quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

VIOLÊNCIA NO BRASIL Mortes de jovens negros cresce 21%

VIOLÊNCIA NO BRASIL
Mortes de jovens negros cresce 21%

Só em 2012, foram mortos quase 23 mil jovens 
pretos e pardos de 12 a 29 anos no país.


O número é superior à média anual de mortes em conflitos como o da guerra civil de Angola, com 20,3 mil mortos ao ano de 1975 a 2002.
Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade (IVJ) 2014, a morte de jovens negros em 2012 cresceu 21,3% em relação a 2007. Esta é a primeira vez que a desigualdade racial entra no cômputo do quanto o jovem está vulnerável em cada localidade do país.
Para Valter Roberto Silvério, do Núcleo de Estudos afro-brasileiros da UFSCar, esses dados reiteram a ideia de genocídio dos jovens pretos e pardos, lançada pelo movimento negro em 2007.
"É um termo forte para a academia e a imprensa, mas, se pegarmos esses indicadores espantosos, eu pergunto: que termo usar quando morrem milhares de jovens negros ao longo de anos?"
Segundo Silvério, o debate ainda é marginal e tímido porque o Brasil é uma sociedade racista desde os tempos da Colônia. "Há uma ideologia da mestiçagem que nega o recorte de cor. E, se você coloca esse recorte, se torna algoz, e não vítima."



'POPULAÇÃO PERIGOSA'


José dos Reis Santos Filho, do Núcleo de Estudos da Violência da Unesp, avalia que "há estereótipos historicamente introjetados que dizem que a população de baixa renda, especialmente negros e mulatos, é perigosa."
"Além disso, a população pobre é mais desprotegida. E isso é agravado pelo descompasso entre a omissão das políticas públicas e a discriminação aberta do cotidiano."
Para Claudio Beato, da UFMG, essa é uma questão racial que se confunde com uma questão econômica. "Quem morre no Brasil é pobre e essa parcela se confunde com a população preta e parda. O dramático é assistirmos passivamente a essa tragédia. Isso porque é um governo que diz se preocupar com os pobres."


VULNERÁVEIS



Os casos mais extremos de risco relativo são na Paraíba e em Pernambuco, onde um jovem preto ou pardo tem, respectivamente, 13,4 e 11,5 vezes o risco de ser vítima de violência letal.
Esse risco relativo foi obtido levando-se em consideração a proporção de pretos, pardos e brancos na população de cada território. Ou seja, na Paraíba e em Pernambuco o jovem negro tem mais chance ser assassinado não porque lá haja mais pretos e pardos que brancos, mas porque a vulnerabilidade deles é maior.
É por isso também que o único Estado onde um jovem branco tem mais risco de morte que um negro é o Paraná (0,7), mesmo que a proporção de negros lá (28,3%) seja maior que em Santa Catarina (15,3%)e no Rio Grande do Sul (16,2%).
Além do índice de risco relativo, o IVJ avaliou 288 municípios com mais de 100 mil habitantes em itens como frequência escolar, emprego, renda familiar, morte por causas violentas e desigualdade.
Aqueles em que a juventude está mais sujeita à violência estão concentrados no Norte e Nordeste, e os com melhor índice estão principalmente no Sudeste. Alagoas é onde o jovem está mais vulnerável; São Paulo, onde está menos.



FONTE:







quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Estudante de 14 anos consegue, na Justiça, o direito de fazer curso de medicina!!!

EXTRA! EXTRA! EXTRA!

Estudante de 14 anos consegue, na Justiça, o direito de fazer curso de medicina!!!

José Victor Menezes Teles tem 14 anos e obteve nota no Enem 2014 para entrar em medicina na UFS (Universidade Federal de Sergipe)

O juiz titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Itabaiana (SE), Alberto Romeu Gouveia Leite, concedeu nesta quarta-feira (28), em caráter liminar, o direito de José Victor Menezes Teles, 14, de fazer o teste de certificação de conclusão do ensino médio pela Secretaria de Estado da Educação (SEED) de Sergipe.
O menino fez a prova, obteve os pontos necessários e, agora, tem o ensino médio completo.
José Victor passou em medicina na UFS (Universidade Federal de Sergipe), mas não poderia se matricular sem essa certificação. Ele foi aprovado com base em sua nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014 por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificado).
O certificado, por sua vez, poderia ser concedido pela secretaria estadual de Educação que, por lei, não estava impedida. Apenas jovens com mais de 18 anos, com pontuação de 450 e que não tenham zero na redação, podem pedir um certificação pelo Enem.
Para o magistrado, negar a oportunidade a José Victor teria "efeitos prejudiciais" na vida estudantil e até profissional do adolescente. Caso a secretaria não acatasse a decisão, a Justiça lhe cobraria multa diária de R$ 500.
A assessoria de comunicação da SEED informou que o órgão não recorrerá da decisão.
"Estou muito feliz pela dedicação dele. Todo mérito é dele", disse José Mendonça, pai do garoto.

Agora, a pergunta que não quer calar é: esse menino tem maturidade suficiente para fazer um curso de medicina? Já que ira mexer com a parte prática da medicina, durante o curso?

O que você acha?

Com apalavra psicólogos, psicopedagogos e os leitores em geral!!!

Deixem seus comentários e opiniões!!!
 

Fonte: http://www.tanosite.com/?pgn=noticias&id=12904 



















quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EXTRA! EXTRA! EXTRA! BRASILEIRO SERÁ EXECUTADO NA INDONÉSIA POR TRÁFICO DE DROGAS!!!


EXTRA! EXTRA! EXTRA! BRASILEIRO SERÁ EXECUTADO NA INDONÉSIA POR TRÁFICO DE DROGAS!!!

Marco na época da captura

São Paulo – Após onze anos no corredor da morte, o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira deve ser executado neste sábado na Indonésia. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Moreira foi condenado à pena capital em 2004, por tráfico de drogas. Ele tentou entrar no país asiático com 13,4 kg de cocaína escondidos em uma asa-delta.

O Itamaraty informou que o governo brasileiro "continua mobilizado, acompanhando estreitamente o caso e avalia todas as possibilidades de ação ainda abertas". O órgão diz que não vai divulgar as decisões tomadas no caso, para "preservar sua capacidade de atuação".

Segundo a Folha, a presidente Dilma tentou contato telefônico com o presidente da Indonésia, mas até agora não teve sucesso. O Palácio do Planalto não confirma a informação.

Moreira é solteiro, não tem filhos e seus pais já morreram. Uma tia do brasileiro está a caminho da Indonésia para visitá-lo e deve chegar na sexta-feira.

De acordo com a revista Época, ela leva presentes, cartas e lembranças de amigos para Moreira. Carrega ainda um bacalhau português, a pedido do sobrinho.

Moreira foi transferido ontem para outra unidade prisional, onde ficará isolado até a data marcada para sua morte.

Instrutor de voo, ele afirma que tentou entrar no país com a droga pois precisava de dinheiro para pagar uma dívida com um hospital.

Desde a condenação, o governo brasileiro já fez os dois pedidos de clemência a que Moreira tinha direito.

O primeiro pedido foi rejeitado em 2006, pelo então presidente Susilo Bambang Yudhoyono. O segundo, feito em 2008, levou mais de cinco anos para receber uma resposta.

No final do ano passado, porém, o novo presidente do país, Joko Widodo, assumiu o cargo e anunciou que negaria todos os pedidos de clemência feitos por traficantes de drogas condenados à morte no país.

Brasileiro a poucos dias da execução de pena de morte por fuzilamento



A Indonésia tem uma das legislações mais duras do mundo contra o tráfico de drogas. O argumento é que o crime prejudica as novas gerações do país.
A execução na Indonésia é feita por fuzilamento. Doze soldados atiram com rifles no peito do condenado, sendo que apenas duas armas são carregadas. Caso a pessoa sobreviva, leva um tiro na cabeça.
Segundo a Folha de S.Paulo, existem no país 64 presos no corredor da morte, dentre eles há outro brasileiro, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, também condenado por tráfico. Na última sexta-feira, o pedido de clemência de Gularte também foi rejeitado pelo presidente Widodo.
 

Fonte: http: //veja.abril.com.br/noticia/mundo/indonesia-brasileiro-sera-executado-neste-sabado-por-trafico

domingo, 30 de novembro de 2014

ATLETA PALMARENSE PELA TERCEIRA VEZ SAGRA-SE CAMPEÃO DO CIRCUITO PERNAMBUCANO DE ARTES MARCIAIS E ESPORTES COLETIVOS!!!!


 
 ATLETA PALMARENSE PELA TERCEIRA VEZ SAGRA-SE CAMPEÃO DO CIRCUITO PERNAMBUCANO DE ARTES MARCIAIS E ESPORTES COLETIVOS!!!!

O presidente da Federação Pernambucana de Muay Thay - Rodrigo Coutinho

Deputado Aluísio Lessa entrega o troféu ao tricampeão do Circuito - Gladstony Gomes

       TRATA-SE DO JUDOCA GLADSTONY GOMES QUE, PELA TERCEIRA VEZ, VENCE UM ADVERSÁRIO BARRA PESADA DO MUAY THAY TRADICIONAL.

O RAPAZ RECIFENSE VEIO COM UMA CARAVANA BASTANTE GRANDE E CHEIA DE CERIMÔNIA. AO SUBIR NO RINGUE ELABOROU UM RITUAL DA TRADICIONAL LUTA TAILANDESA. TODOS OS QUE ESTAVAM PRESENTES FICARAM MARAVILHADOS.

MAS TUDO ISSO NÃO IMPRESSIONOU AO GLADSTONY QUE MANTEVE-SE FRIO E CALCULISTA. FOCADO NA LUTA, O PALMARENSE ENTROU NO RINGUE PARA FAZER A TAREFA DE CASA, MOSTRAR PARA QUE FOI E ATUAR COM SABEDORIA.

O ATLETA DO RECIFE MOSTROU-SE EXTREMAMENTE COMPETENTE NOS CHUTES FRONTAIS BAIXOS, MAS NÃO FOI O SUFICIENTE PARA DERROTAR O GLADSTONY QUE, COM SUA TROCAÇÃO E PODEROSOS CHUTES FRONTAIS ALTOS, CONSEGUIU EXCELENTES GOLPES QUE O LEVARAM A CONQUISTAR O TÍTULO DE TRICAMPEÃO DO CIRCUITO PERNAMBUCANO DE ARTES MARCIAIS E ESPORTES COLETIVOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO, REALIZADO NA CIDADE DE CATENDE - PE, NO ÚLTIMO SÁBADO.

VALE RESSALTAR QUE ANTES DA LUTA O PALMARENSE PARTICIPOU DE UM ROLA DE JIU-JITSU COM O SENSEI BETO AYMAR (BETO TARTARUGA) DA ACADEMIA EXTREME-RECIFE, QUE DEU UMA AULA E UNS ROLAS COM SEUS ALUNOS E COM O JUDOCA GLADSTONY.

O EVENTO TEM COMO PRINCIPAL ARTICULADOR O PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA DE MUAY THAY - RODRIGO COUTINHO.

ESTE EMPREENDEDOR TEM O APOIO DO PALMARENSE DEPUTADO ESTADUAL ALUÍSIO LESSA, DO GOVERNO DO ESTADO E, NA OCASIÃO, RECEBEU TODA A COBERTURA DA PREFEITURA DE CATENDE NA PESSOA DO SEU PREFEITO OTACÍLIO CORDEIRO.

O RODRIGO COUTINHO TEM SE MOSTRADO UM GUERREIRO NESTA EMPREITADA DE SOCIALIZAR OS ESPORTES NUMA SOCIEDADE EM QUE MUITOS JOVENS ESTÃO OCIOSOS E SEM NENHUMA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO REGRADA, EM CONSONÂNCIA COM OS ESPORTES.

FOI OBSERVANDO ESTA NECESSIDADE QUE ELE VEM SE EMPENHANDO FRENTE A ESSE PROJETO QUE TEM NOS MOSTRADO QUE PERNAMBUCO E O ESPORTE DE CONTATO ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA.

DE PARABÉNS ESTÃO TODOS OS QUE APOIAM ESSE EMPREENDEDOR DOS ESPORTES RODRIGO COUTINHO!!!

Click nas imagens!!!


Palavras ao campeão do Dep. Aluísio Lessa

Congratulações pela vitória

Palavras do Anfitrião que deu total apoio ao evento - o Prefeito Otacílio Cordeiro



Aula de jiu-jitsu com o sensei Beto tartaruga, em palmares

Sensei de jiu-jitsu - Beto Aymar (Beto Tartaruga) da Extreme - recife e o atleta palmarense Gladstony Gomes

Sensei Beto e seus alunos e o seu mais novo amigo
Houve também aulas de karatê e demonstrações de lutas entre os karatecas, liderados pelo sensei José Genival (0 Gêni) da Academia Bassay-day de karatê, no município de Maraial, pelo projeto Mais Educação, numa parceria entre o estado e a cidade de Maraial

Fã e torcedor incondicional do Gladstony - Moisés

Fãzinha e amiguinha do nosso coração - Carolzinha






sábado, 22 de novembro de 2014

“UM CONTO DE NATAL” OU, “OS FANTASMAS DE CROOGER”



UM CONTO DE NATAL” OU, “OS FANTASMAS DE SCROOGER”

Título original: A Christmas Carol
Realização: Robert Zemeckis
Elenco de vozes: Jim Carrey, Daryl Sabara e Ryan Ochoa




PESSOAL, NA MORAL!!!

ESTÁ CHEGANDO O NATAL, E NESSA ÉPOCA MUITOS IRÃO FALAR, COMO SEMPRE, EM SOLIDARIEDADE, AMOR FRATERNAL E PRINCIPALMENTE NO NASCIMENTO DO CRISTO JESUS, QUE SE FEZ HOMEM PELO VENTRE SAGRADO DA VIRGEM MARIA, POR INTERMÉDIO DO ESPÍRITO SANTO.
POR CONTA DISSO, VENHO APRESENTAR A VOCÊS UMA PELÍCULA BASTANTE REFLEXIVA. TRATA-SE DO FILME QUE TEM COMO TÍTULO ORIGINAL “UM CONTO DE NATAL”, BASEADO NO LIVRO DE CHARLES DICKENS, PUBLICADO EM 1843, MAS NO BRASIL RECEBEU O TÍTULO DE “OS FANTASMAS DE SCROOGE”.



LEIAM A SINOPSE DO FILME: 
 
UM CONTO DE NATAL é a história do rabugento e avarento Scrooge. Scrooge tem um escritório em Londres e só pensa em trabalhar para guardar dinheiro, ele não gasta, apenas poupa, vive em função de sua ganância.
Às vésperas do natal, seu funcionário Bob Cratchit, tem a esperança de não trabalhar no dia 25 de dezembro, mas Scrooge não permite. Ele odeia o natal e não vê motivo para comemorações, muito menos para folga no trabalho. Bob é um rapaz pobre e pai de quatro filhos, sendo que um deles sofre de paralisia, mas, apesar das tristezas que a vida lhe deu, Bob é feliz e adora o natal.
Nesse dia, após o expediente, quando Scrooge volta para casa, ele encontra o espírito do seu ex-sócio Jacob Marley. Marley havia sido um homem tão mau e avaro quanto Scrooge, e resolve visitar o amigo a fim de salvar sua alma, pois o espírito dele ainda não conseguiu descansar em paz por ter levado tanta amargura e ruindade para o túmulo. Jacob avisa ao velho Scrooge que ele receberá a visita de três espíritos, e que eles lhe mostrarão o passado, presente e futuro, e após essas visitas o sócio deverá aprender a ser mais generoso.



Scrooge fica assustado e acredita ter sonhado tudo isso, mas algumas horas depois ele recebe a visita do primeiro espírito: O Espírito do Natal Passado, o leva a uma viagem por seu passado, quando Scrooge era jovem e feliz e adorava o natal. As tristes lembranças causam mal estar e amargura no rabugento que afugenta o espírito.

O segundo espírito, o Natal Presente, leva o avaro a um passeio pela cidade, mostrando as várias comemorações que estão acontecendo e tudo que Scrooge está perdendo. Nesse passeio o espírito se mostra sob duas faces, a da ignorância e a da miséria, e avisa para que os homens tenham cuidado com elas.

O terceiro espírito é o Natal do Futuro, ele faz com que Scrooge veja o triste fim que o aguarda se continuar sendo como é. Assustado, o velho decide que tem que mudar. Ao acordar é outro homem. A generosidade passa a fazer parte de sua vida.

UM CONTO DE NATAL não é uma história exclusiva sobre o espírito natalino, mas sim uma história de redenção humana. Dickens expõe as mais feias características humanas em Scrooge, mas deixa claro que mesmo o pior ser humano consegue fazer brotar a bondade em seu coração.

Interessante é saber que Dickens escreveu UM CONTO DE NATAL como forma de criticar a Inglaterra. Na época de Dickens, a Inglaterra era a maior potência capitalista do mundo, o que contribuiu para o surgimento de miseráveis em Londres. Para os ingleses a avareza não era pecado e a solidariedade não fazia parte da vida dos mais abastados, era comum ver Scrooges espalhados por toda a Inglaterra. Além disso, esses ricos tinham o pensamento que Deus os protegeriam, pois eram eleitos do Senhor, daí a intenção de Dickens em usar espíritos para compor sua história, assim estaria mostrando que Deus espera boas ações de todos.



UM CONTO DE NATAL teve diversas adaptações no cinema, teatro, musicais, desenhos e até quadrinhos. Provavelmente, o mais famoso Scrooge seja o Tio Patinhas (em inglês: Uncle Scrooge ou Scrooge McDuck), que apesar de viver com os sobrinhos e ter amigos, nunca escondeu sua avareza. A última adaptação feita baseada na obra de Dickens foi OS FANTASMAS DE SCROOGE, lançado em 2009 pela Disney e com Jim Carrey em, praticamente, todos os papéis do filme.

Click no link e assista ao filme:  https://www.youtube.com/watch?v=mdn_I9fPG6U 

Pesquisa: https://www.google.com.br/search?q=os+fantasmas+de+scrooge+filme+completo+dublado&safe=active&hl=pt&gbv=2&oq=os+fantasmas+de+scrooge&gs_l=heirloom-serp.1.2.0l10.21112.25969.0.29522.23.14.0.6.6.0.608.4990.2j2j1j2j3j4.14.0....0...1ac.1.34.heirloom-serp..10.13.1583.XOf_KB_TGiA

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A extinção dos professores



A extinção dos professores




"O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a seis anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:

- Vovô, por que o mundo está acabando?

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:

- Porque não existem mais professores, meu anjo.

- Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?

O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

- Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?

- Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.

- E como foi que eles desapareceram, vovô?

- Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você" ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". Os professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.

Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de ideias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.

Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão - enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

ATENÇÃO: Qualquer semelhança com a situação deste País ultrajado e saqueado por políticos quadrilheiros e mafiosos, não é mera coincidência."

XXXX

À medida em que fui lendo o texto (postado no Facebook pela amiga Ana Kristina Soares), achei que seu autor (que não consegui identificar) seria um visionário, mas quando cheguei ao fim da leitura, mudei de ideia. Ele nada mais é que uma pessoa atenta às ações (ou omissões) dos nossos políticos e da própria sociedade, que não reage (e muito pelo contrário, se acumplicia) ao verdadeiro crime que vem sendo cometido há alguns anos contra a educação no Brasil.

Se nada se modificar, a extinção dos professores parece inevitável. Só não sei se em 2020 ou antes...

FONTE: http://apatotadopitaco.blogspot.com.br/2014/09/a-extincao-dos-professores.html

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Maconha medicinal em foco no filme 'Ilegal'



Maconha medicinal em foco no filme 'Ilegal'



"Minha família é militar. Sempre fui careta. Nunca vi maconha na minha vida. Se eu paro para pensar que eu dou três drogas para meu filho hoje ( Topiramato e o Depakene, e dou o Klobazam, um tarja preta), para um bebê de um ano e três meses, por que não posso dar o CBD? Se a luz no fim do túnel é essa e se o CBD dá na maconha, OK. A gente vai usar maconha. Se desse no abacaxi, a gente usava folha do abacaxi, mas não dá!" Estas são as palavras de Camila Guedes em cena do documentário Ilegal, que já estreou nos cinemas depois de ter suscitado debates e discussões não só sobre a legalização do uso medicinal de derivados da Cannabis Sativa (nome científico da maconha) como também sobre a luta de um grupo de pais contra a burocracia da política brasileira.
Isso porque o CBD é o canabidiol, substância derivada da maconha, que não possui efeito tóxico nem alucinógeno e se mostrou eficaz no tratamento de males como dor crônica, esclerose múltipla, Alzheimer, além de epilepsias refratárias e as ditas epilepsias catastróficas, como a síndrome de Dravet. A questão é que o canabidiol é proibido no Brasil e está na lista de substâncias proscritas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).


Camila Guedes

É a síndrome de Dravet, o mal com que nasceu o pequeno Gustavo, filho de Camila. Depois de tentar de tudo, o uso do CBD se mostrou o único tratamento possível. "A primeira vez que li sobre isso, vi como a viagem de uma mãe. Pensei: ‘ Nunca vou dar maconha para o meu filho.’ Depois que vi Ilegal, aquilo se tornou algo mais real, mais humano", declara Camila em cena de Ilegal, em referência ao curta que o jornalista Tarso Araújo e o documentarista Raphael Erichsen dirigiram antes do longa homônimo.
Foi ao ver, no curta, a luta de mães como Katiele Fischer para tratar as convulsões de sua filha Anny com canabidiol que Camila teve a dimensão exata de que seu drama era o mesmo de tantas outras. E é exatamente revelar a batalha dessas famílias para vencer a burocracia e o preconceito que a dupla diretores fazem a realizar Ilegal, que tem produção da paulistana 3Film em parceria com a revista Superinteressante.
"Começamos esta história em março, com o curta. E a repercussão foi muito maior do que a gente pensava. Muita gente se identificou, interessou. É preciso vencer o preconceito em torno do assunto. Por isso, além dos três curtas que realizamos, organizamos a campanha Repense (campanharepense.org), mergulhamos no projeto", conta Raphael.
Vale lembrar que o longa, que, assim como o curta, nasceu a partir de uma série de reportagens realizadas por Araújo para a revista SUPERINTERESSANTE, não é apenas um tratado sobre a legalização do uso medicinal e nem mesmo recreativo da maconha, mas sim uma metáfora muito contundente dos mecanismos lentos de mudança do Brasil e do quanto o preconceito ronda o assunto. "Fizemos o filme não para falar de maconha, mas de algo amplo, sobre a batalha destas mães, que enfrentam uma série de burocracias. É isso que o brasileiro encontra quando vai atrás de direitos que deveriam ser garantidos pelo Estado", declara Tarso, autor de Almanaque das Drogas.
Muito pelo objetivo dos diretores, Ilegal não começa, como poderia se supor, com entrevistas com médicos e especialistas sobre o mecanismo de atuação do canabidiol e como Anny, de apenas cinco anos, passou de 60 convulsões por semana para praticamente nenhuma depois de começar a ser tratada com o CBD.
 
Canabidiol

A primeira cena revela Katilene às voltas com ligações intermináveis para os Correios, tentando, em vão, falar com alguém que lhe explique onde foi parar sua encomenda de canabidiol. Ilegal e não catalogado pela Anvisa, o produto foi retido. Enquanto os pais tentam ter acesso ao CBD, as convulsões de Anny voltam.
Jornalista Tarso Araújo

Ao telefone, o tom robótico com que a atendente fala revela o abismo que há entre os que seguem a cartilha da burocracia e os que, como ela, veem seus filhos convulsionarem todos os dias. De um call center a outro, Katilene e seu marido, que, em meio a pesquisas sobre o que poderia ajudá-los a melhorar a qualidade de vida da filha, portadora de um caso raro de epilepsia, descobriram o CBD, chegam finalmente ao Congresso Nacional e a uma reunião da Anvisa.
Quem chega também é Margarete Brito, mãe de Sofia, que, além de ser uma das fundadoras da Appepi (Associação de Pais de Pessoas com Epilepsia de Difícil Controle), uniu-se a Katilene e Camila na batalha para sensibilizar deputados e órgãos oficiais pela inclusão do CBD entre as substâncias permitidas pela Anvisa.
 

Camila com a sua filha Katilene


Ainda que haja muito preconceito e desinformação sobre o assunto no Brasil, mesmo depois de ser difundido e legal em vários países, como os EUA, a Espanha e a Holanda, Tarso mantém o otimismo. "É importante falar disso na mídia. Mas, ao mesmo tempo, já percebemos que o Estado não está ligando muito para esta questão. Apesar do barulho, não sabemos se vai haver uma reação institucional seja por parte da Anvisa seja do Congresso. A perspectiva de sair algo progressista hoje é mínima em relação à política das drogas. Esta eleição aprofundou ainda mais o conservadorismo do Congresso. Não sei se dá para esperar muita coisa, mas sejamos otimistas. É preciso debater e lutar", declara o diretor. "É absurdo total negar o potencial medicinal da maconha em pleno século 21, com dezenas de testes sendo feitos nos EUA. É muito atraso. Precisamos avançar", acrescenta Tarso, que no dia 31, após sessão especial no Auditório do Ibirapuera, participa de debate sobre o poder do cinema como experiência de transformação social, como parte do encerramento da Mostra de Cinema de SP.


FONTE: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2014/10/maconha-medicinal-em-foco-no-filme-ilegal.shtml