segunda-feira, 8 de outubro de 2018

PALAVRAS DO PROFESSOR GLEIDISTONE ANTUNES, QUANTO O RESULTADO DAS ELEIÇÕES NA MATA SUL - PE


PALAVRAS DO PROFESSOR


GLEIDISTONE ANTUNES, QUANTO

AO RESULTADO DAS ELEIÇÕES NA

MATA SUL - PE


Nestas Eleições de 2018 pouca coisa mudou no cenário da Mata Sul, é claro dadas as devidas proporções. Uns, de acordo com muitos eleitores, não mereciam ser reeleito, tanto que ficaram na rabichola da fila. O exemplo disso é o do deputado Aluísio Lessa, um palmarense que escapou fedendo de não ter sido reeleito. Suas votações não chegaram nem a 1%. Em nossa região, ele deve seus votos ao incansável trabalhador e guerreiro Givanildo Marques, que lutou até o último momento para reeleger o seu deputado. Givanildo se mostrou um grande e competente cabo eleitoral, além de ser uma pessoa extraordinária e também por ter serviços relevantes prestados às comunidades da Zona Rural de nossa cidade. Por conta disso, os parabéns ficam divididos entre os dois, Lessa e Givanildo.

Ne esfera federal, João Fernando Coutinho, como era de se esperar, não se reelegeu. Os 69.939 votos, cerca de 1,48% do total de votação, não foi o suficiente para o representante dos vaqueiros ser reeleito. Ele viajou em cima dos seus cavalos e se perdeu pelas estradas das fazendas do seu pai. Trocou de partido, fato considerado uma traição, por parte do eleitorado, se deu bem no PROS, partido em que agora é presidente e que, certamente, vai se articular para pegar um cargo no governo de Paulo Câmara, governo este que o escanteou, não lhe deu crédito, segundo o próprio parlamentar. O que o povo não esquece é que ele votou contra os trabalhadores e também fugiu da responsabilidade para não votar, por duas vezes, em favor das investigações contra o golpista Temer, pela Polícia Federal. Fato que deixou os eleitores que o elegeu, extremamente decepcionados. E tem mais, ele não se pronunciou quanto a roubalheira das verbas para as barragens na Mata Sul.

A maioria esmagadora dos eleitores não estão desantenados, quanto às atividades dos deputados de nossa Região Mata Sul. O grande exemplo disso é a explosão de votos do deputado Clodoaldo Magalhães 65.750 votos, cerca de 1,46%. Foi arretado, mesmo! O Jovem médico e esforçado parlamentar, agora pela terceira vez, vai atuar da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco – ALEPE. Os votos e sua colocação no ranking dos dez mais votados (6º lugar) destas eleições dizem por si só, que o povo gosta do Clodoaldo, porque ele fez, e agora mais do nunca, continuará fazendo pela Mata Sul.

A novidade vem do ex-prefeito do Ribeirão Clovis Paiva (PP), com 37.403 votos, cerca de 0,83% atingido a 30º posição, desbancando Aluísio Lessa. Ele agora terá a chance de se mostrar como um grande articulista e agregador de valores para a Mata Sul do nosso estado.


De todo modo fica o recado para os que quase não se reelegeram, e para os que chegaram agora, cuidado com as palavras, trabalhem, divulguem o que vocês estarão fazendo, enquanto parlamentar, tenham contato com o povo, juntem-se ao povo, pois o povo quando diz “Não”, meus queridos, é “Não” mesmo!

Parabéns ao reeleitos e ao novato na ALEPE pela vitória, que Deus os abençoe!

6º. Clodoaldo Magalhães PSB - 65.750 votos 1,46%

30º. Clovis Paiva PP - 37.403 votos 0,83%

47º. Aluisio Lessa PSB - 23.344 votos 0,52%


Tenho dito Senhores!


FONTE: TRE/PE

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

TURMA DE TIFLOLOGIA DO IFPE - CAMPUS PALMARES CONCLUI ETAPA DO CURSO COM MUITO SUCESSO!

1ª Turma do Curso de Tiflologia do IFPE - Campus Palmares


TURMA DE TIFLOLOGIA DO IFPE - CAMPUS PALMARES CONCLUI ETAPA DO CURSO COM 
MUITO SUCESSO!


Na última sexta-feira (14), no Campus do IFPE Palmares, aconteceu em grande estilo a conclusão do Curso Básico de Tiflologia, com carga horária de 80horas. Na ocasião, os participantes concluintes estavam todos felizes e extremamente satisfeitos com o resultado obtido, haja vista que eles terão agora uma nova ferramenta para a socialização desse conhecimento, que certamente, vai abrir os caminhos de muita gente que necessita dessa luz chamada Código Braille ou, Código Luz (conceito meu).
O empenho da Professora Andreza foi a mola mestra que alavancou o excelente resultado desse trabalho feito com muito amor, compromisso e participação. A equipe de Divisão Pesquisa e Extensão do IFPE – Campus Palmares se empenhou ao máximo para que toda a logística fosse possível e que o êxito dessa empreitada.
Parabéns estão todos os que fizeram parte desta história de sucesso e de realização que proporcionou novos conhecimentos aos novos braillistas do Brasil!


Veja as fotos abaixo




















































Dino, nosso grande amor, o cão-guia mais lindo do Brasil!







sexta-feira, 29 de junho de 2018

RESENHA CRÍTICA DA OBRA Toda Versidade, livro Antológico tripartido em poesias de Paulo Goudinho, Nunes de Oliveira e Érica Barros (por Gleidistone Antunes)


RESENHA CRÍTICA

RESENHISTA: ANTUNES, Gleidistone.*

FICHA TÉCNICA

TÍTULO DA OBRA: Toda Versidade / 2017
CLASSIFICAÇÃO DA OBRA: Antologia Poética
AUTORES: Érica Barros, Nunes de Oliveira, Paulo Goudinho
GÊNERO: Literário – Poemas
EDITORA: Clube de Autores, Joinville / SC
PÁGINAS: 132
ISBN: 978-85923387-0-1

Sempre que me deparo com uma antologia para resenhar sinto uma dor no estômago. E quando se trata de poemas (a minha tara) tento ser o mais justo possível. Isto porque fazer juízo de valor acerca de alguma obra é meio que perigoso, sobretudo um livro antológico de poemas, haja vista que nos expomos juntamente com a obra a ser resenhada. Mas (como sempre temos o danado de um “mas”) Toda Versidade me deixa bem à vontade para escrever esta resenha, haja vista o cast dos três escritores que nos brindam com tais poemas de magnânima grandeza. Três cabeças tão diferentes com distintos estilos, que somam, à literatura brasileira, mais esta obra de talentos, partilha e de metaforados poemas.

Começo esta resenha com uma citação do extraordinário escritor João Cabral de Melo Neto, pernambucano de Recife: “Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos...” (In.: In: MELO NETO, João Cabral de. Obra completa: volume único. Org. Marly de Oliveira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p.338. (Biblioteca luso-brasileira. Série brasileira). Daí fazemos a ponte de que precisamos para falar acerca dos personagens que construíram uma só obra, mas com o mesmo intuito – se mostrarem. Exibirem suas marcas textuais, o que nos pressupõe que todo escritor quando escreve, quer ver, ler e ouvir o que dizem do seu trabalho. Este caso não poderia ser diferente. Entretanto, começo a análise deste livro de trás para a frente. O leitor compreenderá no final.

Érica Barros, com suas credenciais, por si só, já mostra sua intelectualidade. É graduada em Letras com habilitação em inglês e francês pela UFPI, o que nos evidencia a dimensão da capacidade de produção poética desta jovem pesquisadora da Análise do Discurso e mestranda em Estudos da Linguagem.
Seus poemas nos lembram crônicas versificadas, uma praxe dos poetas modernistas e contemporâneos, cheias de metáforas (essência anímica dos poemas), carregadas de romantismo, o que nos dá uma aparente ideia de mulher frágil, mas que logo se mostra forte, mesmo que sonhadora. “Lutadora romântica” seria o mais indicado para classificá-la, haja vista o animismo, anunciado na abertura dos seus textos. Aliás, a alma (ou Eu Lírico?) dessa poetisa se mostra multifacetada nos seus Vislumbramentos, com a paciência de Maria e com o Desassossego de uma íris vista pelo espelho, depois de um Pós-love bem bocejado. Com um Mon amour desse eu, pessoalmente, deixo-me sim sossegar-me numa boca tão poética e metafórica dessa. Os poemas de Érica Barros têm Toda Versidade e me fazem parafraseá-la que, mesmo estando nesta obra tão real e palpável: “...não deixaram de ser sonho, nem quando tornaram-se realidade”. A sua poética deixou-me alumbrado!

Nunes de Oliveira, piauiense graduado em Biblioteconomia, o que lhe garante uma grande responsabilidade: tomar conta e divulgar tesouros literários – os livros.
Amante das letras e contaminado pelo vírus da Arte Literária, mergulha no mundo dos poemas. Deseja revelar a poesia latente e inquilina do seu coração aos quatro cantos do mundo. Retalhos o anuncia, como o próprio nome diz - em pedaços. Hora em Desejos, hora em Solidão. No Tempo, judiado pelo inalcançável(?) e sendo a soma do que ele cria pela Psicoarte, transborda em jogos de palavras visivelmente desejosas. Poeta pedinte ou poeta dos desejos? Preso às Horas, ele resmingua uma eterialidade no gozo eterno de um Embalo, que jamais se repetirá na vida de cada um de nós. Singular, poético e liricamente doce é este poeta. Seguindo a Regra Gramatical de Oliveira, desejo então, ao querido leitor, para aguçar sua curiosidade em ler esse livro, sorrisos lacrimados, mas sem vírgulas. Somente com pontos de exclamação!!!

Paulo Goudinho, Licenciado em Educação Artística com habilitação em Música pela UFPI. Natural de Terezina/PI. Músico e professor da SEMED de sua cidade. Artista premiado em festivais de canções e um aventureiro na arte de poetar desde adolescente.
Dos três que compõem a obra Toda Versidade, é o mais conciso, meio que João Cabral piauiense. Seus poemas são enxutos. Assim como um soco no estômago, ele nos chama a atenção, ou à responsabilidade(?) para as causas políticas-sociais. Seus textos abrem com um questionamento: “...Se a vida é curta / Para que poemas longos?”. Se mostra inquieto e afirma que a “Poesia é a banalidade de cada dia” quando brinca banalmente e de forma concreta com a Prima Vera, esperando-a nas quatro estações: “Rodoviária / Portuária / Aeroviária / Ferroviária.” Isto nos apresenta um poeta que gosta de brincar Com Mari, com Dulce e até com O Luxo e o Lixo, donde conclui que o primeiro é o estado primitivo do segundo. Isto é sensacional, pois nos mostra uma visão atenta às figuras de linguagens com suas peculiaridades: antíteses, metáforas e aliterações. Não fosse a estruturas dos seus versos e se eu não os tivesse lido, diria que se tratava de um poeta concretista, entretanto, nesta verve dos literatos que se aventuram pela arte de poetar, ele faz parte mesmo dos poetas contemporâneos. A póetica de Goudinho precisa ser lida com muita atenção, por conta da complexidade de suas estruturas. Por sua agressividade, em alguns casos, e pelos versos “arrumados” sem cadência sem rítmica e sem métrica, bem ao estilo dos neopós-modernistas que fazem a poesia do futuro, como por exemplo, os poetas da Poesia Absoluta.

Comentado o trio-poético de Toda Versidade, atento-me agora, como disse no começo, à referência de João Cabral de Melo Neto: Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos...”. Quero dizer que estou encantado com tamanha coragem dos três ao se juntarem para a confecção da presente obra literária. Que os três fazem jus ao que o mestre Cabral escreveu. E que “quando os poetas se juntam, tecem mesmo uma manhã promissora de partilha poética, de valores éticos e profissionais”. Os três são exemplo de humildade. Esta é a palavra que define o trio-poético do Piauí. E estou muito gratificado por ter lido esta obra merecedora de estar nas grandes bibliotecas do nosso país e do mundo. Eles são um grande exemplo de fé e união, algo assim nos faz crer ainda, nos seres humanos. Leiam Toda Versidade e aprendam como se desperta a poesia em cada leitor. Eu recomendo!