terça-feira, 4 de abril de 2017

Voto em lista fechada: o que é?


Voto em lista fechada: o que é?


Além das diferentes versões de voto distrital que foram sendo propostas para o sistema de votação em 2015, existe uma ideia que vai no sentido contrário. É o voto em lista fechada. Atualmente, escolhemos nossos deputados e vereadores por um sistema proporcional com lista aberta. Ou seja, os votos vão para o partido, mas o eleitor vota no candidato. Assim, a ordem da lista de candidatos eleitos de cada partido é definida depois da votação nas urnas.
 

 
Mas o que é essa lista, afinal?

É simplesmente o conjunto de nomes dos candidatos de um determinado partido para os cargos de senador, deputado federal, estadual e vereador.

Antes das eleições, existem diversas reuniões nos partidos onde são definidos os candidatos de cada partido e as alianças que serão firmadas.

Mantendo o sistema proporcional, o voto em lista fechada acabaria com a votação direta nos candidatos a deputado ou vereador; todos os votos teriam de ser feitos diretamente nos partidos. Funcionaria assim:

  • pouco antes das eleições acontecerem, cada partido faria uma lista de candidatos a deputado ou vereador e a divulgaria, em uma determinada ordem;
  • os primeiros da lista têm prioridade, sendo eleitos antes que os demais;
  • os eleitores, então, teriam que conhecer as listas definidas pelos partidos e decidir em qual lista votar;
  • de acordo com a quantidade de votos recebida, cada partido teria direito a um número proporcional de vagas na Câmara de deputados ou de vereadores.

Portanto, a maior diferença desse sistema para o atual seria que os partidos já definiriam antes das eleições quais candidatos têm prioridade para ser eleitos, dependendo do número de votos que esses partidos receberem.

Lista fechada: contra e a favor

A favor

O voto em lista fechada tem como vantagens fazer com que o eleitor tenha uma melhor noção de quem poderá ser eleito com o seu voto, o que não acontece hoje com o voto em lista aberta.

Outra vantagem é diminuir o personalismo da política, dando mais espaço para os partidos apresentarem as ideias e os projetos que eles defendem. Além disso, as campanhas eleitorais tenderiam a ficar mais baratas, porque não adiantaria dedicar tempo de TV e outros recursos individualmente para cada candidato, sendo essa campanha centralizada no partido.

Contra

Por outro lado, o sistema de voto em lista fechada também tem seu lado negativo. Muitos eleitores poderiam votar em uma lista por causa da presença de um candidato, mas dependendo da posição dele na lista e da quantidade dos votos obtida pelo partido, esse candidato poderia não ser eleito. A opinião pessoal dos candidatos sobre diversos assuntos passaria a ter menos peso e o partido teria mais facilidade para coagir seus candidatos a tomar decisões contra a sua vontade.

Outro problema seria que, como a definição das listas seria feita dentro dos partidos (ou mesmo só pela liderança desses partidos), os eleitores teriam menos poder para escolher quem será eleito.

Para terminar as críticas, em alguns estados que elegem muitos deputados, as listas dos partidos seriam enormes, o que dificultaria o entendimento do eleitor sobre quem ele pode eleger com seu voto.

Por que a lista fechada pode ser aprovada em 2017?

Em 2015, o voto em lista fechada mal chegou a ser considerado como opção para o sistema eleitoral na proposta de reforma política. Na época, outros sistemas foram cogitados, como o distritão e o distrital misto. No fim das contas, nada mudou e os candidatos a vereador nas eleições de 2016 disputaram as vagas pelo sistema proporcional.

Mas, em março de 2017, a proposta da lista fechada ganhou força no Congresso, muitos dos quais foram contrários à lista fechada dois anos antes. Por quê? A avaliação de muitos especialistas é que a medida teria relação com os desgastes causados na imagem de deputados e senadores por conta da Operação Lava Jato. Esse desgaste pode significar a derrota de muitos dos atuais deputados nas eleições de 2018 (os senadores se elegem pelo sistema majoritário).

E o que a lista fechada tem a ver com isso? A proposta que está tramitando no Congresso incluiria um dispositivo que coloca automaticamente todos os atuais deputados no topo das listas dos partidos ou coligações. Como o eleitor passaria a votar apenas no partido, os candidatos passariam a ter um meio de “se esconder” dos eleitores. Os mais desatentos não saberiam se estão elegendo parlamentares investigados na Justiça.

E você, o que acha da proposta do voto em lista fechada? Deixe sua opinião!

Referências: Bruno André Blume, Bacharel em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor de conteúdo do portal Politize!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Reforma da Previdência ignora R$ 426 bilhões devidos por empresas ao INSS e governo Temer que o povo pague o “pato”

Fraudadoras violam a livre concorrência e prejudicam empresas do mesmo ramo que não são devedoras ao INSS
 
Reforma da Previdência ignora R$ 426 bilhões devidos por empresas ao INSS e governo Temer que o povo pague o “pato”

por Ana Magalhães publicado 06/03/2017 11h14, última modificação 06/03/2017 11h31



Dívida é o triplo do déficit anual calculado pelo governo. Entre as devedoras, estão as maiores empresas do país, como Bradesco, Caixa, Marfrig, JBS e Vale



Repórter Brasil – Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS. O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer.
O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que o problema da inadimplência e do não repasse das contribuições previdenciárias ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas (na reforma)”, afirma Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).
A maior parte dessa dívida está concentrada na mão de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. A procuradoria estudou e classificou essas 32.224 empresas que mais devem, e constatou que apenas 18% são extintas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.
Na lista das empresas devedoras da Previdência, há gigantes como Bradesco, Caixa Econômica Federal, Marfrig, JBS (dona de marcas como Friboi e Swift) e Vale. Apenas essas empresas juntas devem R$ 3,9 bilhões, segundo valores atualizados em dezembro do ano passado.

A Repórter Brasil entrou em contato com essas empresas para entender quais são os pontos em desacordo. O Bradesco afirma que não comenta processos judiciais. A JBS diz que está negociando a dívida com a Receita Federal. A Marfrig afirma, em nota, que discute judicialmente a possibilidade de compensação de débitos previdenciários com créditos relativos ao PIS e a COFINS e que negociou o parcelamento da dívida. A Vale informa que possui questionamentos judiciais referentes às contribuições previdenciárias e que ofereceu garantias da dívida, o que a permite estar em ‘regularidade fiscal’. A Caixa Econômica Federal não se pronunciou. Leia a íntegra das respostas.

Click aqui e baixe em PDF


Parte da dívida não pode ser recuperada

Apesar da maior parte das empresas devedoras estarem na ativa, no topo da lista há também grandes companhias falidas há anos, como as aéreas Varig e Vasp. Por isso, nem toda a dívida pode ser recuperada. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.
Apenas R$ 10,3 bilhões (4% do montante da dívida) têm alta probabilidade de recuperação, segundo estudo da procuradoria divulgado em março do ano passado. Do classificado à época, referente à R$ 375 bilhões de dívidas, constatou-se que 38% têm média chance de recuperação; 28% tem baixa chance e 30% tem chances remotas (veja detalhes no quadro abaixo).




A Repórter Brasil entrou em contato com essas empresas para entender quais são os pontos em desacordo. O Bradesco afirma que não comenta processos judiciais. A JBS diz que está negociando a dívida com a Receita Federal. A Marfrig afirma, em nota, que discute judicialmente a possibilidade de compensação de débitos previdenciários com créditos relativos ao PIS e a COFINS e que negociou o parcelamento da dívida. A Vale informa que possui questionamentos judiciais referentes às contribuições previdenciárias e que ofereceu garantias da dívida, o que a permite estar em ‘regularidade fiscal’. A Caixa Econômica Federal não se pronunciou. Leia a íntegra das respostas.


Parte da dívida não pode ser recuperada

Apesar da maior parte das empresas devedoras estarem na ativa, no topo da lista há também grandes companhias falidas há anos, como as aéreas Varig e Vasp. Por isso, nem toda a dívida pode ser recuperada. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.
Apenas R$ 10,3 bilhões (4% do montante da dívida) têm alta probabilidade de recuperação, segundo estudo da procuradoria divulgado em março do ano passado. Do classificado à época, referente à R$ 375 bilhões de dívidas, constatou-se que 38% têm média chance de recuperação; 28% tem baixa chance e 30% tem chances remotas (veja detalhes no quadro abaixo).

A prova disso é que o percentual de recuperação é baixo. Em 2016, a procuradoria recuperou apenas R$ 4,15 bilhões dos créditos previdenciários, o equivalente a 0,9% da dívida previdenciária total.
Apesar disso, a procuradoria diz tomar medidas para recuperar esse valor. “Estamos num momento em que sempre se ronda o aumento da carga tributária, e a PGFN entende que o verdadeiro ajuste fiscal é cobrar de quem deve para não onerar quem paga,” diz Daniel de Saboia Xavier, coordenador-geral de grandes devedores da procuradoria.
O estudo poderia, inclusive, ajudar a retirar algumas empresas do mercado. “A empresa fraudadora viola a livre concorrência e prejudica empresas do mesmo ramo que não fraudam”, afirma Xavier, destacando que o órgão priorizará a cobrança das empresas que entram nos critérios ‘alta’ e ‘média’. Xavier explica ainda que muitas das empresas que estão inscritas como devedoras de valores com alta chance de recuperação apresentam questionamentos judiciais.
A Repórter Brasil questionou quais são as empresas que seriam priorizadas à assessoria de imprensa através da Lei de Acesso à Informação, mas a procuradoria negou a informação sob a justificativa de que a divulgação violaria o sigilo fiscal.

Por que a dívida é tão alta?

A morosidade da Justiça, a complexidade da legislação tributária brasileira e os programas de parcelamento do governo são apontados como os principais fatores que explicam a alta dívida previdenciária no país.
Não é um crime dever, e grandes grupos empresariais se beneficiam disso, questionam valores na Justiça e ficam protelando a vida inteira,” diz Sônia Fleury, professora da Fundação Getúlio Vargas. “É preciso fazer uma varredura para ver como as empresas utilizam esse mecanismo protelatório na Justiça e tomar decisões no nível mais alto para impedir esse jogo, que só favorece as grandes empresas. Perde o governo e o trabalhador.
A criação de varas específicas e especializadas poderia agilizar esse tipo de cobrança, segundo o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Vilson Romero. “A única forma de fazer com que as empresas não fiquem devendo ao INSS seria ter uma estrutura fiscalizadora e cobradora mais eficiente e eficaz, o que chega a ser utopia no Brasil de hoje”, avalia Romero.
Sem a criação dessas varas, o sistema de cobrança continua lento. Uma ação de cobrança da Fazenda Nacional demora cerca de nove anos no Brasil segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2012. A responsabilidade pela cobrança das dívidas é da PGFN. Por outro lado, é dever da Receita Federal fiscalizar se os repasses previdenciários estão de fato ocorrendo, mas o trabalhador pode também conferir se a sua empresa está cumprindo a obrigação dos repasses pedindo, em uma agência do INSS, o extrato CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).
O coordenador de Previdência do Ipea, Rogério Nagamine, acredita ser necessário melhorar a recuperação dessas dívidas, mas aponta que ela não resolve todos os problemas da Previdência. Por isso, ele defende a reforma proposta pelo atual governo − que estabelece a idade mínima de 65 anos para se aposentar (com pelo menos 25 anos de contribuição) e que, entre outras alterações, muda a base de cálculo do benefício, com redução de seu valor final.
A complexa legislação tributária do país é outro motivo para o alto volume dessa dívida, na avaliação da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David. Hoje, os inadimplentes da União pagam multa sobre a dívida, mas, segundo a especialista, essa multa vem sendo reduzida pela Receita Federal, pela procuradoria e pelo INSS nos últimos anos, em decorrência do parcelamento especial de débitos tributários.
Principalmente nas grandes empresas, isso gera uma segurança para colocar a inadimplência e a sonegação no planejamento tributário, porque o risco é menor que o bônus. A legislação praticamente incentiva uma empresa a ficar inadimplente ou a sonegar”, afirma, destacando que em outros países as leis costumam ser mais rígidas.
A procuradoria informou, por meio de sua assessoria, que “o que tem prejudicado a cobrança dessas dívidas, em realidade, são os sucessivos programas de parcelamento especial (Refis) editados nos últimos 17 anos. Os devedores têm utilizado esses parcelamentos como meio de rolagem da dívida, migrando de programa de forma sucessiva, sem, contudo, quitar os débitos.”

FONTE:

http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/03/reforma-da-previdencia-ignora-426-bilhoes-devidos-por-empresas-ao-inss




quarta-feira, 22 de março de 2017

QUAIS OS DEPUTADOS DE PERNAMBUCO QUE VOTARAM CONTRA E OS QUE VOTARAM A FAVOR A TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO? CERTIFIQUE-SE AQUI!

Câmara dos Deputados Federais



QUAIS OS DEPUTADOS DE PERNAMBUCO QUE VOTARAM CONTRA E OS QUE VOTARAM A FAVOR A TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO?

CERTIFIQUE-SE AQUI!

PT
Todos os Deputados deste partido disseram não à Lei que terceiriza o trabalho em todas as empresas privadas e públicas do Brasil.


PC do B
Luciana Santos
PE
Não


PDT
Carlos Eduardo Cadoca
PE
Sim
Wolney Queiroz
PE
Não

PHS
Pastor Eurico
PE
Sim


PMDB
Jarbas Vasconcelos
PE
Sim

PP
Eduardo da Fonte
PE
Sim
Fernando Monteiro
PE
Sim


PSB
Creuza Pereira
PE
Não
Danilo Cabral
PE
Não
Marinaldo Rosendo
PE
Sim
Severino Ninho
PE
Não


PSD
André de Paula
PE
Sim

PSDB
Betinho Gomes
PE
Não
Daniel Coelho
PE
Não
Guilherme Coelho
PE
Sim


PTB – Partido fundado por Getúlio Vargas, criador do direito ao salário mínimo para todos os brasileiros.

Jorge Côrte Real

PE

Sim
Zeca Cavalcanti
PE
Sim


PTdoB
Sílvio Costa
PE
Não


PTN
Ricardo Teobaldo
PE
Sim


SOLIDARIEDADE
Augusto Coutinho
PE
Sim


FONTE: http://www.revistaforum.com.br/2017/03/22/saiba-quem-sao-os-deputados-que-votaram-a-favor-da-terceirizacao-irrestrita/

CÂMARA APROVA PROJETO QUE LIBERA TERCEIRIZAÇÃO DE TODAS AS ATIVIDADES DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Nesta data de hoje 22/03/2017 os trabalhadores tiveram seus direitos rasgados


CÂMARA APROVA PROJETO QUE LIBERA TERCEIRIZAÇÃO DE TODAS AS ATIVIDADES DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

O projeto foi aprovado por 231 a favor, 188 contra e 8 abstenções - 20:56 | 22/03/2017



Mesmo sob forte protesto da oposição, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) o Projeto de Lei (PL) 4.302/1998, de autoria do Executivo, que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. O projeto foi aprovado por 231 a favor, 188 contra e 8 abstenções.
Ainda faltam votar alguns destaques. Após a votação dos destaques, que deve ocorrer ainda hoje, o projeto, que já havia sido aprovado pelo Senado, seguirá para sanção presidencial.
Desde o início da sessão, a oposição obstruía os trabalhos. A obstrução só foi retirada após acordo para que fosse feita a votação nominal do projeto e simbólica dos destaques. O acordo foi costurado entre o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e parte da oposição.
Pelo projeto, as empresas poderão terceirizar também a chamada atividade-fim, aquela para a qual a empresa foi criada. A medida prevê que a contratação terceirizada possa ocorrer sem restrições, inclusive na administração pública.
Atualmente a legislação veda a terceirização da atividade-fim e prevê que a prática possa ser adotada em serviços que se enquadrarem como atividade-meio, ou seja, aquelas funções que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa.


Trabalho temporário
O projeto que foi aprovado pelo plenário da Câmara também modifica o tempo permitido para a contratação em regime temporário dos atuais três meses para 180 dias, “consecutivos ou não, autorizada a prorrogação por até 90 dias, consecutivos ou não, quando comprovada a manutenção das condições que o ensejaram”, diz o projeto.
Decorrido esse prazo, o trabalhador só poderá ser contratado novamente pela mesma empresa após 90 dias do término do contrato anterior. O texto estabelece a chamada responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação aos funcionários terceirizados.
A medida faz com que a empresa contratante seja “subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao período em que ocorrer o trabalho temporário e em relação ao recolhimento das contribuições previdenciárias”, diz o texto.

Deputados contra a Lei se manifestaram com "patos" de borracha, que representam que povo vai pagar um alto preço para sustentar as mordomias  dos políticos, juízes, grandes empresários e dos grande latifundiários

Debate
A discussão do projeto foi iniciada na manhã desta quarta-feira, a discussão da matéria foi iniciada com resistência da oposição. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) criticou o projeto e disse que a iniciativa vai fazer com que a maioria das empresas troque os contratos permanentes por temporários. “Essa proposta tem por objetivo uma contratação mais barata, precarizando e negando direitos. O próximo passo é obrigar que os trabalhadores se transformem em pessoas jurídicas, abrindo mão de férias, licença-maternidade e outros direitos”, disse.

 No início da tarde, o relator Laercio Oliveira (SD-SE) apresentou o seu parecer e rebateu as críticas. De acordo com o deputado, o projeto não retira direitos. “Faço um desafio: apontem dentro do texto um item sequer que retire direitos dos trabalhadores. Não existe”, disse.
O líder do governo, Aguinaldo Ribeiro, defendeu o projeto com o argumento de que a medida vai ajudar a aquecer a economia, gerando novos empregos. “O Brasil mudou, mas ainda temos uma legislação arcaica. Queremos avançar em uma relação que não tira emprego de ninguém, que não vai enfraquecer sindicatos. Eles também vão se modernizar”, disse.


Projeto de 1998
Originalmente, o projeto foi encaminhado à Câmara em 1998 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aprovado no Senado em 2002. Deputados contrários ao projeto criticaram a votação da proposta 15 anos depois e chegaram a defender a apreciação de outro texto, em tramitação no Senado, que trata do tema.
Já votamos essa matéria aqui e aprovamos uma matéria que foi para o Senado e que é muito diferente desse projeto que está na pauta aqui hoje. Essa matéria não passou pelo debate dessa legislatura e seguramente representa um duro ataque aos direitos dos trabalhadores”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

FONTE:

http://www.opovo.com.br/noticias/politica/2017/03/camara-aprova-projeto-que-libera-terceirizacao-de-todas-atividades-das.html

segunda-feira, 20 de março de 2017

ESSAS PORCARIAS QUE O CONSUMIDOR COME, NÃO É DE HOJE, É DAS ANTIGAS! (Gleidistone Antunes)



ESSAS PORCARIAS QUE O CONSUMIDOR COME, NÃO É DE HOJE, É DAS ANTIGAS!
Gleidistone Antunes



Essas coisas do brasileiro comer porcaria vendida a peso de carestia, é das antigas.

Aqui mesmo em Palmares havia, ou ainda há, possivelmente que sim, donos de supermercados e de armazéns de atacado que fazem todo tipo de desgraça, para não perderem suas mercadorias que, após o prazo de validade, ficaram podres.

O Exemplo disso são os fardos de charque que apodrecem e ficam cheios de tapurús. Segundo informações dos próprios funcionários, os patrões ordenam que se passe um pano com bastante óleo de comida, para retirarem os bichos da carne podre e depois coloquem os fardos para levarem um “solzinho”. A carne fica brilhante, parecendo nova.

UMA BOA DICA É: para você ter a certeza de que a carne é nova, dê uma cheiradinha (você tem nariz para quê?). Se ela estiver cheirando a “merda”, pode ter a certeza de que essa passou pelo processo de “limpeza bem intencionada”!

Tem também a de alguns (se não todos) frigoríficos que vendem carne moída misturada com gordura, sebo, pele, cartilagem e ossos triturados, como se fossem carne da boa.

A DICA É: se a carne moída estiver muito branca, corra dela, pois certamente ela não presta!

 Palmares, 20/03/2017