que, ao longo dos séculos, sofreu influências germânicas, árabes e, posteriormente, das línguas indígenas e africanas no contexto colonial. Como afirma Evanildo Bechara: “A língua é um patrimônio histórico-cultural que se constrói no uso e na tradição.

Esse patrimônio, entretanto, nunca foi homogêneo. No Brasil, o português se formou no contato com o tupi, o iorubá, o quimbundo e tantas outras matrizes linguísticas. A língua que falamos é resultado de encontros e conflitos, de colonização e resistência.

O linguista Marcos Bagno enfatiza: “Não existe erro em língua, existe inadequação a determinada situação de uso.

Essa afirmação desloca a discussão do campo moral para o campo sociolinguístico, denunciando o preconceito linguístico como forma de exclusão social.


LINGUAGEM E PODER


Sob uma perspectiva filosófica, a língua é também instrumento de poder. Como nos ensinou Michel Foucault, “o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, e pelo que, se luta”. A norma padrão, frequentemente apresentada como única forma legítima da língua, torna-se mecanismo de controle simbólico.

No Brasil, o ensino tradicional da gramática normativa muitas vezes ignorou a pluralidade linguística do país. A imposição de um modelo idealizado reforçou desigualdades históricas. Nesse sentido, a linguística moderna propõe uma visão descritiva, não prescritiva, reconhecendo a legitimidade das variedades populares.


A LÍNGUA COMO CRIAÇÃO LITERÁRIA


Se na história a língua é conquista e conflito, na literatura ela é reinvenção. Fernando Pessoa escreveu: “Minha pátria é a língua portuguesa.”

Essa célebre declaração sintetiza a dimensão existencial do idioma. A língua ultrapassa fronteiras geográficas e torna-se espaço de pertencimento simbólico.

Já Carlos Drummond de Andrade, em tom reflexivo, afirmou: “Lutar com palavras é a luta mais vã.”

Aqui, a língua aparece como matéria resistente, que exige do poeta esforço e lapidação. A literatura revela o potencial criativo do idioma, sua capacidade de recriar o mundo.

Guimaraes Rosa levou essa reinvenção ao extremo, expandindo o léxico e explorando as possibilidades sonoras e semânticas do português. Sua obra demonstra que a língua não é estática, mas campo de experimentação.


FILOSOFIA DA LINGUAGEM: ENTRE O SER E O DIZER


Do ponto de vista filosófico, a linguagem constitui o próprio pensamento. Não pensamos fora das palavras. A tradição filosófica moderna aponta que os limites da linguagem são também os limites da compreensão do mundo.

No contexto lusófono, a reflexão sobre o idioma sempre esteve associada à identidade cultural. A língua portuguesa conecta continentes — Europa, América, África e Ásia — mas carrega as marcas de processos coloniais que precisam ser criticamente revisitados.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


A análise crítica da Língua Portuguesa revela que ela é, simultaneamente, herança histórica, instrumento de poder, expressão estética e fundamento do pensamento. Não se trata apenas de preservar normas, mas de compreender processos. Não se trata apenas de ensinar regras, mas de formar consciência linguística.

A língua é viva porque é humana. E, sendo humana, é plural, contraditória e criativa. Defendê-la não significa congelá-la, mas permitir que continue sendo espaço de diálogo, diversidade e poesia.


REFERÊNCIAS


ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz.

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso.

PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego.

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas.


domingo, 28 de dezembro de 2025

SARAU CULTURAL EM SERRO AZUL ENCERRA O ANO CELEBRANDO A DIVERSIDADE ARTÍSTICA E O FORTALECIMENTO DA CULTURA PALMARENSE! Por Gleidistone Antunes

 

SARAU CULTURAL EM SERRO AZUL ENCERRA O ANO CELEBRANDO A DIVERSIDADE ARTÍSTICA E O FORTALECIMENTO DA 

CULTURA PALMARENSE!

Por Gleidistone Antunes

 

Na tarde do dia 28 de dezembro, o distrito de Serro Azul, na zona rural de Palmares, a 19 quilômetros da sede do município, foi palco do último Sarau Cultural do ano, um evento que reafirmou a força da arte como instrumento de identidade, inclusão e transformação social. Organizado pelo produtor cultural Ninho do Passarinho, o encontro reuniu artistas, educadores, crianças e moradores da comunidade em uma verdadeira celebração da cultura local.

 

Com uma programação diversa, o sarau destacou-se pela valorização da literatura, do teatro, da dança e da música, linguagens que dialogaram entre si e deram voz a diferentes expressões artísticas e culturais. A poesia teve papel central, com a participação de nomes como Daniele Dias, psicóloga da Rede Estadual de Educação de Pernambuco (SEE/PE), que trouxe sensibilidade e reflexão social por meio da palavra; e do poeta, ator e performer Luiz Santos, cuja atuação cênica ampliou os limites entre poesia e teatro.

 

 Um dos momentos mais simbólicos do evento foi a participação dos representantes indígenas Olomin Bem e Heloíza Virgínia, que realizaram uma leitura cênica abordando temas como a terra, a cultura e a ancestralidade dos povos originários, reforçando a importância da diversidade étnica e cultural na construção da identidade regional.

 

A programação contou ainda com a presença de Lucas Lima, vindo do município de Catende, que recitou um poema de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, estabelecendo um diálogo entre a literatura universal e o público local. Esteve presente no evento, representando os artesões a Dona Cícera, que usou da palavra para agradecer ao convite. Em seguida, foi a vez do poeta e acadêmico da Academia Palmarense de Letras (APLE), Tony Antunes, que contribuiu com sua produção poética, fortalecendo o elo entre as instituições culturais e os movimentos independentes.

 

Um dos momentos mais emocionantes do sarau ficou por conta de Pedrinho, conhecido como Pedrinho do Café da Rodoviária, pai do produtor cultural. Visivelmente emocionado, ele declamou o poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade, e compartilhou com o público palavras de aprendizado, orgulho e amor pelo filho, ressaltando a postura coletiva, inclusiva e fraterna que marca a atuação cultural de Ninho do Passarinho.

  

    

O evento também dedicou espaço especial às crianças, com atividades lúdicas de desenho e pintura, orientadas pela arte-educadora Adrian Ádrian Ferreira, incentivando a criatividade e o contato com a arte desde a infância.

  



   




Encerrando o encontro, o produtor cultural Ninho do Passarinho agradeceu, emocionado, a presença de todos os participantes e colaboradores. O Sarau Cultural de Serro Azul despediu-se deixando a certeza de que a arte, quando partilhada de forma coletiva e inclusiva, fortalece laços, preserva memórias e reafirma a cultura como patrimônio vivo da cidade de Palmares.

  
FIM


Obs.: Para ver as fotos em maior tamanho, clique na imagem


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

COMO FUNCIONA E AS PRINCIPAIS PROVAS DO ESQUEMA DE DESVIO DE COTA DE PARLAMENTARES DO PL, SEGUNDO A POLÍCIA FEDERAL

 

COMO FUNCIONA E AS PRINCIPAIS PROVAS DO ESQUEMA DE DESVIO DE COTA DE PARLAMENTARES DO PL,

SEGUNDO A POLÍCIA FEDERAL


A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cota parlamentar, envolvendo os deputados federais Sóstenes Cavalcante (líder do PL na Câmara) e Carlos Jordy (ambos do PL-RJ).

A operação mais recente, chamada Galho Fraco, deflagrada em 19 de dezembro de 2025, é um desdobramento da Operação Rent a Car (de dezembro de 2024), que inicialmente mirou assessores.


Como funciona o esquema, segundo a PF


Os deputados contratavam serviços de locação de veículos (como da empresa Harue Locação de Veículos, considerada de fachada, com frota mínima e dissolvida irregularmente, mas que continuou recebendo pagamentos).

Esses contratos eram pagos com a cota parlamentar (verba pública reembolsada pela Câmara para despesas do mandato, como aluguel de carros).

Os serviços seriam simulados ou inexistentes, permitindo o desvio de recursos para benefício próprio dos envolvidos.

Assessores comissionados (como Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana) atuavam como intermediários, dando aparência de legalidade e facilitando a devolução ou redirecionamento do dinheiro.

Para ocultar o dinheiro desviado, usavam a técnica de “smurfing” (saques e depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil para evitar alertas do sistema financeiro) e lavagem via empresas de fachada.

Os crimes apurados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com atuação coordenada entre parlamentares, servidores e particulares.

Principais provas apontadas pela PF


  • Mensagens de celulares apreendidos na Operação Rent a Car, indicando conluio entre assessores e possível envolvimento direto dos deputados.

  • Depoimentos de assessores e quebras de sigilo bancário/telemático, revelando transações suspeitas.

  • Movimentações financeiras incompatíveis: assessores e ligados movimentaram cerca de R$ 28,6 milhões (em alguns relatos até R$ 27-28 mi) em poucos anos, sem justificativa com suas rendas declaradas.

  • Pagamentos contínuos a empresas de fachada (ex.: Harue recebeu R$ 214 mil de Jordy e R$ 192 mil de Sóstenes entre 2020-2024 via cota).

  • Apreensão de R$ 430 mil em dinheiro vivo no apartamento de Sóstenes Cavalcante em Brasília (escondido em saco de lixo), durante buscas da Operação Galho Fraco.

  • Indícios de despesas “inexistentes ou irregulares” custeadas com a cota, confirmados por análise de documentos e fluxos financeiros.


Os deputados negam irregularidades: Sóstenes alega que o dinheiro apreendido vem de venda de imóvel e classifica a investigação como perseguição política; Jordy diz que os contratos eram legítimos para aluguel de veículos e que não fiscaliza frotas internas de empresas. A investigação continua, autorizada pelo STF ministro Flávio Dino), com quebras de sigilo e compartilhamento de dados com a Receita Federal.


REFERÊNCIA : https://antropofagista.com.br/

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

DE QUEM É A CULPA: DA SOCIEDADE, DA ESCOLA OU DA FAMÍLIA?


DE QUEM É A CULPA: DA SOCIEDADE, DA ESCOLA OU DA FAMÍLIA?


Quando foi que pedir respeito aos alunos virou uma afronta? Quando foi que Instruir virou ofensa? Desde quando os Professores e Professoras precisam pedir desculpas, por tentar ensinar aos filhos dos outros, na perspectiva de que eles(alunos) tenham disciplina, respeito e atenção?

Desde quando o ato de instruir em Língua Portuguesa, Matemática e todas as matérias do currículo escolar virou alienação ideológica nas escolas?

Nós Professores(as) não somos educadores(as), somos instrutores das matérias curriculares. E instrução, pelo menos em tese, não tem nada a ver com educação, porque conheço pessoas instruídas, mas extremamente mal educadas, grosseiras e hostis. A minha mão era analfabeta, mesmo assim ela ensinou-me que educação vem de berço, vem de casa, vem de pais que têm moral para os filhos, que os educa com lições de exemplo de vida, de valores morais em que o respeito, seja lá por quem for, atue no comportamento desses jovens.

A empatia e a educação são considerados a base de toda pessoa minimamente civilizada. Ensinar não é tentar agradar fazendo coisas que estão fora do escopo da profissão de Professor como: dançar, se vestir de palhaço, cantar... muito menos comprar com dinheiro do próprio bolso, pizza, sorvetinho, picolés e bombons, a gente ganha pouco. Em Pernambuco, nem o piso nacional está se pagando, mas o dinheiro vem para as prefeituras e para o estado, não pagam porque não têm compromisso com a classe trabalhadora da educação. Ensinar é instruir e instrução, pelo menos em tese, traz ou deveria trazer educação, sucesso, força e confiança nesses jovens dos Ensinos Fundamental e Médio.

A Constituição Federal, em seu artigo 205, estabelece que “a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família”. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) também reforça que “a educação é dever da família e do Estado, inspirada pela liberdade e solidariedade humana, com o objetivo de desenvolver o educando, prepará-lo para a cidadania e qualificá-lo para o trabalho” Se qualquer uma dessas Instituições falhar, o processo de Educação não se estabelecerá, ou acontecerá de maneira deturpada, e é isso que está acontecendo.

A família faliu, já não dá conta de criar seus filhos pautada nos valores sociais que Cristo pregou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!" "Não jugueis para não serdes julgados!" Mas que vemos nos dias de hoje é ação de Cristo nos ditos cristão? Fazer arminha e seguir quem prega o ódio político com a bíblia debaixo do braço é normalmente cristão? A família terceirizou a educação dos seus filhos e a escola virou depósito de crianças e jovens que vêm sem nenhum sonho, sem nenhuma perspectiva de futuro, muitos não estão nem aí para nada. Nós os Professores(as) é que temos de literalmente nos virar nos trinta. Mas estamos a sós. Lutamos contra a fragmentação da família, contra a discriminação de pais violentos, que somente aparecem na escola para violentarem os profissionais da educação. Nem a família nem a sociedade valorizam a profissão mais sagrada e importante de todas - ser Professor!

O que vemos hoje é filho dando na cara dos pais, humilhando-os e os assassinando. A sociedade, por sua vez, está direcionada por uma mídia que propaga a anticultura alienante, configurada no grito, no rebolado, na nudez, na batida de um som quase que desconexo, na apologia à prostituição, traição, matança, às drogas, ao sexo desenfreado e sem nenhuma responsabilidade, onde o gozo físico é o único tópico que importa.

A humanidade caminha para o caos”, está na bíblia, “neste mundo somente teremos aflição”, neste sentido, nunca houve nem haverá paz no mundo, o que há um armistício, sou seja, um intervalo entre uma guerra e outra. A humanidade está doente, nunca esteve tão doente, está falida. Somos, definitivamente, é um projeto que promove a destruição em massa, matamos - e nos rimos disso, mentimos - e nos rimos disso. Somos os únicos animais que ri do outro enquanto o humilha, o aponta, o acusa, o julga, o condena e o mata. Tudo pelo ódio, ou por uma patologia psicopática.

Portando, diante desse caos, surge um questionamento: “De quem é a culpa?” É do Professor, da família ou da Sociedade? A Educação deste país já era há muito tempo, ou tem ainda uma esperança no final do túnel?


Tenho dito, senhores!


segunda-feira, 28 de julho de 2025

CIENTISTAS DESCOBREM RELAÇÃO ENTRE CUTUCAR O NARIZ E ALZHEIMER Prof. Gleidistone Antunes

CIENTISTAS DESCOBREM RELAÇÃO ENTRE

CUTUCAR O NARIZ E ALZHEIMER

Prof. Gleidistone Antunes


Cientistas da Universidade Griffith, na Austrália, realizaram uma pesquisa que sugere que o simples ato de cutucar o nariz pode aumentar o risco de desenvolver Alzheimer. Embora seja uma prática comum e muitas vezes realizada discretamente, esse comportamento pode estar ligado ao acúmulo de proteínas associadas à doença neurodegenerativa, que afeta a memória e a cognição.

A relação entre cutucar o nariz e o acúmulo de proteínas no cérebro, de acordo com o estudo, essa ação aparentemente inofensiva pode prejudicar a proteção dos tecidos nasais, facilitando a entrada de bactérias nocivas no cérebro. Em experimentos com camundongos, foi observado que a invasão bacteriana provoca uma resposta cerebral que simula as condições de Alzheimer, como o acúmulo de proteínas beta-amiloide.

A doença de Alzheimer é caracterizada pela degeneração neuronal, levando a um comprometimento progressivo das funções cognitivas e memória. O estudo revela que a bactéria Chlamydia pneumoniae, comumente encontrada em infecções respiratórias como a pneumonia, pode ser transportada do nariz para o cérebro por meio de um nervo, afetando diretamente a saúde mental.

A bactéria Chlamydia Pneumoniae e seus efeitos no cérebro

Durante os experimentos, foi observada uma rápida resposta do sistema nervoso dos camundongos à infecção. A bactéria foi capaz de invadir o sistema nervoso central em um curto período de 24 a 72 horas, depositando proteínas betâmicas, um dos principais marcadores da doença de Alzheimer. “Somos os primeiros a demonstrar que a Chlamydia pneumoniae pode ascender pelo nariz e causar patologias semelhantes às da doença de Alzheimer”, afirmou o professor James St John, coautor do estudo.

Embora a pesquisa tenha sido realizada com camundongos, os cientistas alertam para a necessidade de mais investigações para entender como esses germes podem afetar os humanos e se o mesmo mecanismo ocorre em nossa anatomia.

Prevenção: evitar cutucar o nariz para proteger o cérebro!

Para reduzir o risco de infecções bacterianas e possíveis danos cerebrais, os pesquisadores recomendam evitar hábitos como cutucar o nariz ou aparar pelos nasais de forma agressiva. Danificar a mucosa nasal pode abrir portas para bactérias e outros patógenos, tornando o cérebro vulnerável a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Enquanto os estudos continuam, os especialistas sugerem que a prevenção é fundamental. Em sua pesquisa, os cientistas alertam para o impacto que esses hábitos aparentemente inofensivos podem ter na saúde cerebral, especialmente em pessoas predispostas a doenças como o Alzheimer.

Portanto, nda de meter o dedo nas ventas para coçar e tirar a catota, é melhor lavar o variz e apenas aparar os pelos já está de bom tamanho.