sexta-feira, 15 de agosto de 2014

LINGUAGENS E CÓDIGOS: FIGURAS DE LINGUAGEM

LINGUAGENS E CÓDIGOS: 

FIGURAS DE LINGUAGEM


Figuras de linguagem são tipos molhos dos textos literários!!!


 Eis aqui um resumão sobre as FIGURAS DE LINGUAGEM para ajudar a todos vocês que se preparam para a prova do Enem deste ano! (Tá chegando a hora, heim?! Força total nessa etapa final de sua preparação!)




FIGURAS DE LINGUAGEM

Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos.
Mas o que são figuras de linguagem?

Acompanhe conosco uma breve definição:

Figuras de linguagem são certos recursos não-convencionais que o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem, tornando-a mais rica e artisticamente elaborada, demonstrando um conhecimento aguçado dos recursos comunicativos da língua.

METÁFORA

É uma comparação subentendida. A metáfora é uma das figuras de linguagem mais empregadas e, justamente por isso, convém conhecê-la bem e identificar suas ocorrências. Quando nos valemos de uma metáfora, estamos interessados em fazer uma descrição inusitada de alguma coisa ou de alguém, por intermédio de uma comparação que fica apenas subentendida no contexto enunciativo.

Repare nos exemplos:

Dois diamantes brilhavam no rosto da bela menina. (diamantes = olhos da menina)
Adalgiza é um docinho! (docinho = perfil gentil e agradável da pessoa em questão)
Essa rua é um verdadeiro deserto. (deserto = característica associada à rua)

COMPARAÇÃO

Como o próprio nome denuncia, há a comparação quando explicitamente comparamos (por meio de marcadores textuais) dois elementos dentro de uma sentença.

Observe os exemplos abaixo:

O meu coração está igual a um céu cinzento.
O carro dele é rápido como um avião.

Repare que, nos dois casos, os marcadores textuais (em vermelho) se encarregam de estabelecer, oficialmente, a situação comparativa entre os termos.

Lembre-se: A METÁFORA é uma comparação implícita, enquanto a COMPARAÇÃO é uma comparação explícita!

PROSOPOPEIA

É uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la de PERSONIFICAÇÃO.

O dia sorria com muito entusiasmo para os moradores da pequena aldeia.
O velho Ipê amarelo parecia acenar-lhe, em despedida.

SINESTESIA

Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. Quando há sinestesia, unimos impressões provenientes de vários órgãos diferentes do sentido para descrever alguma coisa. Observe:

Raquel tinha um semblante amargo, áspero.
Sentia-se, no ar, uma fragrância doce, aveludada.

CATACRESE

É uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos. Assim, a catacrese é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio.

O menino quebrou o braço da poltrona.
A manga da camisa rasgou.

METONÍMIA

É a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos:

a) O autor pela obra.

Li Clarice Lispector dezenas de vezes. (a obra de Clarice Lispector)

b) o continente pelo conteúdo.

O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo os torcedores)

c) a parte pelo todo.

Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto substitui casa)

d) o efeito pela causa.

Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substitui o trabalho)

PERÍFRASE

É a designação de um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.

A Veneza Brasileira também é palco de grandes espetáculos. (Veneza Brasileira = Recife)
A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. (Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro)

ANTÍTESE

Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.

Nada, com Deus, é tudo.
Tudo, sem Deus, é nada.

EUFEMISMO

Consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis.

Ele não está mais entre nós. (= morrer)
Os homens públicos envergonham o povo. (= políticos)
Chame a moça da limpeza, por favor. (= faxineira)

HIPÉRBOLE

É um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva a ideia.

Ela chorou rios de lágrimas pelo antigo noivo, o Atadolfo.
Muitas pessoas morriam de medo do velho do saco.

IRONIA

Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o contrário do que pensamos.

Que alunos inteligentes, não sabem nem somar!
Se você gritar mais alto, eu agradeço.

ONOMATOPEIA

Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz natural dos seres. Veja:

Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram.
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite toda.

ALITERAÇÃO

Consiste na repetição de um determinado som consonantal no início ou interior das palavras.

O rato roeu a roupa do rei de Roma.

ELIPSE

Consiste na omissão de um termo que fica subentendido no contexto, identificado facilmente.

Após a queda, nenhuma fratura. (Não HOUVE nenhuma fratura)

ZEUGMA

Consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente.

Ele come carne, eu, verduras. (A segunda aparição do verbo COMER é substituída pela VÍRGULA, que deixa o verbo apenas subentendido.)

PLEONASMO

Consiste na intensificação de um termo através da sua repetição, reforçando seu significado.

A mim, só me resta o desconsolo.

POLISSÍNDETO

É a repetição da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos da oração.

Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para dançar.

ASSÍNDETO

Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações.

Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos para dançar.

ANACOLUTO

Consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase. Exemplo:

Ele, nada podia assustá-lo.

Nota: o anacoluto ocorre com freqüência na linguagem falada, quando o falante interrompe a frase, abandonando o que havia dito para reconstruí-la novamente.

ANAFÓRA

Consiste na repetição de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior expressividade. Exemplo:

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro noturno.
                   (Fernando Pessoa)

SILEPSE

Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse: gênero, número e pessoa.

a) De gênero

Exemplo:

Vossa excelência está preocupado com as notícias. (a expressão Vossa Excelência é feminina quanto à forma, mas, nesse exemplo, a concordância se deu com a pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não com o sujeito).

b) De número

Exemplo:

A boiada ficou furiosa com o peão e derrubaram a cerca. (Nesse caso, a concordância se deu com a ideia de plural da palavra boiada).

c) De pessoa

Exemplo:

As mulheres decidimos não votar em determinado partido até prestarem conta ao povo. (Nesse tipo de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os participantes de um sujeito em 3ª pessoa).

Ufa! Essas são, então, algumas das principais figuras de linguagem que você deve estudar e aprender a reconhecer.
Espero que o resumo seja útil a todos e que a preparação continue acontecendo a cada dia, seja em nossos encontros na sala de aula, seja na troca de informações através desse canal virtual.


                                  Paz profunda para todos!






COMPETÊNCIAS DA ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS


COMPETÊNCIAS DA ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS 

E, no mínimo, o que o Enem espera de você é que você saiba ao menos o que a prova vai exigir de você. Quais tipos de conhecimentos serão exigidos e como é que você deve se preparar para cada uma das grandes áreas.
No nosso caso, a área de Linguagens e Códigos tem um perfil bastante diferente daquilo que o vestibular tradicional, por exemplo, esperaria ou exigiria de você numa prova de Língua Portuguesa (Gramática, Literatura, Redação). A leitura de mundo que o Enem exige do estudante é mais ampla: ocupa-se de averiguar a habilidade do candidato de perceber o mundo que o cerca através das mais diferentes formas de CODIFICAR A INFORMAÇÃO. É por isso que a nomenclatura "Língua Portuguesa" seria bem insuficiente para designar essa grande área: ela pressupõe muito mais que os conhecimentos puramente linguísticos; quer saber se você entende a comunicação de forma mais ampla, como uma necessidade inerente ao ser humano que, para dar vazão às suas ideias, pensamentos e sentimentos, vale-se de inúmeros recursos que não só a língua para se expressar.
Trata-se de um exercício interessantíssimo sobre o quanto você consegue perceber a realidade e o outro através dos mais diferentes caminhos, das mais inusitadas formas.
Justamente por tratar de diferentes possibilidades comunicativas é que a área de Linguagens e Códigos é tão rica, tão interessante e prazerosa de se conhecer, estudar e praticar.
Abaixo seguem algumas informações técnicas do MEC sobre o que você deve desenvolver para prestar o Enem e obter grande êxito na prova de Linguagens e Códigos. 


O SENTIDO DO APRENDIZADO 
NA ÁREA DE LINGUAGENS E CÓDIGOS


A linguagem é a capacidade humana de articular significados coletivos e de partilhá-los em sistemas arbitrários de representação que variam de acordo com a vida em sociedade. A principal razão de qualquer ato de linguagem é a produção de sentido. A linguagem é uma herança social que, uma vez assimilada, envolve os indivíduos e faz com que suas estruturas mentais sejam reguladas pelo seu simbolismo. A linguagem permeia o conhecimento, o pensamento, a comunicação e a ação, bem como as formas de conhecer, de pensar, de comunicar e de agir.
Nas práticas sociais, o homem cria a linguagem verbal. Ela é um dos meios para representar, organizar, transmitir o pensamento de forma específica. Há a linguagem verbal, a não-verbal e seus cruzamentos verbo-visuais, áudio-visuais, áudio-verbo-visuais...
O ato da fala pressupõe uma competência social de usar a língua de acordo com as expectativas em jogo.
No mundo contemporâneo – marcado por apelos informativos imediatos – a reflexão sobre as linguagens e seus sistemas é mais do que uma necessidade: é uma garantia de participação na vida social.
 



COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DA ÁREA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

Representação e Comunicação:
  1. Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
  2. Utilizar-se das linguagens como meio de expressão, informação e comunicação, em situações intersubjetivas, que exijam graus de distanciamento e reflexão sobre os contextos e estatutos dos interlocutores; e colocar-se como protagonista no processo de produção/recepção.
  3. Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização de mundo e da própria identidade.
  4. Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para a sua vida.

Investigação e Compreensão:
  1. Analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação de ideias e escolhas, tecnologias disponíveis, etc.).
  2. Recuperar, pelo estudo, as formas instituídas de construção do imaginário coletivo, o patrimônio representativo da cultura e as classificações preservadas e divulgadas, no eixo temporal e espacial.

Articular as redes de diferenças e semelhanças entre as linguagens e seus códigos:
  1. Conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informações, a outras culturas e grupos sociais.
  2. Entender os princípios das tecnologias da comunicação e da informação, associá-las aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte e aos problemas que se propõem a solucionar.
  3. Entender a natureza das tecnologias da informação como integração de diferentes meios de comunicação, linguagens e códigos, bem como a função integradora que elas exercem na sua relação com as demais tecnologias.

Contextualização sócio-cultural:
  1. Considerar a linguagem e suas manifestações como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais, e sua representação simbólica como forma de expressão de sentidos, emoções e experiências do ser humano na vida social.
  2. Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de: organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
  3. Respeitar e preservar as manifestações da linguagem, utilizadas por diferentes grupos sociais, em suas esferas de socialização; usufruir do patrimônio nacional e internacional, com as suas diferentes visões de mundo; e construir categorias de diferenciação, apreciação e criação.
  4. Entender o impacto das tecnologias da comunicação na sua vida, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.









quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Morre Eduardo Campos em acidente aéreo na cidade de em Santos - SP

Morre Eduardo Campos em acidente aéreo na cidade de em Santos - SP


O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, morreu nesta quarta-feira (13), após a queda de um avião em Santos, informam o jornal O Globo e a TV Globo, que fez contato com fontes da Aeronáutica. Conforme a emissora, os sete ocupantes da aeronave morreram: cinco passageiros e dois pilotos.

O deputado federal Walter Feldman (PSB-SP) confirmou que o candidato estava na aeronave. "O Márcio França (candidato a vice-governador em São Paulo) está no local e confirmou", disse. Uma fonte do partido dele também disse à Reuters que o candidato estava a bordo do avião

Jato Cesna, prefixo PR-AFA, cai na área urbana de Santos, no litoral paulista, por volta das 10h15; campanha do presidenciável Eduardo Campos já confirmava, às 12h30, que aparelho deveria trazer candidato à bordo; repórter da Rede Bandeirantes encontra material de campanha eleitoral de Campos entre os destroços; Marina Silva não estava na aeronave; candidato do PSB era esperado para compromisso a partir da Base Aérea do Guarujá; ele estava no Rio de Janeiro ontem, de onde o aparelho decolou; candidato a vice-governador, Marcio França, que esperava o presidenciável, afirmou ter feito último contato com ele às 9 horas da manhã; perícia isola e verifica área atingida por queda da aeronave; FAB informou que aeronave destruída fez o mesmo trajeto que estava estabelecido para o aparelho que carregava Eduardo Campos.

sábado, 9 de agosto de 2014

CRÔNICA - A FEIRA DOS PALMARES

CRÔNICA - A FEIRA DOS PALMARES


Toda do Milton. Feirante há muitos anos


HOJE, SEM “QUERER QUERENDO”, ME VI CAPTURANDO ALGUMAS IMAGENS DA FEIRA NA MINHA CIDADE. PODEM ATÉ NÃO SER DE BOA QUALIDADE, HAJA VISTA TEREM SIDO FOTOGRAFADAS POR INTERMÉDIO DO MEU CELULAR QUE É DOS “PEBA”, MAS É QUE FUI IMPELIDO A AGIR POR UM IMPULSO INCONTROLÁVEL. UMA ESPÉCIE DE CURIOSIDADE QUE ME SERVIU DE COMBUSTÍVEL MOTIVACIONAL. E EU, CLARO, DEIXEI-ME LEVAR COM TODO O PRAZER QUE PUDE SENTIR!!!


Maracujá, uva e maçã


VI IMAGENS QUE OS MEUS OLHOS NUS, NÃO CONSGUIRAM VISLUMBRAR COM PROPRIEDADE. REFIRO-ME AOS DETALHES DAS CORES, DE MERCADORIAS EXTÁTICAS, EXPOSTAS EM TABULEIROS, BANCADAS E “TODAS” (PRONUNCIA-SE TÓDAS).

VI VERDURAS E LEGUMES, TUBÉRCULOS, FLORES E FRUTOS.
VI DE ROUPAS “DE SULANCA”, A CABEÇAS DE PORCOS EXPOSTAS, MIÚDOS DE BOI E FILÉS DE CARNE VERDE – AINDA QUE VERMELHAS.


Mercado de Carne verde


OUVI Cds DE BREGA QUE, MESMO SENDO PIRATA, NÃO PERDEU O SENTIDO. OUVI ROCK IN ROLL, OUVI BOLEROS E TAMBÉM A PUTARIA DA MÚSICA BAIANA

VI UM BÊBADO CAGADO E “TOMBANDANÇANDO”, QUASE CAINDO. DE VEM EM QUANDO ELE PARA E FICAVA ESCULHAMBANDO A TUDO E A TODOS, REVOLTADO COM OS “PULÍTICO” QUE, SEGUNDO ELE, NO AUGE DE SUA EMBRIAGADA LICIDEZ: -SÃO UNS FELA DA PUTA!!!


Como em toda feira, na de Palmares não poderia faltar um bêbado


SENTI O CHEIRO DOS TEMPEROS NOS BECOS DAS BARRACA NO MERCADO.
VI VENDEDORES DE CACHAÇA DE CABEÇA TENDO COMO TIRA GOSTO O MAGNÍFICO CHURRASCO (MEIO SEBOSO) DE GATO. A VARIEDADE DAS BEBIDAS É DE DEIXAR QUALQUER BEBUM VICIADO, NA DÚVIDA POR SUA ESCOLHA. TEM WISK DO BOM, RUM, CONHAQUE DE ALCATRÃO, PAU NA BUNDA, PAU NO SEBO, ENGASGA GATO (BOM PA MODI CUMÉ CUM CHURRASCO), E A QUE OS MENOS ABASTADOS TÊM CONDIÇÕES DE PAGAR – A CACHAÇA PAPUDINHA – CADA GOLE UMA INCHADINHA. O CABRA FICA COM OS MOCOTÓ GROSSO E O BUCHO DE SÔIA. ALGUNS ATÉ PARECEM UM PÉ DE PALMEIRA - FINO EMBAIXO GROSSO ENCIMA, E TODO DESCASCADO FEITO COBRA QUANDO TROCA A PELE.


Beco ou rua, dentro do Mercado dos Palmares


VI ALGUMAS BARRACAS DE PRODUTOS PARA MACUMBA, ONDE OBSERVEI FIGURAS MÍSTICAS QUE, SEGUNDO A DONA DO DISTINTO ESTABELECIMENTO, TRATAVAM-SE DE ZÉ PILINTRA, PAI VÉIO, IEMANJÁ, OXUM, TRANCA-RUA, POMBA-GIRA E OXALÁ. UMAS IMAGENS DE GESSO, MAS QUE DE ACORDO COM A VENDEDORA, ERAM DE "SANTOS" JÁ DESENCARNADOS.


Barraca de produtos macumbísticos e fototerápicos


VI RAÍZES PARA O PREPARO DE GARRAFADAS, UM TIPO DE MISTURA PARA REMÉDIOS CASEIRO QUE PROMETE CURAS “MIRACULOSAS" DE ”POBREMAS” DE VÁRIOS “TIPO”, COMO: ECZEMAS, DERMATOSE, CABEÇA DE PREGO, “FIRIDA ABOUBADA”, CRANCO MOLE, CRANCO DURO, OS "ÓIOS CORRENDO PÚI”!!!
PÁS MULÉRES ALEJADAS” CEGAS, PARALÍTICAS E CHEIAS DE PANO BRANCO E PANO PRETO, DAQUELAS QUE MAIS PARECEM UNS JACARÉS DE PAPO AMARELO”.


Bassouras, arupembas correntes e arames farpados lá também tem para vender!!


VI “BASSOURAS” DE PIAÇAVA, PANOS DE PRATO, LUVAS, RAPA-COCOS, ARUPEMBAS, CABAÇAS, ARRUDA, PIMENTA DE GARRAFA, AZEITE DE DENDÊ E MELAÇO DE ENGENHO.


Área das variedades na feira dos Palmares

NESSA MANHÃ VI O QUE NÃO ENCHERGAVA ANTES. VI O QUE PARA MIM ERA O INVISÍVEL. RESULTADO, DELEITEI-ME NA FEIRICE DA MINHA NORDESTINIDADE, VENDO E FOTOGRANDO O QUE JÁ DISSE!!!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Livros clássicos mais pedidos em provas de vestibular

Livros clássicos mais pedidos em

provas de vestibular


Introdução

A forte concorrência para ocupar uma vaga em universidades – sobretudo as públicas – faz com que os vestibulares se transformem em verdadeiras batalhas, onde poucos saem vencedores. Para obter as melhores notas, é preciso muito estudo. Entre as disciplinas mais importantes e exigentes, está a de literatura brasileira e portuguesa. Todos os anos, os mais concorridos vestibulares anunciam uma lista de livros nos quais se basearão boa parte das questões. Algumas destas obras estão entre as mais importantes do Brasil e de Portugal e são presença garantida na Fuvest, Vunesp, Cesgranrio e outras Fundações. Conheça 15 livros clássicos que não podem passar batidos pelos vestibulandos.

1 - Noite da Taverna (Álvares de Azevedo)

Legítimo representante de Lord Byron no Brasil, o jovem Álvares de Azevedo foi ao mesmo tempo um grande escritor e uma figura trágica. O paulista morreu em 1952, aos 20 anos, sem ter publicada boa parte de sua obra. Um exemplo é “Noite na Taverna”, que foi lançado postumamente em 1855. O livro é dividido em sete capítulos e traz histórias permeadas de tragédias, amores impossíveis, morte e bebida, muita bebida. Embriagados na taverna, os cinco personagens narram suas experiências de paixão, desencontro e abandonos. Marcada pela citação "É preferível morrer por amor que viver sem ele”, a obra é um clássico do romantismo brasileiro.

2 - Os Lusíadas

Talvez a mais importante obra já publicada na língua portuguesa, “Os Lusíadas” é um verdadeiro portento literário. Obra poética de tons épicos, foi elaborada durantes anos pelo seu autor, o português Luís Vaz de Camões, tendo sido finalmente concluída em 1556. No entanto, somente em 1572 o público pôde conhecer esta espetacular narrativa em poema. Com escrita intrincada, é composta de dez cantos e 1115 estrofes, que contam a grande saga do navegador lusitano Vasco da Gama rumo às Índias. Obra ligada diretamente ao classicismo, traz alusões à cultura greco-romana, como os deuses olímpicos, mas o foco é destacar a grandiosidade e a bravura do povo de Portugal.

3 - Macunaíma 

Um dos mais importantes romances modernistas escritos no Brasil, “Macunaíma” foi publicado pela primeira vez em 1928. Criado pelo escritor paulista Mário de Andrade, traz a história do personagem-título, um índio que representa o povo brasileiro. Apresentado como um anti-herói (ou ainda um herói sem caráter) preguiçoso, fica fascinado pela cidade de São Paulo. Ao contrário dos grandes romances indigenistas do século XIX, que glorificavam os silvícolas, aqui o tom é de comédia e ironia. Um dado interessante da obra é sua peculiar estrutura, não-linear, e aspectos surrealistas que afetam não só o conteúdo, mas também a forma (no caso, a própria língua portuguesa).

4 - Dom Casmurro

Afinal de contas, Capitu traiu Bentinho com o melhor amigo dele, Escobar? A pergunta pode parecer novelesca, mas é apenas o ponto de partida de um dos mais importantes romances brasileiros. “Dom Casmurro”, escrito por Machado de Assis e publicado em 1900, é uma das obras-primas do realismo nacional. A história é contada em primeira pessoa por Bentinho, que se casa com a bela e misteriosa Capitu, mas aos poucos passa a nutrir um incontrolável ciúme da esposa. Para ele, a jovem tem um caso com seu melhor amigo, Escobar. Aqui, se encontra a matéria-prima de suas obras: a ironia, as aliterações e as divagações que o tornaram célebre até hoje.

5 - O Cortiço

Quando se fala em romances de tons realistas, com críticas sociais e comportamentais, muito se fala em Machado de Assis e Lima Barreto. Mas poucas vezes é dado o devido crédito a uma das mais impactantes obras do final do século XIX. Em 1890, Aluísio Azevedo publica “O Cortiço”, que já é revolucionário apenas por tratar do cotidiano da população pobre do Rio de Janeiro, enquanto outros autores se focavam na classe média ou nos ricos. O livro é ambientado em um cortiço, local onde vivem amontoadas dezenas de famílias sem condições dignas de moradia. De quebra, o livro foi o primeiro no Brasil a abordar um relacionamento lésbico.

6 - A Hora da Estrela

      As histórias de retirantes nordestinos que buscam uma vida melhor nos grandes centros geralmente é narrada de forma crua, seca, com tom levemente político e abordagem do mundo ao redor dos personagens. Em “A Hora da Estrela”, tudo acontece ao contrário. Publicado em 1977, ele mostra a vida de Macabéa, que deixa Alagoas e consegue um emprego de datilógrafa no Rio de Janeiro. O ponto de vista é interior: mostrando o que sente a personagem diante das dificuldades financeiras e amorosas de sua vida tediosa. Há também a sua busca por respostas, por meio de uma cartomante. O estilo introspectivo e angustiante da escritora Clarice Lispector encontra, neste romance, seu ponto mais agudo.


7 - Os Sertões

        “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. A frase é uma das mais célebres da literatura brasileira e abre “Os Sertões”, livro mais importante do jornalista e escritor Euclides da Cunha. Publicado em 1902, ele narra a Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. A obra é uma mistura de livro-reportagem com ficção, onde ele mostra os fatos ocorridos no conflito, mas também aborda o modo de vida dos rudes habitantes do sertão nordestino, bem como traça um quadro da desigualdade social e da violência latente nos rincões mais distantes do país. O estilo desesperançado do autor apenas torna mais dramática a história que conta.


9 - Capitães da Areia

       Poucos romances brasileiros têm um caráter político tão explícito quanto “Capitães da Areia”, um dos melhores do baiano Jorge Amado. Publicado em 1937, o livro é ambientado na cidade de Salvador dos anos 30 e mostra a vida de um grupo de garotos de rua, abandonados pelos pais, e sua dura luta pela sobrevivência. O lado pobre, sujo, obscuro da fascinante e bela cidade litorânea é narrado de forma crua e real. A grande reviravolta ocorre quando o líder dos garotos, em seu ódio contra os opressores, passa a se politizar e encontrar alternativas para a sociedade. Por causa desse tom de saudação ao socialismo, o livro foi vetado pelo governo da época.



10 - Memorial do Convento

Antes mesmo de se consagrar como o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago já era reconhecido por aqui. Seu livro “Memorial do Convento” sempre foi lembrado nos vestibulares. Publicado em 1982, trata-se de um romance histórico, ambientado em Portugal, no século XVIII, durante o reinado de D. João V e da Inquisição. Ateu convicto, o autor se valeu de suas convicções antirreligiosas para escrever um libelo anticlerical: aqui, a Igreja Católica é uma das mais importantes ferramentas de opressão aos pobres e desprotegidos. Os sacerdotes são apontados como corruptos e cúmplices dos danos provocados ao país e seu povo.

11 - Senhora

José de Alencar é geralmente lembrado pelos romances indianistas, como “Iracema” e “O Guarani”. No entanto, as coisas mudam em “Senhora”. O livro, publicado em 1875, se aventura pela história urbana. Aurélia, uma pobre órfã, se relaciona com um homem ambicioso, mas o namoro termina depois que ele tenta se casar com outra mulher, movido apenas pelo dinheiro. A vida da mulher desprezada muda quando ela recebe uma grande herança, se torna uma figura de destaque na sociedade e casa-se com o antigo namorado, apenas para humilhá-lo. Apesar do final feliz, o tom ligeiramente realista da obra fez com que a mesma se destacasse entre outras criações do autor.


12 - O Tempo e o Vento

Um dos maiores épicos da língua portuguesa, “O Tempo e o Vento” é mais que um livro, é uma série literária. Publicado pela primeira vez em 1949, a obra traz a história da região sul do Brasil, tendo como ponto de vista a saga de duas famílias: os Terra e os Cambará. Seu autor, Érico Veríssimo, dividiu seu trabalho em três partes (O Continente, O Retrato e O Arquipélago), narrando acontecimentos desde o século XVIII até 1945, com o fim da ditadura do Estado Novo. Os relatos das primeiras comunidades rurais, o aparecimento dos arraiais e dos primeiros poderosos da região são retratados de forma primorosa pelo autor.Um dos maiores épicos da língua portuguesa, “O Tempo e o Vento” é mais que um livro, é uma série literária. Publicado pela primeira vez em 1949, a obra traz a história da região sul do Brasil, tendo como ponto de vista a saga de duas famílias: os Terra e os Cambará. Seu autor, Érico Veríssimo, dividiu seu trabalho em três partes (O Continente, O Retrato e O Arquipélago), narrando acontecimentos desde o século XVIII até 1945, com o fim da ditadura do Estado Novo. Os relatos das primeiras comunidades rurais, o aparecimento dos arraiais e dos primeiros poderosos da região são retratados de forma primorosa pelo autor.

13 - Antologia Poética - Vinícius de Moraes

Poeta, compositor, diplomata, intelectual, Vinícius de Moraes é um mito da cultura brasileira do século XX. Suas coletâneas de contos, crônicas e poemas são obras inestimáveis. Portanto, sua “Antologia Poética” é leitura obrigatória. Publicado pela primeira vez em 1954, o livro reúne seus trabalhos mais importantes no campo da poesia. A primeira parte da obra é mística, religiosa, de um tempo em que ele ainda estava ligado à Igreja Católica. Posteriormente, ele se tornou agnóstico e o livro passa a ganhar em beleza e sensualidade, além de adquirir também um cunho social em alguns momentos. Em qualquer período, sua leitura é imperdível.


14 - A Cidade e as Serras

      Lançado em 1901 pelo escritor lusitano Eça de Queiroz, “A Cidade e as Serras” é um livro mais circunspecto que os anteriores do autor, em que ele faz pesadas críticas à sociedade portuguesa. Aqui, ele compara a vida campestre no interior de Portugal com os agitos de Paris. Por meio da história de Jacinto de Tormes, Eça aborda com ironia os rápidos avanços da sociedade industrial, o aparecimento de inventos de todo o tipo e a urbanização cada vez mais acentuada dos países europeus. O personagem, enfim, deixa a cidade grande e retorna para as serras, onde tem de se readaptar.


15 - Vidas Secas

      A obra do escritor brasileiro Graciliano Ramos é conhecida pelo seu estilo cortante, direto e desesperançado. Um dos melhores exemplos dessa escrita está em “Vidas Secas”, seu romance mais famoso. Publicado em 1938, o livro traz uma narrativa, em terceira pessoa, de uma família de retirantes do sertão nordestino. Eles deixam suas terras secas e improdutivas e partem em busca de alimento. A miséria de Fabiano, sua mulher e filhos ganha força e dramaticidade por meio do narrador. Chama a atenção o fato de todas as pessoas serem caladas e pouco expressivas. A cachorra baleia, mascote do grupo familiar, curiosamente é o mais carismático personagem da história.

16 - Memórias de um Sargento de Milícias

        Escrito pelo brasileiro Manuel Antônio de Almeida, “Memórias de um Sargento de Milícias“ é um caso raro de obra de cunho popular no século XIX. Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, de forma anônima. Os personagens, ao contrário dos romances da época, são pessoas pobres, humildes. O principal deles é Leonardo, um jovem brincalhão e pouco afeito ao trabalho e aos estudos. Seus pais tentam lhe dar uma profissão e um futuro, mas tudo o que ele quer é curtir a vida. Até que o destino o torna um sargento de milícias.