segunda-feira, 27 de abril de 2015

DISCURSO DO Ministro do Supremo Tribunal Federal Dr. Luis Roberto Barroso

Ministro do Supremo Tribunal Federal Dr. Luis Roberto Barroso

Pessoal, na moral!!!

Existem momentos da nossa vida que valem um eternidade. A cerimônia de formatura de uma pessoa num curso superior, seja ele qual for, é o instante que fecha com chave de ouro o fim de um ciclo para que outro se inicie.
A escolha de um patrono é uma responsabilidade muito grande, pois esse escolhido tem de representar os anseios, os sonhos e o perfil dos formandos que o escolheu.
Logo abaixo nós vamos ler, na íntegra, o discurso do patrono da turma de novos bacharéis  em direito  - 2014, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Dr. Luis Roberto Barroso.

 


Esse discurso emocionou os internautas e viralizou no Facebook obtendo mais de 47 mil acessos.

Leia o texto na íntegra:

A vida e o Direito: breve manual de instruções

I. Introdução

Eu poderia gastar um longo tempo descrevendo todos os sentimentos bons que vieram ao meu espírito ao ser escolhido patrono de uma turma extraordinária como a de vocês. Mas nós somos – vocês e eu – militantes da revolução da brevidade. Acreditamos na utopia de que em algum lugar do futuro juristas falarão menos, escreverão menos e não serão tão apaixonados pela própria voz.
Por isso, em lugar de muitas palavras, basta que vejam o brilho dos meus olhos e sintam a emoção genuína da minha voz. E ninguém terá dúvida da felicidade imensa que me proporcionaram. Celebramos esta noite, nessa despedida provisória, o pacto que unirá nossas vidas para sempre, selado pelos valores que compartilhamos.

É lugar comum dizer-se que a vida vem sem manual de instruções. Porém, não resisti à tentação – mais que isso, à ilimitada pretensão – de sanar essa omissão. Relevem a insensatez. Ela é fruto do meu afeto. Por certo, ninguém vive a vida dos outros. Cada um descobre, ao longo do caminho, as suas próprias verdades. Vai aqui, ainda assim, no curto espaço de tempo que me impus, um guia breve com ideias essenciais ligadas à vida e ao Direito.

II. A regra nº 1

No nosso primeiro dia de aula eu lhes narrei o multicitado "caso do arremesso de anão". Como se lembrarão, em uma localidade próxima a Paris, uma casa noturna realizava um evento, um torneio no qual os participantes procuravam atirar um anão, um deficiente físico de baixa altura, à maior distância possível. O vencedor levava o grande prêmio da noite. Compreensivelmente horrorizado com a prática, o Prefeito Municipal interditou a atividade.

Após recursos, idas e vindas, o Conselho de Estado francês confirmou a proibição. Na ocasião, dizia-lhes eu, o Conselho afirmou que se aquele pobre homem abria mão de sua dignidade humana, deixando-se arremessar como se fora um objeto e não um sujeito de direitos, cabia ao Estado intervir para restabelecer a sua dignidade perdida. Em meio ao assentimento geral, eu observava que a história não havia terminado ainda.

E em seguida, contava que o anão recorrera em todas as instâncias possíveis, chegando até mesmo à Comissão de Direitos Humanos da ONU, procurando reverter a proibição. Sustentava ele que não se sentia – o trocadilho é inevitável – diminuído com aquela prática. Pelo contrário.

Pela primeira vez em toda a sua vida ele se sentia realizado. Tinha um emprego, amigos, ganhava salário e gorjetas, e nunca fora tão feliz. A decisão do Conselho o obrigava a voltar para o mundo onde vivia esquecido e invisível.

Após eu narrar a segunda parte da história, todos nos sentíamos divididos em relação a qual seria a solução correta. E ali, naquele primeiro encontro, nós estabelecemos que para quem escolhia viver no mundo do Direito.

Esta era a regra nº 1: Nunca forme uma opinião sem antes ouvir os dois lados.

III. A regra nº 2

Nós vivemos em um mundo complexo e plural. Como bem ilustra o nosso exemplo anterior, cada um é feliz à sua maneira. A vida pode ser vista de múltiplos pontos de observação. Narro-lhes uma história que li recentemente e que considero uma boa alegoria. Dois amigos estão sentados em um bar no Alaska, tomando uma cerveja. Começam, como previsível, conversando sobre mulheres. Depois falam de esportes diversos. E na medida em que a cerveja acumulava, passam a falar sobre religião. Um deles é ateu. O outro é um homem religioso. Passam a discutir sobre a existência de Deus. O ateu fala: "Não é que eu nunca tenha tentado acreditar, não. Eu tentei. Ainda recentemente. Eu havia me perdido em uma tempestade de neve em um lugar ermo, comecei a congelar, percebi que ia morrer ali. Aí, me ajoelhei no chão e disse, bem alto: Deus, se você existe, me tire dessa situação, salve a minha vida". Diante de tal depoimento, o religioso disse: “Bom, mas você foi salvo, você está aqui, deveria ter passado a acreditar". E o ateu responde: "Nada disso! Deus não deu nem sinal. A sorte que eu tive é que vinha passando um casal de esquimós. Eles me resgataram, me aqueceram e me mostraram o caminho de volta. É a eles que eu devo a minha vida". Note-se que não há aqui qualquer dúvida quanto aos fatos, apenas sobre como interpretá-los.

Quem está certo? Onde está a verdade? Na frase feliz da escritora Anais Nin: “Nós não vemos as coisas como elas são, nós as vemos como nós somos”. Para viver uma vida boa, uma vida completa, cada um deve procurar o bem, o correto e o justo. Mas sem presunção ou arrogância. Sem desconsiderar o outro.

Aqui a nossa regra nº 2: A verdade não tem dono.

IV. A regra nº 3

Uma vez, um sultão poderoso sonhou que havia perdido todos os dentes. Intrigado, mandou chamar um sábio que o ajudasse a interpretar o sonho. O sábio fez um ar sombrio e exclamou: "Uma desgraça, Majestade. Os dentes perdidos significam que Vossa Alteza irá assistir a morte de todos os seus parentes". Extremamente contrariado, o Sultão mandou aplicar cem chibatadas no sábio agourento. Em seguida, mandou chamar outro sábio. Este, ao ouvir o sonho, falou com voz excitada: "Vejo uma grande felicidade, Majestade. Vossa Alteza irá viver mais do que todos os seus parentes". Exultante com a revelação, o Sultão mandou pagar ao sábio cem moedas de ouro. Um cortesão que assistira a ambas as cenas vira-se para o segundo sábio e lhe diz: "Não consigo entender. Sua resposta foi exatamente igual à do primeiro sábio. O outro foi castigado e você foi premiado". Ao que o segundo sábio respondeu: "A diferença não está no que eu falei, mas em como falei".

Pois assim é. Na vida, não basta ter razão: é preciso saber levar. É possível embrulhar os nossos pontos de vista em papel áspero e com espinhos, revelando indiferença aos sentimentos alheios. Mas, sem qualquer sacrifício do seu conteúdo, é possível, também, embalá-los em papel suave, que revele consideração pelo outro.

Esta a nossa regra nº 3: O modo como se fala faz toda a diferença.

V. A regra nº 4

Nós vivemos tempos difíceis. É impossível esconder a sensação de que há espaços na vida brasileira em que o mal venceu. Domínios em que não parecem fazer sentido noções como patriotismo, idealismo ou respeito ao próximo. Mas a história da humanidade demonstra o contrário. O processo civilizatório segue o seu curso como um rio subterrâneo, impulsionado pela energia positiva que vem desde o início dos tempos. Uma história que nos trouxe de um mundo primitivo de aspereza e brutalidade à era dos direitos humanos. É o bem que vence no final. Se não acabou bem, é porque não chegou ao fim. O fato de acontecerem tantas coisas tristes e erradas não nos dispensa de procurarmos agir com integridade e correção. Estes não são valores instrumentais, mas fins em si mesmos. São requisitos para uma vida boa. Portanto, independentemente do que estiver acontecendo à sua volta, faça o melhor papel que puder. A virtude não precisa de plateia, de aplauso ou de reconhecimento. A virtude é a sua própria recompensa.

Eis a nossa regra nº 4: Seja bom e correto mesmo quando ninguém estiver olhando.

VI. A regra nº 5

Em uma de suas fábulas, Esopo conta a história de um galo que após intensa disputa derrotou o oponente, tornando-se o rei do galinheiro. O galo vencido, dignamente, preparou-se para deixar o terreiro. O vencedor, vaidoso, subiu ao ponto mais alto do telhado e pôs-se a cantar aos ventos a sua vitória. Chamou a atenção de uma águia, que arrebatou-o em voo rasante, pondo fim ao seu triunfo e à sua vida. E, assim, o galo aparentemente vencido reinou discretamente, por muito tempo. A moral dessa história, como próprio das fábulas, é bem simples: devemos ser altivos na derrota e humildes na vitória. Humildade não significa pedir licença para viver a própria vida, mas tão-somente abster-se de se exibir e de ostentar. Ao lado da humildade, há outra virtude que eleva o espírito e traz felicidade: é a gratidão. Mas atenção, a gratidão é presa fácil do tempo: tem memória curta (Benjamin Constant) e envelhece depressa (Aristóteles). Portanto, nessa matéria, sejam rápidos no gatilho. Agradecer, de coração, enriquece quem oferece e quem recebe.

Em quase todos os meus discursos de formatura, desde que a vida começou a me oferecer este presente, eu incluo a passagem que se segue, e que é pertinente aqui. "As coisas não caem do céu. É preciso ir buscá-las. Correr atrás, mergulhar fundo, voar alto. Muitas vezes, será necessário voltar ao ponto de partida e começar tudo de novo. As coisas, eu repito, não caem do céu. Mas quando, após haverem empenhado cérebro, nervos e coração, chegarem à vitória final, saboreiem o sucesso gota a gota. Sem medo, sem culpa e em paz. É uma delícia. Sem esquecer, no entanto, que ninguém é bom demais. Que ninguém é bom sozinho. E que, no fundo no fundo, por paradoxal que pareça, as coisas caem mesmo é do céu, e é preciso agradecer".

Esta a nossa regra nº 5: Ninguém é bom demais, ninguém é bom sozinho e é preciso agradecer, ou seja, ser grato.

VII. Conclusão

Eis então as cláusulas do nosso pacto, nosso pequeno manual de instruções:

1. Nunca forme uma opinião sem ouvir os dois lados;
2. A verdade não tem dono;
3. O modo como se fala faz toda a diferença;
4. Seja bom e correto mesmo quando ninguém estiver olhando;
5. Ninguém é bom demais, ninguém é bom sozinho e é preciso agradecer.
Aqui nos despedimos. Quando meu filho caçula tinha 15 anos e foi passar um semestre em um colégio interno fora, como parte do seu aprendizado de vida, eu dei a ele alguns conselhos. Pai gosta de dar conselho. E como vocês são meus filhos espirituais, peço licença aos pais de vocês para repassá-los textualmente, a cada um, com toda a energia positiva do meu afeto:

(i) Fique vivo;
(ii) Fique inteiro;
(iii) Seja bom caráter;
(iv) Seja educado; e
(v) Aproveite a vida, com alegria e leveza.

Vão em paz. Sejam abençoados. Façam o mundo melhor. E lembrem-se da advertência inspirada de Disraeli: "A vida é muito curta para ser pequena".


Fonte: http://paginadoenock.com.br/ha-poucos-dias-o-ministro-do-supremo-tribunal-federal-luis-roberto-barroso-foi-patrono-da-turma-de-direito-da-uerj-de-2014-da-qual-tinha-sido-professor-seu-discurso-virou-hit-na-internet-com-mais/

domingo, 26 de abril de 2015

A mais nova Miss Recife é representante do bairro de Casa Amarela - Paula Brandão!!!


A mais nova Miss Recife é representante do bairro de Casa Amarela - Paula Brandão!!!
 

Um close na mais nova Miss Recife - Paula Brandão


  Sob a batuta da MP Produções, o Concurso do Miss Recife 2015 trás para o público um evento de muito glamour, recheado de elegância e beleza, expostos na passarela dos sonhos das participantes, bem como dos seus familiares que, da plateia, torciam e se agitavam a cada entrada das candidatas. 
Neste ano a vencedora foi a belíssima jovem do bairro de Casa Amarela - Paula Brandão.
A jovem de 24 anos foi coroada por Mayra Menezes a Miss Recife 2011. 


A representante do bairro de Casa Amarela, vencedora do Miss Recife 2015, Paula Brandão
 
 As top 12 do Miss Recife - 2015
Jurados escolheram as candidatas que ficaram no Top 12 do Miss Recife Líbia Florentino/LeiaJáImagens
   

Após o desfile com traje de banho, os apresentadores do concurso, Beto Café e Walesca Andrade, revelaram para o público presente a candidata que foi eleita Miss Simpatia pelas próprias concorrentes. A faixa de Miss Simpatia foi entregue pelo Mister Pernambuco 2015, Felipe Zoob. A Miss Pina, Marina Marino, ficou com o título. 
Miss elegância foi entregue pela Blogueira e jurada Aline Fraga. O júri avaliou o porte das candidatas durante o desfile de gala, optando pela Miss Espinheiro, Étila Santiago, como a que melhor representa a elegância.
A equipe de fotografia escolheu a Miss Fotogenia. A escolhida foi Poliana Alencar, a Miss Rosarinho, que recebeu a faixa das mãos da blogueira e Jurada Aline Fraga.
Cerca de 400 mil votos na enquete promovida pelo Portal Leiajá elegeram a Miss Popularidade. A candidata Priscila Lacerda recebeu a faixa das mãos editor geral do portal, Eduardo Cavalcanti. Durante a entrega do Prêmio, ele comentou que o hotsite especial do concurso recebeu quase meio milhão de visualizações.

Conheça as candidatas eleitas no Top 12 do Miss Recife:

Miss Poço da Panela – Priscila Lacerda
Miss Casa Amarela – Paula Brandão
Miss Boa Viagem – Brenda Arruda
Miss Pina – Marina Marino
Miss Iputinga – Carolina Marques
Miss Espinheiro – Etila Santiago
Miss Madalena – Lais Veríssimo
Miss Rosarinho – Poliana Alencar
Miss Parnamirim -  Ana Bernardo
Miss Aflitos – Karen Monte
Miss Apipucos – Roberta Xavier
Miss Cidade Universitária – Flavianne Estrela

 

 Definidas as 6 finalistas do 
Miss Recife 2015


As candidatas eleitas no Top 12 desfilaram mais uma vez. Enquanto as meninas retornavam à passarela, o currículo de cada concorrente era apresentado ao público.


Em entrevista ao Portal LeiaJá, os modelos internacionais Luana Mourato e Arthur Sales, que compõem o Júri, comentaram os critérios que utilizaram na escolha das suas favoritas. “A elegância da candidata na passarela é um diferencial. O sorriso também é um destaque que causa impacto imediato”, afirmou Arthur Sales.


Beleza é fundamental num concurso de Miss, pois elas podem a vir a representar o Estado e até o país. Além desse requisito importante, a confiança que as candidatas passam durante o desfile será um bônus na hora da escolha”, comentou Luana Mourato.


Antes do anúncio das finalistas, uma apresentação especial do corpo de balé e pelas próprias finalistas, já trajando os maiôs exclusivos, elaborados pela estilista Valéria Martins.


Os Jurados tiveram mais uma oportunidade de avaliar as postulantes à coroa detalhadamente e elegeram as seguintes candidatas para a última etapa antes do anúncio da grande vencedora:





Miss Rosarinho – Poliana Alencar


Miss Apipucos – Roberta Xavier


Miss Casa Amarela – Paula Brandão


Miss Espinheiro – Etila Santiago


Miss Aflitos – Karen Monte


Miss Boa Viagem – Brenda Arruda



Após o certame, os organizadores do evento, todos regojizados com o espetáculo de primeira grandeza, organizado pela MP produções, saíram satisfeitos com mais este empreendimento em que os destaques foram, além da beleza da mulher recifense, a inteligência, o carisma e o brilhantismo com que todos apresentaram neste concurso.
Parabéns estão os parceiros que, direta ou indiretamente, contribuíram para que o Miss Recife 2015 transcorresse na mais perfeita harmonia, e que por isso, foi um sucesso de todos!!!


FONTE: http://www.leiaja.com/

sábado, 25 de abril de 2015

CAMPANHA DOS ESCRITORES PALMARENSES VISA A AQUISIÇÃO DAS RUÍNAS DA CASA ONDE VIVEU O NOSSO POETA ASCENSO FERREIRA, PARA SEDE DA ACADEMIA PALMARENSE DE LETRAS - APL!!!

EXTRA! EXTRA! EXTRA!


CAMPANHA DOS ESCRITORES PALMARENSES VISA A AQUISIÇÃO DAS RUÍNAS DA CASA ONDE VIVEU O NOSSO POETA ASCENSO FERREIRA, PARA SEDE DA ACADEMIA PALMARENSE 
DE LETRAS - APL!!!

A CASA FICA NA RUA VISCONDE DO RIO BRANCO, Nº 1528 EM FRENTE AO PRÉDIO DA MAÇONARIA.

EXISTE A POSSIBILIDADE REAL DOS VEREADORES, POR INTERVENÇÃO DE UM PROJETO DE LEI, PARA QUE AQUELE ESPAÇO SEJA ADQUIRIDO PELA PREFEITURA, BASTA A BOA VONTADE E O EMPENHO DOS LEGISLADORES DESTA CIDADE EM SE ARTICULAREM JUNTO À PREFEITURA DOS PALMARES, POR INTERMÉDIO DA FUNDAÇÃO CASA DE CULTURA HERMÍLO BORBA FILHO.

ALI PODERÁ SER A SEDE DA NOSSA ACADEMIA PALMARENSE DE LETRAS, COM TODOS OS LOUVORES QUE A NOSSA CULTURA PALMARENSE MERECE!!!

COMPARTILHEM ESTE POST PARA A ESTA CAMPANHA SE AVOLUME E GANHE MAIS ESPAÇOS NA MÍDIAS

PESSOAL, NA MORAL!!!

NO DOMINGO DO DIA 19 DA MAIO DE 2013, NO MEU BLOG, EU JÁ HAVIA DENUNCIADO A CONDIÇÃO DE DESTRUIÇÃO PELA QUAL SE ENCONTRA A ANTIGA CASA DO NOSSO POETA PALMARENSE ASCENSO FERREIRA.

A MATÉRIA FOI ASSUNTO DOS PRINCIPAIS SÍTIOS DA NET POR ESTE BRASIL AFORA. MAS AS AUTORIDADES MUNICIPAIS E ESTADUAIS NADA FIZERAM.

RESULTADO - AGORA A CASA JÁ FOI PARCIALMENTE DEMOLIDA. NÃO TEM MAIS O TETO NEM AS PAREDES LATERAIS. SOBROU SOMENTE UM PEDAÇO DA SALA PRINCIPAL E A FACHADA DA FRENTE QUE DÁ PARA A RUA VISCONDE DO RIO BRANCO – ANTIGA RUA NOVA.

CONVERSEI PESSOALMENTE COM O ATUAL PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL, QUE SE MOSTROU SOLÍCITO PARA VENDER AQUELE ESPAÇO DE TAMANHA IMPORTÂNCIA HISTÓRICA PARA A CIDADE DOS PALMARES. MAS, SEGUNDO ELE MESMO, O PREÇO OFERECIDO POR QUEM SE PROPÔS A COMPRAR, NÃO O AGRADOU.

ESTA COMPANHA QUE OS ARTISTAS ESCRITORES ESTÃO FAZENDO PARA TENTAREM SALVAR A CASA DO ASCENSO É MUITÍSSIMO IMPORTANTE PARA A PRESERVAÇÃO DAQUELE ESPAÇO, QUE PODERÁ SERVIR ATÉ, COMO O PRÉDIO DA ACADEMIA PALMARENSE DE LETRAS!!!

COM A PALAVRA OS SENHORES VEREADORES E O PREFEITO DA CIDADE, PARA SE JUNTAREM A ESTE CORDÃO CULTURAL DE RESGATE À MEMÓRIA DO NOSSO POETA ASCENSO FERREIRA!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O "TODOS POR PERNAMBUCO" CHEGOU À MATA SUL!!!





O "TODOS POR PERNAMBUCO" CHEGOU À MATA SUL!!!

AGORA CHEGOU A HORA DOS PALMARENSES, ÁGUAPRETANOS, NABUQUENSES E CATENDENSES PARTICIPAREM DESSE SEMINÁRIO COM A PRESENÇA GOVERNADOR PAULO CÂMARA, NA CIDADE DOS PALMARES, TIDA COMO POLO DA MATA SUL.


MUITA GENTE ESPERNEIA, GRITA E FAZ O ESCAMBAU RECLAMANDO DOS VEREADORES, DO PREFEITO E ETC.. MAS SOMENTE FICA NESSA LADAINHA E NÃO PASSA DISSO!!!
AGORA, QUERO SOMENTE VER A PARTICIPAÇÃO DOS QUE FAZEM PARTE DA SITUAÇÃO E DA OPOSIÇÃO AO ATUAL PREFEITO, SE VÃO PARTICIPAR DO EVENTO QUE SERÁ MUITO IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO DA MATA SUL, QUE NUNCA, EM TODA A SUA HISTÓRIA, ACONTECEU.
A PRESENÇA DO GOVERNADOR E DOS SEUS SECRETÁRIOS DEVERÁ SERVIR PARA IMPLANTAR UM PLANO DE DESENVOLVIMENTO PARA A NOSSA REGIÃO.
POR ESSE MOTIVO, TODOS OS SEGMENTOS DA SOCIEDADE DEVEM ESTAR LÁ, POIS ACONTECERÃO PALESTRAS TEMÁTICAS EM VÁRIAS SALAS, ONDE SE PODERÃO DISCUTIR E PARTICIPAR, PESSOALMENTE, DO PLANEJAMENTO DESENVOLVIMENTISTA NAS ÁREAS DA:

1º – CIDADANIA;
2º – ECONOMIA, SUSTENTABILIDADE E E INOVAÇÃO;
3º – SAÚDE;
4º – DESENVOLVIMENTO RURAL;
5º – INFRA-ESTRUTURA, HABITAÇÃO E MOBILIDADE URBANA;
6º – EDUCAÇÃO E CULTURA;
7º – ÁGUA;
8º – SEGURANÇA.

Estarão presentes os deputados estaduais e federais que foram muito bem votados na nossa região

SÃO OITO TEMAS A SEREM DISCUTIDOS ABORDANDO-SE AS SUAS PRIORIDADES PARA A NOSSA REGIÃO.
LEMBRANDO QUE O EVENTO VISA NÃO SOMENTE O DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DOS PALMARES, MAS TODAS AS CIDADES DA REGIÃO MATA SUL PERNAMBUCANA, QUE HÁ VÁRIAS DÉCADAS ESTÁ AO DEUS-DARÁ, MESMO TENDO NAS CÂMARAS ESTADUAL, FEDERAL E NO SENADO, SEUS REPRESENTANTES, QUE POR SINAL, FORAM MUITO BEM VOTADOS POR AQUI.
A presença do governador Paulo Câmara é aguardada com muita ansiedade pelos palmarenses, haja vista que ele foi o mais votado em nossa cidade dos Palmares

ESPERA-SE QUE PARTICIPEM DESSE MOVIMENTO “TODOS POR PERNAMBUCO”, ESTUDANTES, PROFESSORES, POLICIAIS, EMPRESÁRIOS, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS, BEM COMO OS GRUPOS DOS VÁRIOS MOVIMENTOS SOCIAIS.
SE VOCÊS NÃO FOREM, NÃO PODERÃO RECLAMAR DEPOIS DA SITUAÇÃO DE POBREZA E MISÉRIA, PELA QUAL VIVE A MATA SUL DE PERNAMBUCO!!!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Paralelismo semântico

 


Paralelismo semântico

Quando se coordenam palavras, é importante que elas pertençam à mesma área de significação. Caso isso não ocorra, pode haver uma ruptura do paralelismo. Esse tipo de quebra produz muitas vezes correspondências indevidas, como neste exemplo:

“A diferença entre o IDH dos países pobres e os países ricos é resultado sobretudo da educação.”

O aluno se propõe a estabelecer o contraste entre dois IDH´s (Índices de Desenvolvimento Humano). Para isso inicia um processo coordenativo em que o primeiro termo é a sigla seguida de um adjunto adnominal.  Espera-se que no segundo ele mantenha o mesmo padrão, falando do IDH dos países ricos. Como isso não ocorre, o resultado é um confronto entre elementos heterogêneos. Não se pode comparar um índice com um país.

Outro exemplo aparece nesta passagem de uma redação sobre os desafios de quem chega à cidade grande:

“Armadilhas, tentações, interesseiros irão lhe acompanhar aonde você queira ir.”

Embora os três núcleos do sujeito estejam representados por substantivos (ou seja, não há quebra do paralelismo morfossintático), é visível a ruptura produzida pelo terceiro. Os dois primeiros são genéricos, remetem às ações, enquanto que o último designa o agente. Para haver harmonia semântica, o aluno deveria ter escrito “interesses” em vez de “interesseiros”.

Exemplo semelhante ocorre neste outro trecho:

“A partir de então, na empresa, foi vítima do ciúme, do ressentimento, dos agressores que a invejavam.”

Se o redator inicia a sequência de complementos com “ciúme” e “ressentimento”, é natural que a feche com uma palavra do mesmo nível semântico. Escrevendo, por exemplo, “da agressividade dos que a invejavam”.

Às vezes a ruptura é discreta, mas nem por isso deixa de comprometer a unidade do período. Muitos talvez não percebam que ela ocorre no exemplo abaixo:

“O dinamismo econômico dita a capacitação profissional e os serviços mais qualificados.”

Mas ocorre, sim. A frase ficaria mais harmoniosa caso os dois complementos fossem da mesma natureza, o que se obtém com uma pequena inversão dos termos que formam o segundo objeto direto: “O dinamismo econômico dita a capacitação profissional e a maior qualificação dos serviços.”

A quebra do paralelismo pode ter caráter estilístico, como nesta famosa passagem de Machado de Assis:
A menção ao dinheiro surpreende o leitor, que espera a continuidade da indicação temporal. Ao coordenar informações que não têm relação uma com a outra, o narrador enfatiza que a moça não esteve com ele por amor; agiu por interesse. Outro seria o efeito se essa confissão aparecesse em outro contexto. Seria uma referência crítica e talvez nostálgica, mas a que faltaria a nota irônica.

Chico Viana é professor de português e redação. www.chicoviana.com

Qual a sua OPINIÃO sobre adoção de crianças por casais homo afetivos!?


PESSOAL, NA MORAL!!!

Qual a sua OPINIÃO sobre adoção de crianças por casais 
homo afetivos!?

A pergunta é muito reflexiva, haja vista que cada um tem sua concepção em relação esse assunto tão polêmico. Uns são a favor, outros são contra. E isto é bom porque nos impele à um debate e exposições esclarecedores.

Eu particularmente quero somente trazê-los à uma reflexão acerca do assunto, abordando-o com outros questionamentos e, posteriormente, as minha considerações:

Observem:

1º – uma criança que vive num orfanato, onde lhe são oferecidas péssimas condições estruturais, tais como: falta de uma educação prometida; falta de saúde; convivência psicológica sadia; sem carinho e sem amor;

2º – uma criança que vive nas ruas (e eu já vivi) sem pai nem mãe, e sem o aconchego de uma família ou, de pessoas que pudessem ajudá-lo na sua formação pessoal;

3º - uma criança que vive num covil de “pais-lobo-mau”, onde a criança sofre todo o azar de maus-tratos, tais como: estupro, espancamentos, falta de alimentação, educação e amor, saúde e segurança dentro da própria casa, etc., etc., etc....;

Vocês não acham que qualquer lugar do mundo, em que se tenha amor, carinho, segurança, saúde, paz espiritual e conforto não seria melhor do que as opções elencadas acima?

Então minha gente, assim como não nos importa a religião, porque o que vale é a fé. Assim também não importa onde uma criança viva, porque o que importa é que essa criança viva bem. Se ela viver num “lar” onde reina harmonia e amor, não nos deve interessar que a cria, se homossexual ou heterossexual. O que vale é a proteção da criança.

E nós todos temos visto vários casos de pessoas criadas por héteros, como os da família Nardoni, Suzanne e tantos outros que tiveram fins terríveis.

Para mim, particularmente que vivi nas ruas, se eu tivesse sido adotado, seja lá por quem fosse, e tivesse sido oferecido a mim um lar de conforto, educação e amor, certamente eu não teria passado por situações tão humilhantemente constrangedoras pelas quais já passei.

Vocês que discordam, na minha singela opinião, não devem julgar se fulano ou beltrano é ou foi criado por um par homossexual, sabem o porquê?

Porque família, minha gente, é aquela que cria e de dá amor incondicional, sem esperar nada em troca. E todas as pessoas têm essa capacidade – a de dar amor.

Por isso é que eu viajo em “Mahatma Gandhi” quando ele disse: “O amor é a força mais poderosa do universo, e quando um único homem atingir a plenitude do amor, conseguirá neutralizar o ódio de milhões!

Paz profunda para todos!!!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O vazio do nada a perder


O vazio do nada a perder



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Ele não tinha grandes convicções, mas tinha muitas simpatias por tudo que desestruturava: do jeito diferente do corte de cabelo até opções sexuais.
Aparentemente, era um cara aberto para o novo – e, julgava assim, portanto, mais inteligente.
Entretanto, no fundo, seu coração era tão confuso quanto um novato em numa nova experiência. No fundo, não se apegava a nada, nem às bandeiras que ele mesmo defendia. 
Sua busca deveria ser mais profunda – ele necessitava disso, mas a verdade é que não tinha coragem de ir até o fim nesta caminhada existencial. Não tinha coragem de encarar suas próprias carências. Contentava-se então com “migalhas” que a sociedade lhe dava, como os “Pombos na praça” de Raul Seixas.
O tempo foi passando e ele já não queria sair de casa, a não ser para sua obrigação diária do emprego que há tempos já não o animava nem o desafiava. Uma ocupação mecânica que no início era até ideal: ele trabalhava sem precisar pensar muito durante a semana, e aproveitava o fim de semana para divertir-se. Aliás, não tem coisa melhor para mascarar nosso vazio do que a diversão, não é?
Pois bem, o tempo passou mesmo. Nosso personagem, que já não tinha grandes convicções, também já não possuía muitas simpatias. Tornou-se um burocrático (no pior sentido da palavra). Posava de intelectual, mas não passava de um adulto necessitado de uma inocência perdida.
Nosso personagem nunca descobriu que sua vida era uma contradição trágica: a liberdade que havia conquistado não o ajudou e ser mais gente nem o fez mais maduro. Tornou-se mais culto, porém pouco sábio. Ainda hoje, suspeita que os colegas de trabalho conspiram contra ele. Ainda hoje pensa que é possível ganhar a vida transformando-se em alguém que não existe.
Coitado do nosso personagem! Vive como se não tivesse nada a perder. Mas mal sabe ele que já perdeu quase tudo!!!