domingo, 18 de fevereiro de 2018

O POBRE DE DIREITA É UM FIGURANTE DE BURGUÊS

 

O POBRE DE DIREITA É UM FIGURANTE DE BURGUÊS
*José Menezes Gomes

Ele é contra os direitos trabalhistas pois espera um dia ter capital e propriedade para ser um explorador da força de trabalho dos outros. Ele é contra os direitos sociais, pois acha que isto reduzirá os seus lucros futuros, quando ele for capitalista e puder explorar os trabalhadores, sendo que ele é trabalhador mas não se reconhece como tal. Ele é contra o Estado pois acha que quando ele tiver capital e propriedades não vai querer que o Estado estabeleça limites ao seu desejo de ficar rico explorando os trabalhadores.

O pobre de direita é o produto melhor elaborado pelos mecanismos de produção de ideologia burguesa para a defesa dos burgueses que têm capital, que têm propriedade e que estão na gestão do Estado para não pagar impostos, para receber subsídios e incentivos fiscais, para ganhar dinheiro comprando títulos da dívida pública e terem o controle dos meios de comunicação de forma a propor o mundo dos ricos como o objeto a ser defendido, mesmo que a riqueza da burguesia seja fruto da exploração, também dos pobres de direita. Ele passa a vida toda sonhando ser burguês, mas sem capital e propriedade e sendo explorado.

Entretanto, ele é muito útil para a burguesia, pois já que não tem nem capital, nem propriedade ele se torna o cão de guarda da classe que um dia sonha ser. Sendo assim, ele vai para as ruas defender o capitalismo e vê nos trabalhadores esclarecidos e organizados os seus inimigos de classe. O pobre de direita além de ser um figurante de burguês é terreno fértil para o fascismo.

Portanto, o pobre de direita é um figurante de Burguês que no momento de crise do capitalismo se comporta como um pitbull da burguesia na defesa de um governo de conteúdo fascista.

Como o pobre de direita tenta ser o espelho dos valores que ele acha que a burguesia tem, passa a ser machista, racista, homofóbico, etc. Ele acaba sendo o portador dos principais preconceitos que a burguesia gerou e perpetuou como parte do seu sistema de dominação, porque precisa no racismo para pagar bem menos aos trabalhadores afrodescendentes. Ser machistas por que os salários das mulheres é bem menor que os salários dos homens. Enfim, ele nega sua origem social e tenta ser o que não é, pois se trata de um trabalhador sem consciência de classe. Por isso se endivida para ter uma imagem diferente do que seu real poder de compra permite. São chamados de emergentes porque querem negar sua classe assumindo a aparência de burguês.

Ele come sardinha e arrota caviar, enquanto late sempre mais alto para mostrar à burguesia que está protegendo a propriedade do burguês, enquanto dorme fora da mansão que sonha um dia ser sua. Ao envelhecer não vai ter emprego e muito menos vai poder pagar um plano de saúde.

Desta forma vai precisar de proteção social, porém passou a vida toda defendendo que bastava deixar a mão invisível agir, que o egoísmo sendo potencializado se chegaria ao bem-estar coletivo, onde todos teriam chance de um dia ser rico, bastando apenas seu esforço individual e sua capacidade de assumir riscos. O pobre de direita é um figurante de Burguês que late como pitbull.

*José Menezes Gomes
Professor do curso de economia de Santana e do Mestrado em Serviço Social da UFAL
Integrante da Rede de Cátedras sobre a Divida Pública.

FONTE: https://hebdolatino.ch/br/portugues-br/38-noticias-do-brasil/5674-o-pobre-de-direita-e-um-figurante-de-burgues.html em defesa da burguesia e se cala sobre sua própria exploração.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO: O MEDO DO MORRO TRAZ DE VOLTA OS GENERAIS por: Guilherme Coutinho*

INTERVENÇÃO: O MEDO DO MORRO TRAZ DE VOLTA OS GENERAIS
por: Guilherme Coutinho*


O morro ameaçou descer e os generais assumiram o controle da segurança pública do Rio de Janeiro. Utilizando-se de uma das medidas mais drásticas existentes no ordenamento jurídico brasileiro, a intervenção federal, Michel Temer colocou as Forças Armadas no comando das polícias (civil e militar), além do Corpo de Bombeiros do estado fluminense. O aumento da violência durante os dias de carnaval –infelizmente, recorrente como ressaca em quarta-feira de cinzas – não justificaria ato tão extremo, sobretudo após o término da folia. Nem mesmo momentos delicados como copa do mundo, olimpíadas, chacinas de crianças e guerra de traficantes mereceram ato tão extremo. Mas a ameaça da descida do morro para participação política amedrontou o governo golpista: os generais estão de volta.





O decreto de intervenção, competência da Presidência da República, tem validade imediata e deverá ser submetido ao Congresso Nacional em 24 horas para a deliberação, em sessão conjunta. O Presidente do Congresso, Eunício Oliveira, já sinalizou que convocará a sessão de deputados e senadores e que não deve haver impedimentos políticos para a aprovação da medida. Na prática, o Rio de Janeiro terá dois governadores, um civil e um militar: Luiz Fernando Pezão e o General Braga Neto, interventor escolhido por Temer para ser o braço forte do Estado no Palácio da Guanabara. Uma nova etapa do golpe acaba de começar.



A verdadeira motivação para intervenção, não foram os assaltos durante o reinado de momo, mas, sim, o medo de uma possível comoção social vindoura que pode abalar, de baixo para cima, as estruturas da República. A faixa na entrada da Rocinha, que motivou mais faixas em outras comunidades cariocas, prometendo descer em caso de prisão de Lula, mostrou a força do povo que, se unido, é uma fortaleza inabalável. Um outro indício sintomático de tenção revolucionária foi um saque a um supermercado que não foi impedido pela polícia, afinal ninguém deve mesmo ser impedido de comer.

Militares são treinados para guerra e não para tempos de paz, e é para isso que o governo parece estar se preparando. O morro ameaçou descer, o povo ameaçou reivindicar seus direitos e a repressão militar voltou em um piscar de olhos. A situação da autoridade desmedida do governo golpista e do Poder Judiciário pode ter chegado a um extremo que a população não mais aceitará. Michel Temer pode ter pensado em reprimir uma revolução popular, de forma preventiva, demonstrando o medo legítimo que os governos ilegítimos devem ter de seu povo. E que as classes menos favorecidas (as mais prejudicadas pelas reformas golpistas) entendam de uma vez seu poder sobre os rumos da nação.



*Guilherme Couto é Jornalista e Especialista em Direito Público. Também é autor do blog: Nitroglicerina Política
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/guilhermecoutinho/342447/Interven%C3%A7%C3%A3o-o-medo-do-morro-traz-de-volta-os-generais.htm

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CONSELHO DO EXÉRCITO PEDIU A EXPULSÃO DE BOLSONARO POR PLANEJAR ATO TERRORISTA!

 
CONSELHO DO EXÉRCITO PEDIU A EXPULSÃO DE BOLSONARO POR PLANEJAR ATO TERRORISTA!

Nenhum inquérito é mais preocupante para as pretensões políticas de Jair Bolsonaro que o julgamento no dia 16 de junho de 1988 no Superior Tribunal Militar (STM). No inquérito, o hoje parlamentar foi acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército. Em entrevista à revista Veja, o militar fez comentários nada amigáveis ao governo federal.


Bolsonaro também planejou ações terroristas. Seu intuito era explodir bombas em quartéis do Exército e outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército.O site Diário do Centro do Mundo teve acesso ao relatório secreto do Centro de Inteligência do Exército (CIE), nº 394, de 1990, com 96 páginas.



“Punido por ter elaborado e feito publicar, em uma revista semanal, de tiragem nacional, sem conhecimento e autorização de seus superiores, artigo em que tece comentários sobre a política de remuneração do pessoal civil e militar da União: ter abordado aspectos da política econômica e financeira fora de sua esfera de atribuição e sem possuir um nível de conhecimento global que lhe facultasse a correta análise; por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina; por ter censurado a política governamental; por ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da OM (Organização Militar) e da Força e por ter contribuído para prejudicar o excelente conceito da tropa paraquedista no âmbito do Exército e da Nação (NR 63, 65, 66, 68 e 106 do anexo I, com agravantes do NR 2 e letra “C” NR 6 do artigo 18, tudo do RDE, fica preso por 15 (quinze) dias”.

O grave ato de indisciplina foi punido com apenas 15 dias de cadeia para o então capitão do Exército. No entanto, o Superior Tribunal Militar, por 9 votos a 4, considerou Bolsonaro inocente, mesmo depois do oficial ter sido excluído do quadro da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), e também de o Conselho ter considerado que as explicações dadas não serem satisfatórias.

Por unanimidade, o Conselho de Justificação do Exército considerou, em 19 de abril de 1988, que Bolsonaro era culpado e que fosse “declarada sua incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e patente, nos termos do artigo 16, inciso I da lei nº 5836/72”.

Em 1988, o general Sérgio de Ari Pires, ministro do STM, relator do processo contra Bolsonaro, concordou com o parecer do Conselho de Justificação e considerou o então capitão “não justificado”, ou seja, culpado. No dia 16 de junho de 1988, o STM realizou reunião para julgar Bolsonaro e o inocentou. Ato diametralmente oposto ao que acontecia dentro do mesmo Tribunal quando do julgamento de ações envolvendo qualquer cidadão acusado de ser contra o regime militar; mesmo que essa pessoa tenha apenas escrito uma carta endereçada a seus colegas de profissão.

Apesar de ferir dois sustentáculos básicos da carreira militar, a disciplina e a hierarquia, e de ter sido punido inicialmente com 15 dias de prisão, Bolsonaro só ganhou reconhecimento desde então. Na sua justificativa ao STM, ele disse que a matéria tinha como objetivo fazer vender a revista com publicação sobre assunto sensacionalista, e que não havia falado com a repórter.

Anos depois desse episódio sobre os planos terroristas de Bolsonaro no STM, o próprio disse à imprensa que todo esse imbróglio jurídico interno da caserna apenas o ajudou a ganhar fama e se eleger. “Eu nem pensava em entrar na política, mas isso me ajudou porque fiquei conhecido e então eu fui eleito no ano seguinte”, declarou para a imprensa em 2014. No ano de 1988, Bolsonaro foi eleito vereador no Rio de Janeiro com 11 062 votos, quando passou para a reserva não remunerada da corporação.


Fonte: www.parlamentopb.com.br/mobile/noticia.php?id=64700







segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O PRECONCEITO E O RACISMO SÃO MESMO ATESTADOS DE BURRICE! (Gleidistone Antunes)


Oprah Winfrey

O PRECONCEITO E O RACISMO SÃO MESMO ATESTADOS DE BURRICE!


Nos meus mais de 50 anos tenho visto um monte de gente que, infelizmente, age com preconceito e racismo quando o assunto é a mulher.


Muitos ainda, em pleno século XXI, pensam que mulher é objeto de descarte ou um simples depósito de esperma (se bem que algumas comportam-se assim, embora sejam uma parcela mínima da classe feminina).


Se a mulher é negra, pior ainda. Tem gente que a trata com racismo, um problema vil que acomete as pessoas mais baixas e moralmente duvidosas.


Mas (como sempre temos essa conjunção adversativa, graças a Deus), há mulheres como se diz no Nordeste: "de cabelo nas ventas". Valentes guerreiras que não se deixam levar pelos derrotistas de plantão, que estão sempre querendo coloca-las para baixo. No entanto, por mais que as desvalorizem, elas (negras) não se deixam abater e isto é uma maravilha. 


E é neste contexto que assisti a um vídeo de umas dessas apresentações nos Estados Unidos em que houve a entrega do prêmio Globo de Ouro, que fiquei orgulhoso de uma negra linda, inteligente e apresentadora de TV lá nos States. Seu nome é Oprah Winfrey. O vídeo abaixo nos evidencia, nas entrelinhas, que o preconceito e o racismo são mesmo atestados de burrice!


Assistam ao vídeo e escutem que discurso moderno, político e extremamente consciente:


Clik aqui e assistam ao vídeo:

sábado, 10 de fevereiro de 2018

DERY NASCIMENTO, O ADEUS A UM GRANDE HOMEM - Gleidistone Antunes

DERY NASCIMENTO, O ADEUS A UM GRANDE HOMEM

A nossa cidade dos Palmares acaba de perder (09/02) um nosso filho ilustre no universo da música genuinamente brasileira (e ele se orgulhava disso).

Trata-se de Dery Nascimento, compositor, musicista e multi-instrumentista, arranjador, editor do jornal Metrô News (São Paulo), blogueiro, diretor artístico do Programa Planeta MPB - Rádio Brasil Atual FM 98.9, crítico e produtor cultural de várias bandas e artistas já consagrados, tais como: Milton Nascimento, MPB 4, 14 Bis, Quinteto Violado, além de nomes desconhecidos, que procuravam seu lugar ao sol, no meio musical.

Dery Nascimento nasceu em 30 de julho de 1968, na cidade dos Palmares-PE. Era morador do Bairro de Santo Antônio, na Rua Dr. Antônio Caetano da Costa lima nº 127. Foi músico da Banda XV de Novembro e da Orquestra Azes do Frevo, ambas sob a regência do maestro Maurício Malafaia, em meados dos anos 80.

Em janeiro de 1986, com 18 anos, vai em busca dos seus sonhos, na cidade de São Paulo, embora tenha tido a necessidade de voltar no ano seguinte, por conta de contratos a cumprir.

Em São Paulo, enturma-se com vários músicos. Concomitantemente, faz faculdade de Biologia na Universidade de Guarulhos, tendo, posteriormente passado em Concurso Público para professor. Mas, como ele mesmo me confidenciou, não poderia deixar a música, haja vista que ela fazia parte da sua vida, literalmente. Formou-se, também, pela Universidade Livre de Música ULM, aprimorando-se em piano, instrumentos de sopro e instrumentos de cordas.

Elaborou vários Projetos Musicais, a dirigi-los e a produzir nomes já consagrados pelo público brasileiro.

Com a perda desse grande nome dos Palmares - Dery Nascimento, embora desconhecido dos jovens de hoje e, talvez esquecido por adultos de ontem, fica uma grande lacuna para a história dessa terra que, infelizmente, expulsa seus grandes talentos que têm de alçar voos na busca pelos seus objetivos.

Que Deus o tenha!


Em apresentação com a Banda XV de Novembro, ano 1985
Em foto dos anos 80
Em apresentação com o Coral Marconi - Guarulhos, SP
Com os amigos do Programa Planeta MPB


sábado, 3 de fevereiro de 2018

FERNANDO BEZERRA COELHO E RAUL HENRI, NO MESMO EVENTO EM PERNAMBUCO, NÃO ESCONDEM SUAS DIFERENÇAS! (Gleidistone Antunes)


FERNANDO BEZERRA COELHO E RAUL HENRI, NO MESMO EVENTO EM PERNAMBUCO, NÃO ESCONDEM SUAS DIFERENÇAS!
(Gleidistone Antunes)

Em obra realizada por Lula e continuada por Dilma, Michel Temer e seus aliados, com discursos inflamados, tomam para si a autoria e a importância da transposição do São Francisco!

Mas o que não se pode deixar de notar foi a aparente situação de divergência entre o citado na Lava-jato, Fernando Bezerra Coelho e o governador em exercício Raul Henri, ambos do PMDB, ficou latente durante a cerimônia de entrega da estação EBI-2 do Eixo Norte, do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão pernambucano.

Os dois dividiram o palanque com o presidente Michel Temer (PMDB) que comanda o evento. Depois de discursar e salientar que sempre defenderá o legado de Temer no Estado, o senador cumprimentou todos que estavam no palco, menos Raul Henry que, inclusive, não levantou nem aplaudiu a fala de Fernando Bezerra.
Os dois viraram desafetos políticos depois que o senador ingressou no MDB e deixou claro o desejo de assumir o comando do partido no Estado, atualmente gerido por Raul Henry. Além disso, Bezerra Coelho quer disputar o governo, desfazendo a aliança emedebista com o PSB. O caso foi levado à Justiça por Raul Henry que, no momento, tem uma liminar impedindo a intervenção da nacional.
Antes do evento, Michel Temer chegou a dizer que ia fazer com que os dois se olhassem, ao ser indagado como trataria o imbróglio: “Vou fazer com que se olhem, tem sido a minha atividade”, afirmou o presidente, em entrevista à Rádio Jornal. “Sabe que eu presidi muito tempo o PMDB, que é um partido com muitas divergências, mas sempre conseguia reunificar as pessoas. Tenho certeza que aos poucos as pessoas vão se acertando procurarei fazer o possível para que haja o ajustamento entre eles”, completou.

sábado, 16 de dezembro de 2017

COMO NASCE O AMOR POR UM BEBÊ


 COMO NASCE O AMOR
POR UM BEBÊ



O amor nasce com o acompanhamento no dia a dia, em cada choro, babanho, leitinho, troca de frauda, limpada de cocô e madrugadas sem dormir.

 O amor nasce independente dos laços consanguíneos, da cor da pele, do tipo de cabelo e da aparência. O amor simplesmente nasce com a presença.

 Sejamos, então, mais presentes na vida dos pequeninos seres que nos foram dados para esta nobre missão: a de cuidar, encaminhar na senda da sabedoria, da fraternidade e do amor universal.

 A evidência do amor é o desejo de proteger, de ver feliz e com saúde.

O amor é realmente uma semente que sendo regada, frutifica e dá frutos.

 O amor é esta imagem da vida que se manifesta por intermédio dos primeiros bocejos, na tentativa de se pronunciar as primeiras palavras.

 s frutos desse amor posso chamar de filhos e netos, cuja perpetuação do ser vai além dos genes, do DNA, alcança o infinito estendido no além cósmico da vida, da luz e do próprio amor!



Tony Antunes

Palmares, 16/12/2017