sexta-feira, 12 de julho de 2013

AO MEU FILHO QUERIDO: GLADSTONY GOMES

AO MEU FILHO QUERIDO: GLADSTONY GOMES
Estamos vivendo em um planeta que passa por grandes transformações. E esse fenômeno também ocorre com todos os seres humanos. Essas mudanças acontecem para que possamos aprender uns com os outros, sendo assim, estamos sempre ensinando e aprendendo. Alguns conseguem vislumbrar o amadurecimento espiritual, outros observam apenas o crescimento material. Por esse motivo, se demoram um pouco mais na terra. Todavia, todos evoluem. Tu, na condição de meu filho, aqui no mundo terreno, tens me ensinado muitas coisas, inclusive a ser mais tolerante e mais amável, sei que às vezes eu saio um pouco do prumo, mas eu sou humano e estou a também a evoluir.

Escrevo estas palavras porque hoje é o dia do teu aniversário. O dia em que vieste ao mundo há dezoito anos. Entras agora no começo da fase adulta. E como adulto, esperamos que tu possas usar todos os nossos ensinamentos de ética, bravura, responsabilidade e, acima de tudo, honradez. Que tu sejas um homem honrado. Que teu nome seja sempre lembrado como uma pessoa limpa. Como alguém que é do bem, da paz. Que os valores morais ensinados por nós, teus pais, jamais sejam esquecidos por ti. Que a tua vida, meu filho, seja sustentada pelo triângulo divino representativo da perfeição, ou seja: a luz, a vida e o amor.

Sei perfeitamente que entendes a nossa situação financeira, pois não posso te dar um jogo de tatame ou um novo quimono, mas neste dia ofereço-te somente, o meu mais profundo amor!!!

Tu és o filho maravilhoso que todo pai honrado gostaria de ter. Tu é um jovem que já viveu mais emoção do que eu e tua mãe vivemos em toda a nossa vida. Tu tens um futuro maravilhoso pela frente, porque tu és um bom filho, e ao bom filho o Divino Deus do nosso coração, sempre o ajuda. Nunca o deixa à míngua. Sempre o protege. E que esse Deus, no qual te ensinei a acreditar, possa sempre estar à tua frente quando eu não estiver mais aqui.

No dia do teu aniversário quero mais é agradecer ao nosso arquiteto maior, criador de todas as coisas, o fato tu teres nascido na condição de meu filho, o maior presente que Deus poderia dar a um homem que, embora pobre, procurou te dar o máximo de amor e muitas lições de vida.

Obrigado gladstony, por tu seres um filho maravilhoso. Eu te amo com todas as forças do meu ser!!!
estas são as palavras de um homem que, parafraseando o grande Sócrates: só sabe que nada sabe, mas que traz no peito uma única certeza - que te ama profundamente!!!

Ass: orgulhosamente de ser teu pai - Gleidistone

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O JULGAMENTO DE SÓCRATES

O JULGAMENTO DE SÓCRATES

Sócrates foi, provavelmente, o maior filósofo de todos os tempos. Ele viveu em Atenas, na Grécia, por volta de 500 anos antes do nascimento de Jesus. Foi a mente mais iluminada do ocidente em sua época, enquanto no oriente, por volta da mesma época aparecia um tal de Buda, que causou uma revolução no modo de pensar e se relacionar com a vida.
Durante os seus 70 anos de vida, Sócrates procurou ensinar, através da dialética (diálogos), as verdades espirituais eternas, questionando sempre as falsas tradições da cultura helenística. Acabou despertando ódio e inimizades entre os detentores do poder e da cultura, que o acusavam de estar corrompendo a juventude ateniense. Foi levado a julgamento e condenado à morte pela ingestão de cicuta, um poderoso veneno.
O texto a seguir foi condensado do livro “Apologia de Sócrates”, escrita por Platão (seu principal discípulo). Ele descreve o julgamento de Sócrates, apresentando a sua defesa e suas considerações finais, após a sentença de condenação.

A DEFESA

A acusação diz:

-Sócrates comete crime, investigando indiscretamente as coisas terrenas e as celestes, e tornando mais forte a razão mais débil, e ensinando aos outros!

Sócrates responde:

-Mas nada disso tem fundamento, pois não instruo e nem ganho dinheiro com isso. Talvez pudessem dizer de mim: "Enfim, Sócrates, o que é que você faz? De onde nasceram essas calúnias? Se suas ocupações não fossem tão diferentes das dos outros, não teria ganho tal fama e não teriam nascido acusações.
Acontece que Xenofonte, uma vez indo à Delfos, ousou interrogar o oráculo e perguntou-lhe se havia alguém mais sábio do que eu. Ora, a pitonisa respondeu que não havia ninguém mais sábio. Ao ouvir isso, pensei: "O que queria dizer o deus e qual é o sentido das suas palavras? Sei bem que não sou sábio, nem muito nem pouco." E fiquei por muito tempo sem saber o verdadeiro sentido de suas palavras. Então resolvi investigar a significação do seguinte modo: Fui a um daqueles detentores da sabedoria, com a intenção de refutar, por meio deles, o oráculo e, com tais provas, opor-lhe a minha resposta: "Este é mais sábio que eu, enquanto você disse que sou eu o mais sábio". Examinando esse homem - não importa o nome, mas era um dos políticos - e falando com ele, parecia ser um verdadeiro sábio para muitos e, principalmente, para si mesmo. Procurei demonstrar-lhe que ele parecia sábio sem o ser. Daí veio o ódio dele e de muitos dos presentes aqui contra mim. Então, pus-me a considerar comigo mesmo, que eu sou mais sábio do que esse homem, pois que, nenhum de nós sabe nada de belo e de bom, mas aquele homem acredita saber alguma coisa sem sabê-la, enquanto eu, como não sei nada, também estou certo de não saber. Parece, pois, que eu seja mais sábio do que ele nisso: não acredito saber aquilo que não sei. Fui a muitos outros daqueles que possuem ainda mais sabedoria que esse, e me pareceu que todos são a mesma coisa. Daí veio o ódio deste e de muitos outros. E então me aconteceu o seguinte: procurando segundo o critério do deus, pareceu-me que os que tinham mais reputação eram os mais desprovidos, e que os considerados ineptos eram homens mais capazes quanto à sabedoria. Também procurei os artífices e devo dizer que os achei instruídos em muitas e belas coisas. Eles, realmente, eram dotados de conhecimentos que eu não tinha e eram muito mais sábios do que eu. Contudo, eles tinham o mesmo defeito dos poetas: pelo fato de exercitar bem a própria arte, cada um pretendia ser sapientíssimo, também, nas outras coisas de maior importância e esse erro obscurecia o seu saber. Dessa investigação, cidadãos atenienses, tanto me originaram calúnias como também me foi atribuída a qualidade de sábio. E totalmente empenhado em tal investigação, não tenho tido tempo de fazer nada de apreciável, nem nos negócios públicos, nem nos privados, mas encontro-me em extrema pobreza, por causa do serviço do deus. Além disso, os jovens, seguindo-me espontaneamente, gostam de ouvir-me examinar os homens. Eles, muitas vezes, me imitam por sua própria conta e decidem também examinar os outros, encontrando grande quantidade daqueles que acreditam saber alguma coisa, mas pouco ou nada sabem. Daí, aqueles que são examinados encolerizam-se e, por essa razão, dizem que há um tal Sócrates que corrompe os jovens. Saibam, quantos o queiram, que por esse motivo sou odiado; e que digo a verdade, e que tal é a calúnia contra mim e tais são as causas. Cidadãos de Atenas, creio que vocês não têm nenhum bem maior do que este meu serviço do deus. Por toda a parte eu vou persuadindo a todos, jovens e velhos, a não se preocuparem exclusivamente com o corpo e com as riquezas, como devem se preocupar com a alma, para que ela seja o melhor possível. Absolvendo-me ou não, não farei outra coisa, nem que tenha de morrer muitas vezes. Dessa forma, parece que o deus me designou à cidade com a tarefa de despertar, persuadir e repreender cada um de vocês, por toda a parte, durante todo o dia. É possível que vocês, irritados como aqueles que são despertados quando no melhor do sono, levianamente me condenem à morte, para dormirem o resto da vida.

A CONDENAÇÃO

-A minha impassibilidade, cidadãos de Atenas, diante da minha condenação deriva, entre muitas razões, que eu contava com isso, e até me espanto do número de votos dos dois partidos. Por mim, não acreditava que a diferença fosse assim pequena. Os meus acusadores pedem, para mim, a pena de morte. Que pena ou multa mereço eu? O que convém a um pobre benemérito que tem necessidade de estar em paz para lhes poder exortar ao caminho reto? Para um homem assim conviria que fosse nutrido e mantido pelo Estado. Por não terem esperado um pouco mais, vocês irão obter a fama e a acusação de haverem sido os assassinos de um sábio, de Sócrates. Pois bem, se tivessem esperado um pouco de tempo, a coisa seria resolvida por si mesma: vejam vocês a minha idade. Talvez, senhores, o difícil não seja fugir da morte. Bem mais difícil é fugir da maldade, que corre mais veloz que a morte. Eu, preguiçoso e velho, fui apanhado pela mais lenta: a morte. Já os meus acusadores, válidos e leves, foram apanhados pela mais veloz: a maldade. Assim, eu me vejo condenado à morte por vocês; vocês, condenados de verdade, criminosos de improbidade e de injustiça. Eu estou dentro da minha pena, vocês dentro da sua. E estamos longe de julgar certamente, quando pensamos que a morte é um mal. Porque morrer é uma destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja; ou, como se costuma dizer, a morte é uma mudança de existência e uma migração deste lugar para outro. Se, de fato, não há sensação alguma, mas é como um sono, a morte é como um presente, porquanto todo o tempo se resume em uma única noite. Se a morte, porém, é como uma passagem deste para outro lugar e se lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir maior do que este? Quero morrer muitas vezes, se isso é verdade, pois para mim a conversação acolá seria maravilhosa. Isso constituiria indescritível felicidade. Vocês devem considerar esta única verdade: que não é possível haver algum mal para um homem de bem, nem durante sua vida, nem depois de morto. Por isso mesmo, o que aconteceu hoje a mim não é devido ao acaso, mas é a prova de que para mim era melhor morrer agora e ser liberto das coisas deste mundo. Por essa razão não estou zangado com aqueles que votaram contra mim, nem contra meus acusadores. Mas já é hora de irmos: eu para a morte, e vocês para viverem. Mas quem vai para melhor sorte é segredo, exceto para Deus.

O julgamento de Sócrates foi relatado por seu discípulo Platão, no livro “Fédon”, e apesar de ter sido realizado há mais de 2.400 anos, aborda, em sua essência e nos fatos que o rodeiam, temas e questionamentos que até hoje procuramos compreender.
O ponto de partida para tentar compreender tal julgamento está na defesa das acusações que foi feita pelo próprio Sócrates. Uma vez que não havia pessoa melhor para demonstrar a veracidade dos fatos, se não aquele que os praticou/vivenciou. A partir desse ponto de partida, podemos entender a grandiosidade que esse julgamento tem não só para a história da Filosofia, como também para a história da humanidade.
O saber, a missão e a morte pelo entendimento do texto, para Sócrates estava diretamente ligado à humildade – uma das virtudes que demonstra o grau do caráter humano – em reconhecer a limitação do conhecimento. Podemos ver isso quando Sócrates parte atrás de pessoas que - supostamente - sabiam mais que ele, e chega a conclusão de que, apesar de realmente saberem acerca daquilo que estão acostumados a lidar, não sabiam acerca daquilo que não dominavam e, assim, pensavam - erroneamente - que sabiam, não assumindo, desta maneira, a verdade. Ainda, o “Saber de Sócrates” (por assim dizer) estava na capacidade de assumir a verdade: saber que de nada se sabe. Uma vez que o conhecimento/sabedoria só é atingido através da verdade. De forma tranquila e sem receios, Sócrates expõe sua missão aos presentes no julgamento. Relata como o Oráculo de Delfos o qualificou como o mais sábio dentre os homens e como procedeu para buscar respostas para comprová-lo.
Sócrates buscava a perfeição da alma, mas sabia que para atingi-la só mesmo através da verdade. Não que ele não acreditasse no Oráculo – manifestação divina na terra, mas não compreendia o motivo pelo qual o levou a dizer aquilo. Paralelo a esse questionamento, o filósofo começou sua busca por aqueles que tinham todo o estereótipo de um sábio: conhecimento a certa de todas as coisas.
Para o filósofo foi mais fácil entender porque aqueles a quem procurou (políticos, poetas, artesãos) não serem os escolhidos do Oráculo: não possuíam a humildade em reconhecer que não sabiam acerca daquilo que não dominavam. Como supracitado, Sócrates buscava a perfeição. perfeição essa que só era possível através da verdade. Para ele, não era possível chegar à perfeição através da política, pois a mesma não busca a verdade e sim a justiça. Certamente, tal pensamento foi decisivo para condená-lo; visto que nem todos possuíam seu grau de conhecimento, não puderam compreender que a justiça dita por Sócrates não buscava a verdade e sim culpados e inocentes, mesmo que não utilizassem da mesma.
A Morte anunciada (como condenação a seu julgamento) deveria despertar naquele homem o mais temível dos sentimentos e a mais insensata das manifestações, mas surpreendentemente, Sócrates demonstra, mais uma vez, o grau de sua sabedoria. Supôs (até aqui ele mostrou que não sabia de tudo, apenas supôs) que havia dois caminhos para seguir: a morte instantânea ou o renascimento de sua alma (consciência). Ele estava tranquilo por que sabia que, além de ter falado a verdade, não foi ela - nem ele mesmo - quem o condenou, mas sim a ignorância daqueles que não admitiram que foram falhos em condená-lo. Dizer isso a todos seria o mesmo que repetir sua defesa na íntegra, portanto, desnecessário. Com certa margem de erro, é possível dizer que Sócrates sabia de sua morte quando, no decorrer do julgamento, observou que ali dentro a verdade não valia de muita coisa.
A autonomia dos temas neste julgamento é observada quando o saber de Sócrates provoca uma reação contrária ao que ele propunha, ou seja, “saber que nada sei” para aqueles que o julgavam foi mais uma prova de que ele se julgava superior demais para estar ali, sua Missão é encarada – de forma errada – como uma prova de que utiliza-se da retórica para escapar da condenação; e sua morte parece ser eminente, pois satisfazer a vontade do povo é o que conta numa democracia como Atenas, mas a vontade de poucos influenciou a maioria.
Há uma correlação entre os temas, principalmente entre o saber e a missão. Pois o segundo é uma busca pelo primeiro e o primeiro é uma consequência que Sócrates tira do segundo.
A Morte como condenação deixa um grande significado: o primeiro, por si só, que é seu exemplo de morrer para deixar vivo aquilo em que acreditava e consequentemente um recado aos sofistas de que deveriam não só se preocupar com a oratória, mas também com a verdade, pois a aplicação da primeira sem buscar a segunda não é filosofia.
O que deixa mais intrigada a leitura desse texto foi o fato de que Atenas, sendo uma cidade "democrática", levou à morte seu filho mais ilustre por fazer justamente aquilo que a democracia mais defende: liberdade de expressão. Poder-se-ia, até mesmo, dizer que o único crime que Sócrates cometeu foi o de ter sido ateniense até o fim, literalmente.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

EXTRA! EXTRA! EXTRA! ADEUS , DOCÊNCIA

Desvalorização da profissão e más condições de trabalho são motivos para a desistência da carreira
Adeus, docência
Rodnei Corsini

Número cada vez maior de professores que abandonam a profissão piora o quadro de escassez de profissionais na Educação Básica e coloca em questão a capacidade de atração da sala de aula, atual Baixos salários, insatisfação no trabalho, desprestígio profissional. As condições são velhas conhecidas dos docentes, mas têm se convertido em um fenômeno que torna ainda mais preocupante a escassez de profissionais na Educação Básica: os professores têm deixado a sala de aula para se dedicar a outras áreas, como a iniciativa privada ou a docência no ensino superior.
Até maio deste ano, pediram exoneração 101 professores da rede pública estadual do Mato Grosso, 63 em Sergipe, 18 em Roraima e 16 em Santa Catarina. No Rio de Janeiro, a média anual é de 350 exonerações, segundo a Secretaria de Estado da Educação, sem discernir quantas dessas são a pedido. Mas a União dos Professores Públicos no Estado diz que, apenas nos cinco primeiros meses deste ano, 580 professores abandonaram a carreira. Para completar o quadro, a procura pelas licenciaturas como um todo segue diminuindo, e a falta de interesse pela docência provoca a escassez de profissionais especialmente em disciplinas das ciências exatas e naturais.

Motivos para a evasão

'O motivo unânime para a evasão docente é a desvalorização da profissão e as más condições de trabalho', diz a professora Romélia Mara Alves Souto, do departamento de Matemática e Estatística do programa de Mestrado em Educação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais. Em um estudo com alunos da universidade, Romélia constatou que entre os formados de licenciatura em Matemática entre 2005 e 2010, quase dois terços trabalham como docentes - mas, destes, 45% não pretendem continuar na Educação Básica. A maioria presta concurso para instituições financeiras ou quer se tornar pequeno empresário. Uma boa parte também faz pós-graduação ou vai estudar em outra área para não seguir na docência.
'Para mim, a ferida principal disso tudo é o salário do professor. Os professores estão tendo de brigar para receber o piso', avalia. Romélia também já lecionou na Educação Básica e foi para o ensino superior, sobretudo, por questões salariais. Deu aulas de matemática durante dez anos quando, em 1996, migrou para a docência superior.

REFERÊNCIA: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/195/adeus-docencia-292321-1.asp

terça-feira, 9 de julho de 2013

EXTRA! EXTRA! EXTRA! MATARAM E JÁ ENTERRARAM O MC DALESTE, AQUELE QUE FAZIA APOLOGIA AO CRIME E DECANTAVA EM UMA DE SUAS LETRAS QUE: “Se o chefe deixasse ia colecionar cabeça de polícia!!!



EXTRA! EXTRA! EXTRA! MATARAM E JÁ ENTERRARAM O MC DALESTE, AQUELE QUE FAZIA APOLOGIA AO CRIME E DECANTAVA EM UMA DE SUAS LETRAS QUE: “Se o chefe deixasse ia colecionar cabeça de polícia!!!

MC Daleste, que tinha 20 anos, morreu após ser atingido por um tiro no tórax, por volta das 22h30 de sábado, enquanto cantava em uma festa junina no bairro San Martin, em Campinas (a 93 km de São Paulo).
Questionado durante o enterro, o pai do MC, Roland Ribeiro Pellegrine, afirmou que o motivo da morte "foi inveja". "Inveja. Inveja mata", disse. Roland afirmou que está "arrasado" e criticou o tratamento da imprensa, que, segundo ele, nunca havia dado atenção ao filho até sua morte.
O que ele como pai não entende, é que a imprensa não poderia dar atenção ao seu filho, porque o rapaz fazia apologia ao crime. E tem mais, a imprensa só dá atenção quando a notícia dá ibope. Para ela (a imprensa), o seu filho morto, dá mais ibope do que vivo. E não nos surpreenderá se qualquer uma dessas emissoras querer ir até a casa dos pais do MC Daleste, fazer uma entrevistazinha, para lucrar com a adiência dos telespectadores. Aguardem, elas irão!!
O pai de Daniel também afirmou que o músico não tinha inimigos e que "ele era um menino muito bom, super carismático, dócil".
Nós entendemos a dor de um pai, mas como pode a sociedade, consciente da violência que impera na cidade de São Paulo, aceitar que um MC, seja lá o que for, faça elogios ao crime, aos traficantes e a tudo o mais que não presta para essa mesma sociedade?
O fato do MC ter escrito e gravado a música “Medley do Terror”, abriu uma mancha, um rótulo de marginal na vida dele. Embora se diga que o jovem não era marginal, ele compatuou, por intermédio da música, com toda a desordem que os marginais impõem à sociedade.
"Eu esperava muitos anos pra frente [do filho]", disse Roland. "Ele ia ser o rei do funk. Ia ou não ia?", afirmou, para então ser ouvido um grande coro de "Ia!" dos fãs que estavam à sua volta.

Para que o leitor entenda, transcrevemos abaixo a letra do dito “funk”, que faz apologia ao crime e aos traficantes. Leia e tire as suas conclusões!!

Medley do Terror

Mão na cabeça que o crime chegou
Mão na cabeça que o crime chegou
Uh uh uh uh é o terror
Uh uh é o terror
Mão na cabeça que o crime chegou
Mão na cabeça que o crime chegou
Uh uh é o terror
Uh é o terror
O terror que tá chegando
Sente sente o poder
Na produção e na mpc Dj Gah BHG
Sou guerrilheiro tipo guerrilha
E quem é, eu exalto
Quem não gosta de verme tem que dar um grito bem alto
Uh é o terror
Ritmo da apologia
Ritmo que contagia
Na blazer atira, no águia atira, na rota atira, rocam tu atira, no carro atira
Discolado primeiro c3
Ao ar de criminologia
Primeiro engatilha, depois você mira se tiver no alto você estermina
Quando meu chefe deixar vou colecionar cabeça de policia
Nosso armamento é pesado
Tem AK, G3, Bazuca,aê Sub use, 762
Nois palmiô fazendo
Assassinaram o Osama
Toma cuidado Barack Obama
Porque o bonde da Al-Qaeda,
Não tá querendo fama
Queremos guerras, terrorismo e atentados
Quem é soldado do Osama joga o fuzil pro alto
E vem no grito de guerra que é assim óh
Uuuh eô, nois é o terror
Uuuh eô, nois é o terror
Uuuh eô, nois é o terror
Porque nois atira no peito
Porque nois atira e não erra
É só malandro boladão
Treinado pra guerra
Assassinaram o Osama
Toma cuidado Barack Obama
Porque o bonde da Al-Qaeda,
Não tá querendo fama
Queremos guerras, terrorismo e atentados
Quem é soldado do Osama joga o fuzil pro alto
E vem no grito de guerra
Uh eô, nois é o terror
Uh eô, nois é o terror
Uh eô, nois é o terror