quinta-feira, 8 de março de 2018

O EXTERMÍNIO DAS CRIANÇAS SÍRIAS (Prof. Gleidistone Antunes)

Cidades inteiras com famílias de civis e suas crianças são devastadas pelos bombardeamentos incessantes


O EXTERMÍNIO DAS

CRIANÇAS SÍRIAS


Enquanto a hipócrita mídia brasileira faz afagos na cabeça do Neymar, por conta de uma “cirurgiazinha no pezinho”, ignora as crianças sírias, que têm seus corpos criminosamente destroçados por bombas, covardemente assassinadas por um tirano, um ditador criminoso, bandido e sanguinário marginal por nome Bashar al-Assad.


Já foram assassinados, por ordem desse criminoso, aproximadamente 500.000 pessoas e provocou o êxodo de mais de cinco milhões.

Os corpos de crianças assassinadas se espalham por todos os lados

Creio que nada justifica o genocídio de crianças e adolescentes. Creio que nada justifica a matança de homens e mulheres a troco do poder político e econômico. Qualquer situação que ponha em risco a vida humana, por conta do simples poder político e econômico, não se justifica. É um crime hediondo.


Por isso, qualidade de pai, avô e professor que entende o mundo como sua casa e o ser humanos como uma família, peço aos meus amigos que direcionem pensamentos de amor, fraternidade e paz aos nossos irmão que neste momento estão enfrentando uma situação de conflito armado, onde milhões de inocentes estão pagando pelo que não devem – terem nascido em terras onde há guerras.


Crianças de famílias que protestaram contra o governo sírio são colocadas como
animais dentre de jaulas para serem queimadas vivas

Oremos ao Ser inumano no qual acreditamos, seja por nome de Deus, Alá, Jeová, Javé o que for, mas oremos!

Crianças são violentamente estupradas e assassinadas

As imagens por si só nos pedem para nos colocarmos no lugar dos pais, irmãos e conterrâneos desses pequeninos todos. Afinal, quando um pensamento se eleva em oração magnetiza, energiza e fluidifica a quem precisa, mesmo estando distantes de nós, mesmo sem que nos conheçamos. O que vale é força da nossa intenção fraternal.

Bebês ainda em tenra idade são exposta à humilhação, antes de serem assassinadas covardemente

Oremos na fé de que este momento tão traumático na história da humanidade, em pleno século XXI, também vai passar. Pois tudo nesta vida passa!

Crianças são sepultadas sem diretamente em covas rasas, sem nem sequer um caixão



sexta-feira, 2 de março de 2018

STF AUTORIZA MUDANÇA DE SEXO NO REGISTRO CIVIL, MESMO SEM TER HAVIDO CIRURGIA

O nome social é escolhido por travestis e transexuais de acordo com o gênero com o qual se identificam, independentemente do nome que consta no registro de nascimento

STF AUTORIZA MUDANÇA DE SEXO NO REGISTRO CIVIL, MESMO SEM TER HAVIDO CIRURGIA


STF autoriza transexual a alterar registro civil sem cirurgia de sexo. A alteração nos documentos poderá ser feita em cartório, mesmo sem autorização judicial

Para a maioria dos ministros, a medida deveria ser estendida a transgêneros, sem a necessidade de comprovação médica, por tratar-se de medida discriminatória


Agência Brasil

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1) autorizar transexuais e transgêneros a alterarem o nome no registro civil sem a realização de cirurgia de mudança de sexo. O julgamento começou nessa quarta-feira (28), quando já havia maioria de votos definindo a questão, e foi finalizado no início desta tarde, com os votos restantes.

Com a decisão, o interessado poderá se dirigir diretamente a um cartório para solicitar a mudança e não precisará comprovar sua condição, que deverá ser atestada por autodeclaração. A Corte não definiu a partir de quando a alteração estará disponível nos cartórios.

Apesar de a votação ter sido definida por unanimidade, a Corte divergiu em parte do voto do relator, ministro Marco Aurélio. Na sessão dessa quarta-feira, o ministro votou contra a obrigatoriedade da cirurgia, mas, conforme seu entendimento, a decisão valeria somente para transexuais, a depender de decisão judicial prévia, com base em laudo médico e seria aplicável somente a maiores de 21 anos.

Para a maioria dos ministros, a medida deveria ser estendida a transgêneros, sem a necessidade de comprovação médica, por tratar-se de medida discriminatória. Com base no mesmo argumento votaram os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e a presidente, Cármen Lúcia.

Recurso

A votação do Supremo ocorre em recurso de transexual contra decisão da Justiça do Rio Grande do Sul, que negou autorização para que um cartório local aceitasse a inclusão do nome social como verdadeira identificação civil. Os magistrados entenderam que deve prevalecer o princípio da veracidade nos registros públicos.
O nome social é escolhido por travestis e transexuais de acordo com o gênero com o qual se identificam, independentemente do nome que consta no registro de nascimento.

Ao recorrer ao Supremo, a defesa do transexual alegou que a proibição de alteração do registro civil viola a Constituição, que garante a “promoção do bem de todos, sem preconceitos de sexo e quaisquer outras formas de discriminação”.

Vislumbrar no transexual uma pessoa incapaz de decidir sobre a própria sexualidade somente porque não faz parte do grupo hegemônico de pessoas para as quais a genitália corresponde à exteriorização do gênero vai frontalmente contra o princípio de dignidade humana”, argumentou a defesa.

Atualmente, transexuais podem adotar o nome social em identificações não oficiais, como crachás, matrículas escolares e na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. A administração pública federal também autoriza o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais desde abril do ano passado.

FONTE: www.otempo.com.br/capa/brasil/stf-autoriza-transexual-a-alterar-registro-civil-sem-cirurgia-de-sexo-1.1579351

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

PROFESSOR GANHA AÇÃO JUDICIAL CONTRA ALUNA QUE O DENUNCIOU POR SIMPLESMENTE TROCÁ-LA DE LUGAR, EM SALA DE AULA, NUMA ESCOLA DO RECIFE

Escola de Referência em Ensino Médio Apolônio Sales, localizada no Ibura, Zona Sul do Recife
 
PROFESSOR GANHA AÇÃO JUDICIAL CONTRA ALUNA QUE O DENUNCIOU POR SIMPLESMENTE TROCÁ-LA DE LUGAR, EM SALA DE AULA, NUMA ESCOLA DO RECIFE
Por Gleidistone Antunes



Ser professor nos dias de hoje está cada vez mais difícil, haja vista que a maioria dos ditos estudantes (já que não se pode mais chamá-los de alunos) não têm o menor compromisso com a própria educação, nem com a própria instrução (busca de conhecimento para se impor no mundo do trabalho).



Professor Jeff Kened Barbosa, de 62 anos, 30 deles dedicados à docência

     Eles acham que somente têm direitos, que somente a Escola, de maneira geral, é que tem o dever. Dever de transmitir-lhes os conhecimentos (quando eles estiverem a fim); dever de aturá-los como mal-educados (porque educação vem de casa); dever de aguentar seus gritos e insubordinações no ambiente da sala de aula.

Quando um Professor (com letras maiúscula) chama a atenção de um desse "folgados" estudantes, corre o risco de sofrer um processo imposto pela família do dito estudante.

Mas nem sempre os juízes dão ganho de causa à família de alguns desses bagunceiros. É o caso desse Professor que ganhou uma causa no valor indenizatório de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Ele havia pedido por três vezes a uma garota de dezoito aninhos, que se acomodasse em outra cadeira, pois ela estava conversando paralelamente no momento da explanação, sobre um assunto que não tinha nada a ver com a temática da aula. Portanto ela estava atrapalhando o bom andamento do trabalho dele (Professor) e dos alunos colegas dela (a dita estudante).

A garota, sentindo-se constrangida, disse em alto e bom tom de autoridade (que não tinha) que já havia completado 18 aninhos e que ninguém mandava nela, não. O que de pronto, como responsável pelo bom andamento do processo educacional, o professor levou o caso à Direção e à Coordenação Pedagógica da Escola.

Isto, na visão da Jovem superinteligente, a constrangeu, eu que levaria o caso à justiça. Assim o fez.

O professor, por sua vez, também sentindo-se constrangido com a "peitada" da já maior de idade garota, também entrou na justiça. No final ganhou a causa por unanimidade.

Na qualidade de Professor que atua no Ensino Público há alguns anos, senti-me de alma lavada!



sábado, 24 de fevereiro de 2018

PARA QUE OS ELEITORES PERNAMBUCANOS DA MATA SUL NÃO ESQUEÇAM DOS TRAIDORES! (Gleidistone Antunes)

PARA QUE OS ELEITORES PERNAMBUCANOS DA MATA SUL NÃO ESQUEÇAM DOS TRAIDORES!

A aprovação do projeto de lei 6787/16, que muda os direitos dos trabalhadores contou com os votos de 16 deputados federais da bancada pernambucana. Dos 25 parlamentares que representam o Estado na Câmara Federal, oito se posicionaram contra as mudanças na legislação e um não votou. A matéria foi aprovada por 296 a favor e 177 contra. Confira como votam todos os pernambucanos deputados federais e, abaixo, mais detalhamente, a votação dos pernambucanos.
A determinação do PSB de fechar questão contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária parece não ter surtido muito efeito. Dos seis deputados do partido na bancada pernambucana, três votaram pela aprovação da matéria – João Fernando Coutinho, Fernando Filho (que deixou o Ministério das Minas e Energia para votar) e Marinaldo Rosendo.
Danilo Cabral, Gonzaga Patriota e Tadeu Alencar seguiram a decisão do partido e se colocaram contra a proposta. Tadeu, inclusive, fez questão de registrar no Facebook como votou.
Além de Fernando Filho, outros dois deputados pernambucanos deixaram os ministérios para votar: Mendonça Filho (Educação) e Bruno Araújo (Cidades).
Veja como votaram os pernambucanos:

Traíram os eleitores pernambucanos votando pelo SIM, pelo fim dos direitos dos trabalhadores

Adalberto Cavalcanti (PTB)
André de Paula (PSD)
Augusto Coutinho (SD)
Betinho Gomes (PSDB)
Bruno Araújo (PSDB)
Carlos Eduardo Cadoca (PDT)
Daniel Coelho (PSDB)
Fernando Coelho Filho (PSB)
Fernando Monteiro (PP)
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
João Fernando Coutinho (PSB)
Jorge Côrte Real (PTB)
Kaio Maniçoba (PMDB)
Marinaldo Rosendo (PSB)
Mendonça Filho (DEM)
Ricardo Teobaldo (PTN)

Votaram dizendo NÃO em favor do povo, respeitando os direitos dos trabalhadores pernambucanos

Danilo Cabral (PSB)
Eduardo da Fonte (PP)
Gonzaga Patriota (PSB)
Luciana Santos (PCdoB)
Pastor Eurico (PHS)
Silvio Costa (PTdoB)
Tadeu Alencar (PSB)
Wolney Queiroz (PDT)

Não compareceu a votação, faltando com o compromisso que lhe cabia

Zeca Cavalcanti (PTB)


FONTE NA ÍNTEGRA:

www.folhape.com.br/politica/politica/blog-da-folha/2017/04/26/BLG,2783,7,509,POLITICA,2419-NA-BANCADA-PERNAMBUCANA-VOTARAM-FAVOR-REFORMA-TRABALHISTA.aspx

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O POBRE DE DIREITA É UM FIGURANTE DE BURGUÊS

 

O POBRE DE DIREITA É UM FIGURANTE DE BURGUÊS
*José Menezes Gomes

Ele é contra os direitos trabalhistas pois espera um dia ter capital e propriedade para ser um explorador da força de trabalho dos outros. Ele é contra os direitos sociais, pois acha que isto reduzirá os seus lucros futuros, quando ele for capitalista e puder explorar os trabalhadores, sendo que ele é trabalhador mas não se reconhece como tal. Ele é contra o Estado pois acha que quando ele tiver capital e propriedades não vai querer que o Estado estabeleça limites ao seu desejo de ficar rico explorando os trabalhadores.

O pobre de direita é o produto melhor elaborado pelos mecanismos de produção de ideologia burguesa para a defesa dos burgueses que têm capital, que têm propriedade e que estão na gestão do Estado para não pagar impostos, para receber subsídios e incentivos fiscais, para ganhar dinheiro comprando títulos da dívida pública e terem o controle dos meios de comunicação de forma a propor o mundo dos ricos como o objeto a ser defendido, mesmo que a riqueza da burguesia seja fruto da exploração, também dos pobres de direita. Ele passa a vida toda sonhando ser burguês, mas sem capital e propriedade e sendo explorado.

Entretanto, ele é muito útil para a burguesia, pois já que não tem nem capital, nem propriedade ele se torna o cão de guarda da classe que um dia sonha ser. Sendo assim, ele vai para as ruas defender o capitalismo e vê nos trabalhadores esclarecidos e organizados os seus inimigos de classe. O pobre de direita além de ser um figurante de burguês é terreno fértil para o fascismo.

Portanto, o pobre de direita é um figurante de Burguês que no momento de crise do capitalismo se comporta como um pitbull da burguesia na defesa de um governo de conteúdo fascista.

Como o pobre de direita tenta ser o espelho dos valores que ele acha que a burguesia tem, passa a ser machista, racista, homofóbico, etc. Ele acaba sendo o portador dos principais preconceitos que a burguesia gerou e perpetuou como parte do seu sistema de dominação, porque precisa no racismo para pagar bem menos aos trabalhadores afrodescendentes. Ser machistas por que os salários das mulheres é bem menor que os salários dos homens. Enfim, ele nega sua origem social e tenta ser o que não é, pois se trata de um trabalhador sem consciência de classe. Por isso se endivida para ter uma imagem diferente do que seu real poder de compra permite. São chamados de emergentes porque querem negar sua classe assumindo a aparência de burguês.

Ele come sardinha e arrota caviar, enquanto late sempre mais alto para mostrar à burguesia que está protegendo a propriedade do burguês, enquanto dorme fora da mansão que sonha um dia ser sua. Ao envelhecer não vai ter emprego e muito menos vai poder pagar um plano de saúde.

Desta forma vai precisar de proteção social, porém passou a vida toda defendendo que bastava deixar a mão invisível agir, que o egoísmo sendo potencializado se chegaria ao bem-estar coletivo, onde todos teriam chance de um dia ser rico, bastando apenas seu esforço individual e sua capacidade de assumir riscos. O pobre de direita é um figurante de Burguês que late como pitbull.

*José Menezes Gomes
Professor do curso de economia de Santana e do Mestrado em Serviço Social da UFAL
Integrante da Rede de Cátedras sobre a Divida Pública.

FONTE: https://hebdolatino.ch/br/portugues-br/38-noticias-do-brasil/5674-o-pobre-de-direita-e-um-figurante-de-burgues.html em defesa da burguesia e se cala sobre sua própria exploração.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO: O MEDO DO MORRO TRAZ DE VOLTA OS GENERAIS por: Guilherme Coutinho*

INTERVENÇÃO: O MEDO DO MORRO TRAZ DE VOLTA OS GENERAIS
por: Guilherme Coutinho*


O morro ameaçou descer e os generais assumiram o controle da segurança pública do Rio de Janeiro. Utilizando-se de uma das medidas mais drásticas existentes no ordenamento jurídico brasileiro, a intervenção federal, Michel Temer colocou as Forças Armadas no comando das polícias (civil e militar), além do Corpo de Bombeiros do estado fluminense. O aumento da violência durante os dias de carnaval –infelizmente, recorrente como ressaca em quarta-feira de cinzas – não justificaria ato tão extremo, sobretudo após o término da folia. Nem mesmo momentos delicados como copa do mundo, olimpíadas, chacinas de crianças e guerra de traficantes mereceram ato tão extremo. Mas a ameaça da descida do morro para participação política amedrontou o governo golpista: os generais estão de volta.





O decreto de intervenção, competência da Presidência da República, tem validade imediata e deverá ser submetido ao Congresso Nacional em 24 horas para a deliberação, em sessão conjunta. O Presidente do Congresso, Eunício Oliveira, já sinalizou que convocará a sessão de deputados e senadores e que não deve haver impedimentos políticos para a aprovação da medida. Na prática, o Rio de Janeiro terá dois governadores, um civil e um militar: Luiz Fernando Pezão e o General Braga Neto, interventor escolhido por Temer para ser o braço forte do Estado no Palácio da Guanabara. Uma nova etapa do golpe acaba de começar.



A verdadeira motivação para intervenção, não foram os assaltos durante o reinado de momo, mas, sim, o medo de uma possível comoção social vindoura que pode abalar, de baixo para cima, as estruturas da República. A faixa na entrada da Rocinha, que motivou mais faixas em outras comunidades cariocas, prometendo descer em caso de prisão de Lula, mostrou a força do povo que, se unido, é uma fortaleza inabalável. Um outro indício sintomático de tenção revolucionária foi um saque a um supermercado que não foi impedido pela polícia, afinal ninguém deve mesmo ser impedido de comer.

Militares são treinados para guerra e não para tempos de paz, e é para isso que o governo parece estar se preparando. O morro ameaçou descer, o povo ameaçou reivindicar seus direitos e a repressão militar voltou em um piscar de olhos. A situação da autoridade desmedida do governo golpista e do Poder Judiciário pode ter chegado a um extremo que a população não mais aceitará. Michel Temer pode ter pensado em reprimir uma revolução popular, de forma preventiva, demonstrando o medo legítimo que os governos ilegítimos devem ter de seu povo. E que as classes menos favorecidas (as mais prejudicadas pelas reformas golpistas) entendam de uma vez seu poder sobre os rumos da nação.



*Guilherme Couto é Jornalista e Especialista em Direito Público. Também é autor do blog: Nitroglicerina Política
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/guilhermecoutinho/342447/Interven%C3%A7%C3%A3o-o-medo-do-morro-traz-de-volta-os-generais.htm

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CONSELHO DO EXÉRCITO PEDIU A EXPULSÃO DE BOLSONARO POR PLANEJAR ATO TERRORISTA!

 
CONSELHO DO EXÉRCITO PEDIU A EXPULSÃO DE BOLSONARO POR PLANEJAR ATO TERRORISTA!

Nenhum inquérito é mais preocupante para as pretensões políticas de Jair Bolsonaro que o julgamento no dia 16 de junho de 1988 no Superior Tribunal Militar (STM). No inquérito, o hoje parlamentar foi acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército. Em entrevista à revista Veja, o militar fez comentários nada amigáveis ao governo federal.


Bolsonaro também planejou ações terroristas. Seu intuito era explodir bombas em quartéis do Exército e outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército.O site Diário do Centro do Mundo teve acesso ao relatório secreto do Centro de Inteligência do Exército (CIE), nº 394, de 1990, com 96 páginas.



Punido por ter elaborado e feito publicar, em uma revista semanal, de tiragem nacional, sem conhecimento e autorização de seus superiores, artigo em que tece comentários sobre a política de remuneração do pessoal civil e militar da União: ter abordado aspectos da política econômica e financeira fora de sua esfera de atribuição e sem possuir um nível de conhecimento global que lhe facultasse a correta análise; por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina; por ter censurado a política governamental; por ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da OM (Organização Militar) e da Força e por ter contribuído para prejudicar o excelente conceito da tropa paraquedista no âmbito do Exército e da Nação (NR 63, 65, 66, 68 e 106 do anexo I, com agravantes do NR 2 e letra “C” NR 6 do artigo 18, tudo do RDE, fica preso por 15 (quinze) dias”.

O grave ato de indisciplina foi punido com apenas 15 dias de cadeia para o então capitão do Exército. No entanto, o Superior Tribunal Militar, por 9 votos a 4, considerou Bolsonaro inocente, mesmo depois do oficial ter sido excluído do quadro da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), e também de o Conselho ter considerado que as explicações dadas não serem satisfatórias.

Por unanimidade, o Conselho de Justificação do Exército considerou, em 19 de abril de 1988, que Bolsonaro era culpado e que fosse “declarada sua incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e patente, nos termos do artigo 16, inciso I da lei nº 5836/72”.

Em 1988, o general Sérgio de Ari Pires, ministro do STM, relator do processo contra Bolsonaro, concordou com o parecer do Conselho de Justificação e considerou o então capitão “não justificado”, ou seja, culpado. No dia 16 de junho de 1988, o STM realizou reunião para julgar Bolsonaro e o inocentou. Ato diametralmente oposto ao que acontecia dentro do mesmo Tribunal quando do julgamento de ações envolvendo qualquer cidadão acusado de ser contra o regime militar; mesmo que essa pessoa tenha apenas escrito uma carta endereçada a seus colegas de profissão.

Apesar de ferir dois sustentáculos básicos da carreira militar, a disciplina e a hierarquia, e de ter sido punido inicialmente com 15 dias de prisão, Bolsonaro só ganhou reconhecimento desde então. Na sua justificativa ao STM, ele disse que a matéria tinha como objetivo fazer vender a revista com publicação sobre assunto sensacionalista, e que não havia falado com a repórter.

Anos depois desse episódio sobre os planos terroristas de Bolsonaro no STM, o próprio disse à imprensa que todo esse imbróglio jurídico interno da caserna apenas o ajudou a ganhar fama e se eleger. “Eu nem pensava em entrar na política, mas isso me ajudou porque fiquei conhecido e então eu fui eleito no ano seguinte”, declarou para a imprensa em 2014. No ano de 1988, Bolsonaro foi eleito vereador no Rio de Janeiro com 11 062 votos, quando passou para a reserva não remunerada da corporação.


Fonte: www.parlamentopb.com.br/mobile/noticia.php?id=64700